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Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D – S05E01/02 -Orientation (1) /Orientation (2) [Season Premiere]

A melhor série da temporada passada que quase ninguém viu voltou e manteve o mesmo caminho que deu muito certo na S04

A última temporada de Agents of SHIELD foi uma das melhores que rolaram nesse último ano. Pode parecer exagero pra alguns, mas eu JURO que foi MUITO bom. A ideia de dividir a temporada em quatro blocos e resolver as situações dentro deles foi muito criativa e fez com que a temporada se tornasse mais leve, com menos complicações dramáticas que rolaram nas outras temporadas. Além disso, a trama foi muito bem feita e introduziu todo o lance de coisas místicas e mágicas muito melhor do que a contrapartida do cinema (abraço Stephen Strange); fora o lance do LMD, que serviu basicamente pra responder aquela eterna pergunta que a gente sempre se fez ‘mas e se?’.

O começo do episódio é bem confuso. Tem um cara que troca de peles nadando e ouvindo uma música absurdamente contagiante, daquelas que só parece existir pra te dar vontade de dançar (This Must Be The Place, do Talking Heads, caso alguém tenha ficado com dúvidas). Aí quando nada parece fazer sentido, ele vai no restaurante onde a equipe tava comendo aquela torta e rola o que a gente já tinha visto no fim da quarta temporada, mas a gente também vê tudo de outro ponto de vista, de fora. E daí as coisas continuam. Os caras armados e o careca que troca de peles – que muito poderia ter sido um dos Observadores de Fringe – deixaram uma pessoa pra trás, uma pessoa que não era importante pro plano deles. E quando a equipe tá bem perto de despertar, largam eles numa sala com um monólito branco, diferente dos outros que a gente já viu. E ele faz o que os monólitos geralmente costumam fazer: levam o pessoal pra outro lugar.

E a chegada já ainda mais estranha, porque o Coulson tá se mexendo enquanto todo o resto do ambiente no qual ele se encontra tá totalmente paralisado. Ele tá ali, de boas, enquanto o resto das pessoas tão sendo puxadas pro vácuo do espaço. Aí quando tudo começa a acelerar, ele se agarra num pedaço de ferro pra não sair voando dali. Tudo dá certo no fim, mas ainda assim, a gente só tem dúvidas. Quem são aquelas pessoas? Onde diabos todo mundo tá? E porque diabos eles tratam o Coulson como se ele fosse uma espécie de lenda, de herói? Mas quando essas perguntas vão ser respondidas, eles começam a ser perseguidos por uns bichos meio grandes, meio estranhos demais, carinhosamente chamados de “baratas”. E quando o tal do Virgil, primeira pessoa de quem a gente sabe o nome nesse lugar, começa a falar mais sobre a história, o Mack chega e dá um soco nele. E, naturalmente, ele também tá cheio das dúvidas.

Em outro lugar, a Ioiô acorda e se depara com uma pessoa mascarada e logo sai batendo nela. A pessoa é a Simmons, que achou que o lugar podia tá contaminado, já que tem um monte de gente morta ao redor delas. E um breve estudo mostra que essas pessoas foram drenadas e ficaram totalmente desidratadas. Eba. Pelo menos rola um reencontro entre os quatro membros que apareceram até agora. E as únicas coisas que eles sabem é que tão no espaço e tem uns alienígenas atrás deles.

Aí tem a May, a pobre da May. Teletransporte às cegas é um troço complicado, porque a gente nunca sabe o que tem do outro lado. E ela descobriu do pior jeito aquela coisa de “dois corpos não ocupam o mesmo lugar ao mesmo tempo”, acordando e percebendo que na perna dela tem uma barra de ferro. Ela, sendo quem é, dá um jeito de sair dali e ainda escapar da pessoa que tava prestes a entrar na sala.

De volta pro quarteto, eles tão ali, tentando descobrir mais alguma coisa eliminando as possibilidades do que pode e não pode ser (inclusive rola uma citação a S.P.E.A.R., que é a versão chinesa da S.H.I.E.L.D.) e o Virgil acorda, pronto pra dar todas as informações. Ele conhece todo mundo ali, nome e sobrenome, funções e habilidades, e fala de um jeito estranho, de que tá estudando eles há muito tempo, que conhece a história deles, e coisas do tipo, quando uma das baratas puxa ele pras sombras.

E quem aparece pra salvar eles? A Daisy. A cena corta de novo pra May, que precisa lutar pra chegar a algum lugar, mas com uma perna atravessada e um cara usando um alterador de gravidade, a coisa fica difícil. O Coulson e o resto da equipe tentam pensar em como foram parar lá. Surge a possibilidade de ter rolado uma viagem mágica, causada por algo relacionado ao Motorista Fantasma, que é descartada, surge a possibilidade deles terem voltado pro Framework, mas que também é descartada. Mas aparece uma certeza: o Fitz não veio junto.

O episódio vai rolando de um jeito rápido, bem acelerado, sem dar muitas explicações. E levando em conta o que MAoS vem sendo, eu não achei isso ruim. A gente sabe tanto quanto os personagens, e isso é um jeito bem interessante de contar uma história e de manter a atenção em tudo que tá acontecendo. Enquanto desbravam aquele lugar absurdamente grande, eles começam a analisar visualmente a estrutura. Tanto o Coulson quanto o Simmons acreditam que aquilo já tem umas boas décadas de existência, o que dataria aquela base mais ou menos nos anos 80, com o Howard Stark, Mas daí a Ioiô achou um daqueles sinalizadores e algumas marcas de sangue, então eles vão investigar. Ou seja, nunca dá tempo pra pensar no que tá rolando por tempo suficiente.

Chegando lá, eles conseguem montar um plano. Descobrem que a base consegue pegar os asteroides ao redor pra captar água, então é possível pegar uma das naves, escapar desse círculo de pedras e gelo e mandar uma mensagem pra Terra, pro Fitz saber onde eles tão. Mas aí as coisas começam a dar errado. O computador não aceita comandos humanos. E tem uma língua que ninguém conhece ali. E daí aparecem os Kree.

Talvez eles expliquem mais o que são os Kree em algum momento da série, mas não custa nada saber um leve resumo sobre quem são esses caras azuis que não são o Yondu. Os Kree são uma raça de seres interplanetários que é conhecida por ser bem voltada pro lado militar e da guerra, inclusive tendo um império do tamanho de uns 1000 planetas mais ou menos. Geralmente eles são azuis, tipo esses caras do episódio, mas também pode ser bem parecidos com humanos, e rola um lance parecido com o que rola com o Superman: a diferença de gravidade entre o planeta natal deles e a Terra faz com que eles sejam bem mais fortes do que a gente aqui. E qual a relação deles com a Terra? Em um passado muito distante, eles sequestravam pessoas de vários lugares e faziam experimentos nelas. E, depois de um longo tempo de testes, eles começaram a testar humanos. Anos depois, muitos anos depois, esses experimentos deram origem aos Inumanos. E como a série é a única parte da Marvel na TV ou no cinema que tá abordando os Inumanos, a relação é bem clara (sim, eu sei que tem uma série chamada Inumanos, mas ela é ruim demais pra ser considerada séria nessa discussão).

Voltando pra série, vamos pro que interessa. A equipe quase se reúne, já que a Ioiô e o Mack são capturados e estão sendo torturados. Eles percebem que o Mack consegue aguentar mais porradas do que uma pessoa normal e pensam na possibilidade de fazer ele ser uma espécie de lutador em batalhas (aquele abraço pra Thor: Ragnarok), e começam a prestar mais atenção na Ioiô, usando uma espécie de nitrogênio em forma de gás ou qualquer outra coisa gelada o suficiente pra congelar as mãos dela. Daí, volta a cena pra equipe, que vai se dividir pra fazer as missões que são necessárias: a May e a Simmons vão procurar a nave pra mandar o sinal pro Fitz, a Daisy vai ir atrás do Mack e da Ioiô e o Coulson vai ficar ali pra pegar o máximo de informações que puder do cara que atacou a May.

Aí que começa a parte realmente genial do episódio. À sua maneira, cada grupo começa a entender o que tá realmente rolando. A May e a Simmons vão pro espaço e enquanto a cientista percebe que reconhece a maioria das constelações ao redor delas, a agente percebe que tem um ônibus escolar passando por elas; o Coulson descobre que as informações de lugares que ele tem são completamente diferentes daquelas que o outro cara tem, e que a grande diferença se dá por causa do tempo; e o trio Mack, Daisy e Ioiô descobrem que o Fitz já entrou em contato com eles, mas no passado. E a sucessão de cenas é linda, porque uma descoberta vai completando a outra, uma vai mostrando o pavor na cara dos personagens e a outra vai mostrando que o pavor só vai aumentando. No fim das contas, eles descobrem que não é uma questão de onde eles estão, mas sim quando eles estão, já que eles estão numa base localizada nas ruínas da Terra.

Depois desse primeiro episódio bem louco, o segundo foi mais calmo. Esse episódio serviu basicamente pra ambientar a gente e mostrar como as coisas funcionam naquele admirável mundo novo. Mas veja bem, um episódio mais calmo não é algo ruim, muito pelo contrário.

O choque depois de descobrir que o mundo acabou e que eles tão no futuro vai deixar algumas marcas, mas ninguém tem tempo de lamentar. Com o time reunido de novo, eles concluem que não existe um monólito que os leve de volta, então eles precisam dar um jeito de voltar pro tempo deles. Eu disse que esse episódio é mais lento do que o segundo, mas na real só não acontecem tantas coisas, porque o episódio é sim bastante movimentado.

Matar um Kree é um crime bem grave no Farol, nome do lugar onde eles se encontram, então imagina matar dois. Ou seja, eles precisam esconder o corpo dos azulões antes que alguém descubra, senão a merda vai ser imensa. Além disso, eles precisam daqueles lances que as pessoas de lá tem nos pulsos, que serve como uma espécie de identidade e carteira.

Surge outra personagem nova, a Tess, que se junta ao Deke e servem como os guias dos agentes. E o Deke é o que tá com mais pé atrás por causa do que tá rolando, não querendo dar muita ajuda pros recém chegados. E a gente demora um tempinho mas descobre o que ele tanto teme perder. Ele tem um esquema meio holodeck meio Framework, no qual as pessoas vão pra lá e tem um breve momento de fuga de como seria o mundo antes de tudo dar errado. E falando em dar errado, a gente tem a explicação de quem destruiu o planeta.

Mas antes disso, vamos voltar um pouco. Num lugar chamado de Mercado, onde acontecem todas as trocas e comércio do lugar, rola uma briga por causa de um lance bem comum em distopias. Sabe aquele negócio no pulso das pessoas? Pois então. Rola uma espécie de ‘limpeza’ social, porque alguns deles começam a piscar vermelho e quem tem o seu pulso piscando precisa matar ou morrer. Só isso já daria um baita filme de sessão da tarde dos anos 90. E pra fugir desse lance feat. passar a ser de fato um dos moradores do Farol, o Coulson, a Ioiô, o Mack (fora a May que já tem um) aceitam que o Grill, uma espécie de chefe entre os humanos instale o negócio neles. Mas se nada é de graça nessa vida, imagina naquela. Então, eles ficam devendo algo pra ele, que um dia vai ser cobrado.

No meio da briga toda, a Simmons resolve salvar um cara que levou uma facada. SÓ QUE esse cara era uma espécie de protegido do líder Kree que controlava toda aquela bagaça, o Kasius. Então, por fazer isso, ela é levada pra uma espécie de reunião com ele. Esse tal de Kasius é um cara que preza pela perfeição, então ao ver que o seu protegido foi esfaqueado, ele deixou de ser perfeito e não tinha mais uso pro império. Então, a guarda-costas dele, a Sinara, utiliza umas bolas controladas com a força do pensamento (e aí, Mr. Terrific, turu bom?) pra matar o querido. E adivinha quem vai ser a nova protegida do Kasius? Jemma Simmons, que nem marca do lance do pulso tem, e somado aos conhecimentos que ela demonstrou ter, tem tudo pra ser vista como a maior das perfeições.

Tá, agora vamos voltar pro que realmente importa. A Terra tá destruída, como se tivesse sido partida ao meio por alguma coisa. Ou alguma força. E é isso que o Deke diz. Que foi ela, Daisy Johnson, ou Tremor, que foi a responsável por deixar o planeta daquele jeito.

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Rafael Augusto

Um hiperativo que não sabe viver sem ler, escrever, ouvir música, ver séries e filmes, geralmente tudo ao mesmo tempo. Fã de ficção científica, suspense, Stephen King e histórias em quadrinhos.

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