De volta a programação normal, Elliot em campo. Nem tanto. 

Agora sim, onde paramos. A série até existe sem Elliot. Mas sem Mr Robot não. Esse episódio provou isso. Toda confusão de Elliot ao se ver num plano bem maior. Mr Robot que arquitetou todo o plano, que sabe quais serão as próximas fases, o que fazer, peça mais importante nesse jogo. E ele que está escondendo algumas de suas cartas. De Elliot. De nós. Mr Robot entregou respostas no começo e foi deixando perguntas no caminho.

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Começamos com uma breve explanação de como Elliot foi parar na cadeia, nem por assassinato nem por caos, um simples hack e coação no ex de Krista que podiam até não dar em muito se o próprio Elliot o quisesse. Mas talvez ele tenha se declarado culpado para se isolar, conseguir resolver seus problemas internos com Mr Robot e assim poder voltar a sociedade reabilitado. Pena que o Dark Army tem outros planos, colocando Leon lá desde o princípio para sua proteção e possivelmente estando por trás da soltura antecipada de Elliot. E que lindo Darlene fora o esperando para o abraço só depois correspondido por ele.

 

Gritei ao ver o nome BD Wong nos créditos. Pode esperar coisa boa vindo. Whiterose que na série passa o ar de mais fodona, poderosa, onipresente começa aqui mijando no tumulo de um ex inimigo que atrapalhava seus planos, para depois ser visto conversando com Pryce, próximo alvo. Um diálogo cheio de ameaças, principalmente por parte do empresário, que diz não mais ter medo do caos. O bom aqui são as informações catadas, tudo por cima, deixando várias teorias a serem formadas. O interesse de Whiterouse no vazamento de Washigton, as chantagens, o plano de Pryce (Angela, já pode confirmar?) e a possível Terceira Guerra Mundial.

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Mais dúvidas surgem nos aparente momentos de calma de Elliot, onde ele se vê preso dentro de sua cabeça enquanto Mr Robot conversa com as pessoas em seu lugar. Ele vai para algum lugar do subconsciente e o outro assume sem ele nem perceber. Quando dá conta, luta para voltar ao seu controle, o metro não abre (boa parte da série se passa no metro, é muito amor ao underground) o senhor não para de tocar o tecladinho, quando volta se vê perdido, sem direções, era o outro que estava na linha de raciocínio. Nossa, só em imaginar uma cena dessas, se ver escanteado em sua cabeça enquanto outro fala por você o que você nem sabe se tratar, gzuis.

E isso abre um leque de indagações e possibilidades. A exemplo do final em que Darlene descobre ser Elliot o responsável pela fase dois, coisa que ele nem sabia existir. Saber que todo esse tempo ele matinha contato com a organização põe em cheque o que sabíamos sobre esta. Elliot tem bem mais poder e informação que imaginavamos. Podem até ter acontecido outros encontros entre Elliot e Whiterouse antes daquele na primeira temporada, e ele ser bem mais cabeça da organização do que estamos a par. Mr Robot está escondendo demais o jogo e acho que as pazes entre ele e Elliot não vão durar muito. Não há paz entre os dois, eles nasceram para brigar entre si pela sobrevivência.

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Angela está cada vez mais encurralada. Saiu do lado do povo trabalhador honesto e tentou virar parte da Ecorp, soube subir bem, mas inventou de voltar para o outro lado, hackeando a senha do chefe e copiando arquivos importantes do vazamento em Washigton. Na busca de uma ajuda no gabinete do deputado acabou em perigo. Traidora. De um lado e do outro, nem do povo, nem da ECorp. Foi lindo ver seu olhar de esperança ao ver que a entrega dos documentos poderia resultar em algo, para depois ver o medo e receio em terminar aquele corredor tenebroso cheio de câmeras, sai daí menina, eu teria dado volta logo no começo. Dom chega em sua casa a oferecendo comida para depois deixar claro o quanto ela está lascada. Há tempos o FBI investiga ela, desde a All Safe atack até o movimento do dia, e só espero que não a tenham seguido até o esconderijo da FSociety. Se bem que para ela não faz muita diferença, próxima vez que alguém bater em sua porta será para leva-la a uma cela. Coitada. Tem nem para onde escapar, cada vez mais fechada.

Terminamos com Joana na porta de Elliot o esperando, que deve trazer o assunto Tyrell de novo. Comentei aqui que dava ele por morto, já cansado desse adiamento, mas depois desse final uma resolução mais esclarecedora está a caminho, da qual estamos precisando há um bom tempo. Algo me diz que o ator de Tyrell não foi pago apenas para fazer pequenas participações nessa temporada, sendo ele o amigo misterioso que Elliot se referiu no Xun. A amiga talvez seja WhiteRose (?).

Episódio bom, ritmo bom, foi soltando várias pontas e cliffhangers sem aprofundar muito, as deixando no aguardo para partes futuras e finais, além do que, é bom finalmente ver Elliot Mr Robot livre e em campo novamente.

Encerrando o Windows: Sobre Whiterouse, na falta de melhor entender sobre questões de gênero e de um posicionamento dx mesmx, estou me referindo a ela nas cenas vestida de mulher, e ele nas cenas vestido de homem, apesar de achar que elx prefere ser reconhecida por mulher devido as cenas em seu quarto.

Encerrando o Windows 2: Tenho que dizer, essa semana foi a que as séries que assisto pegaram para soltar seus mocinhos, vi quase a mesma cena no final de The Night Of. Já disse que achei fofo o abraço deles

Encerrando o Windows 3: Angela sendo confundida com a secretaria, indireta para os chefes que não sabem diferenciar os subordinados. Se bem que com todo o assédio que rola, as secretarias eles até devem reconhecer.

Robson Abrantes
Robson Abrantes

Estudante de engenharia na semana, escritor wannabe nas horas vagas e sonhador integralmente. Nem de exatas nem de humanas, renascentista. Morando em Campina Grande. Reinventando-se desde 92. Inconformista. Cinéfilo. Cosmopolitan. Shitalker. Teve seu 1º contato com o mundo das séries nas madrugadas do SBT, e ainda segue agarrado a esse vício.
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