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Maniac – S01E09 – Utangatta

O melhor episódio da série?

Maniac é, sem dúvidas, uma minissérie muito boa. E esse episódio nos fez enxergar tudo o que ela é capaz. Apesar do início confuso e lento, que desagradou muitas pessoas, é notável a crescente da temporada. Este episódio mostra justamente isso, pois entrega emoção, complexidade, ação, e nos deixa vidrados durante os 45 minutos, querendo saber qual o desfecho da trama.

Este episódio traz muitos dilemas. Começando por GRTA, a inteligência, que segue surtada, sem entender suas emoções e querendo se livrar da solidão. Na minha opinião, um retrato do mundo atual, não é mesmo? A gente tá sempre rodeado de pessoas, sempre presente na vida de todos e todos na nossa vida. A tecnologia nos fez ficar conectados o tempo todo. Mas muitas vezes nos vemos sozinhos, em momentos que precisamos de alguém e nenhum dos 5 mil amigos virtuais pode se fazer presente. A luta contra a solidão na era da globalização pode parecer banal, mas está próxima de nós, principalmente quando deixamos de ter um diálogo pra ficar mexendo no celular. A metáfora de a tecnologia experimentar a solidão, nesse caso, é muito inteligente, pois é como se ela arrastasse Annie e a obrigasse a ficar conectada por toda a eternidade. A luta pra fugir disso é, primeiramente, entender que existe e compreender a necessidade de abrir mão de certas coisas pra escapar.

E isso nos leva ao próximo ponto. Mesmo doida, não podemos deixar de notar que GRTA ajudou Annie e Owen. A cena de Annie se despedindo da irmã, mostrando que depois de todo esse tempo, toda a culpa que ela carregou, esse encontro finalmente conseguiu esclarecer e colocar um ponto final, levando Annie a ficar livre disso tudo e das pílulas. Com Owen também. Ele sempre teve as alucinações com seu irmão como um membro de uma organização secreta, e tinha essa missão de “salvar o mundo”. A questão é que o mundo que ele acabou salvando foi o seu próprio mundo, a sua mente, e a mente de Annie. É uma metáfora também muito bem construída e que encaixa nesses últimos episódios da série. Owen enxerga que pode mais, que merece mais, que o SEU mundo é o que importa, e não o mundo da sua família. E a partir daí ele consegue se curar também.

Outro dilema levantado pelo episódio foi a questão da ciência acima de tudo. Após ver o caos que está GRTA, Greta pede a James que desligue e interrompa o teste, pelo bem dos voluntários. No entanto, ele e Azumi não veem isso de maneira positiva, pois seriam anos de pesquisa jogados fora. A vida de todos os voluntários valeria essa pesquisa? Esse também é um dilema bem atual, já que temos diversos tratamentos inovadores que poderiam curar doenças graves e terminais, mas que se veem presos à ética, a questões dos direitos de cada indivíduo. Como não ligar essa questão à questão do uso de células-tronco, por exemplo? É bacana como a série traz isso de maneira sutil. No fim das contas, GRTA acaba desligada, pelo bem de todos, e pela paz de espírito de James e sua mãe.

No geral, esse foi um dos grandes episódios da série. A trama central foi bem desenvolvida, e a trama secundária do episódio, com o ET, as cenas de ação e tal, foi muito bacana e envolvente de assistir. Emma deve estar com lordose de carregar a série nas costas, porque ela foi mais uma vez a dona e proprietária do episódio.

Agora fica a questão no ar: como os nossos protagonistas vão tocar a vida depois do teste? Estariam eles finalmente curados? Vão seguir juntos, amigos? Owen vai ajudar sua família e seu irmão?

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Gerson Elesbão

Um @gerson incomoda muita gente, um @gersonrealoficial incomoda incomoda incomoda muito mais! É DC, é Marvel, é Netflix, é reality. Se a série for boa, chama no probleminha, bebê!

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