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Mr. Robot – S04E03/04 – 403 Forbidden/404 Not Found

É hora de parar e pensar nos erros…

Em dois episódios Mr Robot conseguiu trazer discussões e metáforas que remetem muito ao principio da série, mas também mostram o amadurecimento do diretor Sam Esmail em sua abordagem e condução de uma narrativa inteligente e cheia de reviravoltas que se encaminha para um final que até o momento se encontra como uma incógnita. 

No terceiro episódio “403 Forbidden” o passado de Whiterose nos é finalmente apresentado. Conhecemos a triste origem do seu nome que se encontra na perda de uma pessoa muito querida. Estando na China, um país conhecendo por seu rigor e que é contra a homossexualidade, Zhang antes de se tornar ministro almejava o cargo com o intuito de sair da China e ir para os Estados Unidos com seu grande amor para enfim eles conseguirem ter uma vida sem se esconderem. 

Mas após Zhang não conseguir o cargo almejado, seu parceiro não resiste a pressão de ter que esperar mais algum tempo para sair da China, e por conta disso ele acaba se matando em frente a Whiterose (as rosas brancas que se mancharam de sangue). Todo o pragmatismo de Whiterose também veio por influência do seu parceiro, que utilizava o tão marcante relógio que alerta a cada cinco minutos. 

Outro desdobramento importante desse episódio foi o encontro de Elliot e Tyrell, que marcou o ponto de virada para o próximo episódio. Antes de sabermos o que ocorreu, descobrimos que Tyrell está contra Whiterose, mesmo tendo recebido o cargo de CEO diretamente das mãos da grande vilã. Se isso acarretará em tragédia para algum dos lados? Muito provavelmente sim! Como descobrimos no episódio seguinte “404 Not Found”. Elliot e Tyrell acabam percebendo que estão sendo vigiados pelo Dark Army, e precisam tomar medidas drásticas para resolver esse problema. 

Então por conta disso, Elliot, Tyrell e Robot entram em uma verdadeira peregrinação, que acabou em reflexão com um toque de espirito natalino e críticas ao sistema. Darlene também foi peça importante dessa reflexão, e para falar a verdade, achei bem diferente a forma com que fizeram isso, já que eu jamais esperava uma retratação em forma de “lição de moral” vinda dessa série. 

Dominique também está sob constante ameaça do Dark Army, e por conta disso ela está verdadeiramente paranoica, deixando totalmente de lado sua sociabilidade, o que vai totalmente de contraponto a esse episódio, que deu uma total humanizada nas relações interpessoais dos personagens. Achei esse contraponto interessante, mas quero saber até quando irá durar esse ataque à Dom. 

E após toda a criação de um arco de redenção e humanização dos personagens, temos Tyrell sofrendo as consequências. Ele acabou sendo baleado pelo membro da DA, e seguiu um caminho em que não temos certeza se ele irá morrer ou não. Ele acabou fazendo uma escolha, mas um final sugestivo com uma luz brilhante o acompanha, o que poderá gerar algum desfecho futuramente. Creio que Tyrell não irá morrer dessa forma, mas muito provavelmente na series finale ele não deverá escapar (caso sobreviva aqui). 

Esses dois episódios combinados trouxeram um ar bem filosófico para a série. No terceiro, tivemos Elliot e a jovem moça em uma conversa bem íntima, criando um laço orgânico. Além disso tivemos o passado de Zhang exposto e percebemos que o ser sistemático que ele é foi criação das pessoas que hoje ele comanda. Já o quarto episódio trouxe os dilemas, as redenções, a raiva que se transformou em compreensão e talvez a despedida. 

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Ricardo Souza

Tem gente que diz que sou um amorzinho, eu digo que sou um trouxa. Viciado em maratonar séries e ficar na bad depois de assistir tudo em um dia. Amo muito música indie, quando quiser me chamar pra ouvir Florence já sabe onde procurar. Mineiro do interior que não puxa o 'r' quando fala, mas adora um pão de queijo.

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