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Lucifer – Season 5 – Primeira Parte

O diabo voltou em dose dupla!

Na verdade não tivemos dois Lucifers, mas sim duas vezes Tom Ellis e isso porque o arco principal dessa primeira metade da temporada foi a chegada na Terra do irmão gêmeo do nosso querido diabo. O arcanjo Michael (Miguel, em português), um anjo bem ambicioso e que sempre teve problemas com Luci, veio disposto a causar confusão. Além desse plot, vimos uma grande evolução do casal principal. Depois do final do 4×10 em que Chloe se declarou ao parceiro e ele disse que ela era seu primeiro amor, os fãs se perguntaram se finalmente Deckerstar ficaria junto. Não é que depois de muitos percalços, o inferno finalmente congelou e tivemos nossos dias de glória?!

Esses oito episódios contaram com muitas emoções, então vamos começar a análise com o vilão da temporada. Eu acredito que a aparição do Michael nessa primeira parte serviu para preparar o terreno para o que vai acontecer na história que ainda está por vir, porque, por mais que já se tenha raiva dele, o personagem apareceu relativamente pouco, não tivemos tantos embates ainda (mesmo o do último episódio valendo por vários) e ele não parece ter concluído o seu plano maior que o motivou a vir à Terra. Imagino que o anjo vá fazer muito mais maldades e que esteja mesmo planejando algo grande. Uma teoria que surgiu pela internet foi a de que sua intenção era fazer Deus aparecer, mas será que é só isso? Eu acho que o arcanjo ainda vai atrapalhar muito a vida de Lucifer, Amenadiel e dos outros.

Algo importante de logo se pontuar é que a farsa do Michael em se passar por Lucifer não durou muito, o que foi bom para a narrativa, já que arrastar esse enredo por mais de um episódio poderia ficar cansativo e não muito verossímil. Maze descobriu ao lutar com ele, Amenadiel soube logo e Chloe desconfiou desde o início, culminando em uma cena realmente icônica em que a detetive, cara a cara, atira para ter certeza de que o anjo não era vulnerável a ela, excluindo a possibilidade de ser o Lucifer. Lauren German brilhou nesse momento e eu me vi vibrando enquanto Decker atirava sem dó no outro.

Agora, e o que comentar sobre Chloe e Lucifer finalmente ficando juntos e se assumindo como um casal? Acredito que todo ou quase todo fã da série esperava por esse momento e tudo foi muito bem construído até o beijo e, principalmente, a cena da primeira vez que eles transam. No entanto, os dois ainda têm algumas coisas para resolver como a insegurança da detetive e a dificuldade do parceiro em falar abertamente sobre seus sentimentos.

Essa primeira parte também foi interessante por ter tido algumas revelações. Michael contou para Chloe algo que já sabíamos há muito tempo, mas a detetive não fazia ideia: o fato de ela existir por causa de Deus, que mandou Amenadiel à Terra para abençoar seus pais. Além disso, Dan descobriu que Lucifer é realmente o diabo – agora só falta a Ella saber e tomara que seja ainda na 5B – e Maze finalmente encontrou com sua mãe.

Falando nisso, quero citar rapidamente o quarto episódio “It Never Ends Well for the Chicken”, que tem dividido muitas opiniões e entendo que ele pode ter soado como lento ou filler. No entanto, eu, pessoalmente, me interessei bastante pela forma que foi conduzido, pois gosto desse formato noir e me apeguei ao fato de que focou especialmente na mãe da Maze, marcando um ponto importante na história da demônia. Há muito tempo falava-se sobre Lilith na série, mas nunca a conhecemos nem sabíamos muito sobre seu passado. Além do anel que guarda a imortalidade dela e do porquê de ter abandonado seus filhos para serem soldados do inferno, foi interessante conhecê-la para entender a própria Maze. E Mazikeen, nessa primeira parte, nos mostrou altos e baixos.

Eu gosto demais da personagem, acho ela engraçada, forte e humana, apesar de ser um demônio e não ter alma. No entanto, uma coisa me incomoda: o fato de ser bastante manipulável. A partir do momento que conhecemos melhor Lilith, conseguimos entender por que Maze é assim tão frágil, sempre buscando por aceitação e algo que a complete, o que faz com que ela seja levada a concordar com coisas que não são tão boas e mudar de lado com uma certa facilidade. Maze deixa suas vontades a levarem onde é mais provável de conseguir o que quer, mesmo que a faça se voltar contra seus amigos. Isso dito, tenho que ser justa e ressaltar que o jeito que Lucifer vem tratando-a nessa temporada não tem sido legal, não tanto por não ter contado sobre o segredo de sua mãe, mas por ser insensível aos desejos mais profundos e humanos da amiga como, por exemplo, ter uma alma e por só se importar com ela quando precisa de algo.

Para não me prolongar muito mais, por fim, gostaria apenas de assinalar outros prós e contras dessa 5A. Alguns pontos positivos, na minha opinião, foram a mudança do Dan da temporada anterior para essa – sei que o personagem regrediu um pouco logo após ver a verdadeira face do diabo, mas para alguém que passou uma temporada inteira se martirizando pela morte da Charlotte e com uma energia super pesada, vê-lo mais leve, buscando formas de superar e até se tornando “parceiro de pulseira” de Lucifer foi realmente um grande avanço. Além disso, algo que também se destacou foi a luta final na delegacia com o grand finale de Deus aparecendo. A sequência toda foi muito bem feita e coreografada e ainda teve um gancho incrível no final. Último ponto que ressalto é a atuação de Tom Ellis, que conseguiu diferenciar Lucifer e Michael com perfeição e em detalhes.

Apesar de boa, a temporada não foi sem defeitos e acredito que algumas coisas podem ser melhoradas. Como ponto negativo já citei o que o roteiro faz com a Maze. É impressionante como, volta e meia, a evolução dela é jogada para escanteio. Sempre que dá um passo à frente, volta dois. Além disso, ressalto a desconsideração com a personagem Trixie. Sinto bastante falta da garota, que só apareceu em dois episódios aqui, e sua relação com Chloe. Há muito tempo não temos uma cena entre as duas, nem uma lembrança da policial sobre a filha. Entendo que a detetive teve um enredo muito maior, mas uma menção à menina não ia fazer nada mal, sendo que nas primeiras temporadas a proximidade entre elas sempre se destacava.

Algumas coisas também foram abordadas e ainda precisam de um aprofundamento maior, como a filha que Linda teve no passado e a tal escuridão que o serial killer Pete viu na Ella. Será que a nossa querida cientista forense guarda um segredo sombrio? Ou ela tem algo celestial que nem sabe que tem?

Um outro mistério que também quero entender é o porquê do Lucifer não estar mais vulnerável perto da Chloe. Foi uma boa saída para, no caso, ele não morrer quando o Dan tentou matá-lo, mas foi meio do nada. Sabemos que não é por não se importar com a detetive porque o consultor da polícia deixou bem claro durante a temporada toda o que sente por ela.

Feita essa análise, considero os oito primeiros episódios com um saldo positivo, apesar de algumas coisas não terem ficado tão redondinhas ou tão bem encaixadas. No entanto, como a temporada foi dividida, acredito que elas ainda vão ser explicadas, ter continuidade ou um papel maior na segunda parte.

E vocês, o que acharam dessa 5A? O que esperam para a continuação? Comentem aqui e nos vemos na próxima!

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Luiza Pinheiro

Carioca da gema e jornalista de corpo e alma. A primeira série que viu mesmo, aquela que a deixou viciada, foi One Tree Hill. Depois disso nunca mais parou e engatou uma depois da outra. Também ligada em cinema, não perde uma cerimônia do Oscar.

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