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Maniac – S01E10 – Option C [SERIES FINALE]

Talvez nem tudo seja caos.

Que jornada, senhoras e senhores, que jornada. Particularmente, Maniac me tocou de diversas formas. Eu comecei assistindo e encarando como uma comédia obscura, talvez com algum plot twist no meio, lendo entre todas as linhas. Mas da metade para o final, eu só entrei na trama dos personagens e me vi torcendo para eles ficarem juntos.

Toda a ambientação surrealista da série se torna apenas mero background, quando chegamos no ponto de virada. Não importa muito como seja sua realidade, quando entramos dentro da mente, a única coisa que pode realmente nos guiar são nossos sentimentos.

Nós, como seres humanos, somos complexos. Cada um de nós carrega consigo sua própria cruz, o peso de seu passado. Obviamente, vivemos entre mágoas, traumas, arrependimentos e angústia. E precisar de alguém, não necessariamente significa que você não pode ser completo sozinho.

E às vezes, isso é algo difícil de absorver. Estar vulnerável não é fácil, abrir todas as suas janelas e deixar te escanearem de dentro para fora. Annie nos mostrou o quão doloroso isso realmente é. Mas ao mesmo tempo, o quão necessário.

Não vivemos no passado, não podemos nos ater a acontecimentos passados e esquecer de abraçar o que vem pela frente. De coração, não existe isso de “glórias passadas”, isso é mero preciosismo. Por mais confortável que seja ancorar-se no tempo, precisamos estar abertos para avançar. E mais que isso, precisamos nos abrir para nós mesmos. E assim como Owen, enxergar nossa própria pessoa, entender que somos indivíduos e nem sempre podemos viver pelos outros.

E no meio de todos esses tópicos tão filosóficos, delicados e humanos, ainda lidamos diretamente com transtornos mentais. Eu fiquei bastante tocada com o arco do Owen, com todas as suas inseguranças e a forma como sua realidade era constantemente contorcida por ele não conseguir distinguir o real do paranoico.

Ele deixou sua doença o definir por tempo demais. Mas na realidade, uma condição jamais irá ditar quem você é de verdade. Você não é sua condição. Perder-se de si próprio dentro de si próprio é tão fácil. E às vezes, você realmente se deixa abater e “leva com a barriga”.

E talvez, por isso, esse final tenha sido tão simples, mas tão marcante para mim. Annie conseguiu aprender com a jornada, ela viu que pode ser muito mais do que vinha sendo. E ela também enxerga Owen por quem ele é, e decide mostrá-lo o mesmo.

Nem sempre vamos saber quão caminho seguir, mas precisamos estar constantemente tentando. Deixar o medo nos parar é uma das maiores mancadas que podemos dar. Recentemente, eu fiz uma tatuagem que visualmente é assim:  “fear |———| love”; em tradução simples, é para me lembrar de jamais deixar o medo me impedir de amar. E de forma bem rendondinha, Maniac me mostra o mesmo.

Claro, há tão mais nessa série do que apenas amor. Mas no fim das contas, ela é sobre amor, sobre perda, sobre desencontros (e reencontros), consigo mesmo, com os outros. Mas principalmente, ela é sobre jamais desistir de você, não importa o quão “longe” você possa estar. Sempre há de existir um caminho de volta, e se não houver, nós vamos criar… Afinal, nem tudo é caos.

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Luana Medeiros

Sinceramente, não sei mais há quanto tempo estou nesse site? Mas olha, faz um bom tempo! HAHA. Atualmente cuido mais de reviews de realities musicais, mas também faço meus corres nos seriados, porque a vida é isso aí! Tenho 24 anos, sou formada em rádio/tv/internet, e nas horas vagas vocês me encontram por aqui! ;)

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