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Maniac – S01E05 – Exactly Like You

“It disturbs you, this idea of behaving in the same way that your mother behaves.”

Ainda seguindo na vibe da pílula B, tentando desarmar os mecanismos de defesa da mente através de situações que obrigam os participantes a expor seus comportamentos mais obscuros, temos Ollie e Arlie (codinomes pra Owen e Annie) numa espécie de Bonnie & Clyde. Uma vibe anos 40, estilo máfia e espiões. Uma realidade bem diferente daquela que havíamos experimentado no episódio anterior.

Mais uma vez a série traz detalhes muito bacanas, que podemos interpretar de diversas maneiras. Primeiramente, tivemos uma visão de como seria GRTA na vida real. A maravilhosa Sally Field, que eu conheço de “Uma Babá Quase Perfeita”, dando vida ao computador triste, emotivo, chateado. Qualquer semelhança com Marvin, de “O Guia do Mochileiro das Galáxias”, é mera coincidência. E como é fácil perceber que Gertie Neverdine é a inteligência artificial né? Primeiro com a apresentação, como “imortal”, já que ela é parte permanente daquela realidade. Segundo com o Dr. Robert zumbi pulando com ela ali, já que ela tinha um crush nele, nada mais justo que estar tentando mantê-lo por perto. E isso ficou bem claro naquela breve conversa que ela teve com Arlie quando a conheceu. Super melancólica!

No mundo real, o Dr. Mantleray e a Dra. Fujita estão percebendo as inconsistências do teste, principalmente no que diz respeito a junção das realidades de Owen e Annie. A cientista até tenta separar as realidades, mas cabe lembrar que elas estão unidas pela “lágrima” de GRTA. Então a tentativa é falha, apesar de interferir muitas vezes na realidade em que os personagens estão inseridos, levando Annie para situações em que confronta uma garotinha, possivelmente sua irmã, vê o carro acidentado na maquete do laboratório, e por aí vai.

Em questão de narrativa, gostei mais desse episódio que do anterior, principalmente por essa realidade ser mais bacana, apesar de pouco acrescentar. Apesar de o objetivo de Arlie e Ollie ser pífio (roubar um capítulo secreto de Dom Quixote), acredito que essa realidade trouxe traumas mais ligados a Owen, já que ele tinha as visões de ser um agente secreto, de realizar missões, e principalmente na questão de confiar em Annie, de acreditar que ela é uma conexão, ela ter confirmado e por fim ter sido só uma ilusão. Na realidade, o mesmo acontece, só que dessa vez Ollie está preparado pra lidar com Arlie, e dessa forma ele tem um comportamento totalmente diferente da realidade, que havia sido um conformismo e uma aceitação vazios.

O bacana desse episódio foi a confrontação de Dr. Mantleray com os pacientes, determinado a diagnosticar os problemas mentais de cada um. Com Annie vimos uma camada abaixo do que havíamos visto anteriormente. Já sabemos que além do trauma da irmã, o trauma com a mãe também foi refletido na última realidade, já que a própria mãe traía a confiança de diversas pessoas. Bacana também ver a explicação dela sobre a presença de Owen em suas realidades, fazendo-a refletir sobre o encontro de personalidades que os dois tiveram naquela situação do laboratório.

Justin Theroux and Sonoya Mizuno in Maniac (2018)

Por fim, Owen se vê no final dessa nova realidade como uma pessoa fria, mais centrada, que sabe o que faz, que está sempre um passo à frente dos demais. Talvez um reflexo do que ele busque ser, do que ele quer mostrar pra sua família, e do que ele possa vir a se tornar até o fim da série. Só uma pulga ficou atrás da minha orelha: qual era a de Olívia? Não lembro de ter visto a atriz antes, e por isso me perguntei qual foi a da inserção dela na realidade. Vamos ter que cavar mais pra descobrir,

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Gerson Elesbão

Um @gerson incomoda muita gente, um @gersonrealoficial incomoda incomoda incomoda muito mais! É DC, é Marvel, é Netflix, é reality. Se a série for boa, chama no probleminha, bebê!

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