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One Day At a Time – S04E03/06 – O que achamos da temporada até agora? [Mid season finale]

Dale papito dale!

Eu havia dito na review dos dois episódios anteriores, que One Day At a Time poderia estar correndo um risco de não conseguir manter um nível de produção por todos os problemas que ela passou com seu cancelamento pela dona Netflix, mas terminando de assistir essa primeira parte da temporada, me dei conta que eu estava enganado, e que essa temporada, ao que parece, está conseguindo manter sim um bom nível, mesmo que ainda haja problemáticas, que para falar a verdade, já existiam nas temporadas anteriores.

Em quatro episódios, tivemos um meio de temporada bem contagiante, com episódios que levantaram debates interessantes, como a masturbação feminina, relacionamentos, a despedida de entes queridos… Tudo isso com aquela leve pitada de humor para quebrar o gelo de uma situação tensa, como a série está acostumada a fazer.

Max (aquele daddy gostoso) voltou para a série e também para os braços de Penelope. Os dois formam um casal super fofo, e eu shippo demais! A Lydia, ao descobrir sobre que sua filha anda se masturbando, já que Alex a pegou no flagra, tentou empurrar a todo custo um homem para ela, o que é uma atitude bem antiquada, e sabemos disso. Não sei se era preciso essa narrativa, mas ao final os panos quentes foram colocados quando surgiu Max e não tocamos mais nesse assunto. Entretanto, foi um tema bem interessante, e que para falar a verdade, eu não esperava que a série tocasse (mesmo sendo predominantemente feminina na questão de elenco).

Mas já que Max voltou, será que o nosso casal ficara juntos para sempre? Bom, parece que a questão dos filhos não é mais um problema certo? Entretanto surgiu algo que pode ser por ventura um… Casamento. Penelope não quer de jeito nenhum se casar novamente, isso porque ela tem medo de se machucar e machucar sua família, como aconteceu com Victor. Max pareceu um pouco tenso com isso, mas acabou aceitando, já que a vida profissional dele também dificultaria que um casamento bem sucedido acontecesse. Mas ainda assim eu fiquei com uma pulga atrás da orelha, senti Max um pouco desconfortável com essa contestação, e talvez o mesmo que havia acontecido na temporada anterior, possa acontecer aqui futuramente (mas eu espero muito que não).

O jovemzinho fashionista Alex parece que quer muito estudar moda, e eu fiquei surpreso de não empurrarem uma narrativa do menino hétero que é zoado por outros por querer estudar moda, mas acabou que a lição disso foi bem “meh”. Alex percebeu que não é tão bom naquilo, e logo já pensou em desisti Como assim? Ele já queria sair da primeira aula fazendo uma roupa para Vogue? Por falar em filhos, Elena não teve muito destaque nos episódios até aqui. Eu gostaria muito que tivessem explorado mais a questão dela entrar para Yale, mas isso acabou sendo mais uma válvula de escape cômica para o episódio em questão. Vamos torcer para que ela volte a ter destaque na segunda metade da temporada, e que abordem essa questão dela ir para a faculdade com mais cuidado e com a devida atenção.

E o que dizer do casal Schneider e Avery? Eu acho os dois muito fofos, e surpreendente teremos alguém grávida nessa série, e essa pessoa é Avery. Fiquei bem feliz, e eu amei ver o momento de união quando todos descobriram que Avery está grávida. Ela e o Schneider tiveram uma briguinha que foi bem bobinha, e isso foi proposital, para mostrar que o amor deles é maior do que tudo, e nada, nem um palhaço de brinquedo poderá separar.

Por fim, preciso destacar o último episódio, “Supermoon”, que trouxe da melhor maneira possível o velho estilo de One Day At a Time de criar uma narrativa. Começamos com um episódio despretensioso, bobinho, com um pequeno desconforto entre todos os casais, mas nada grave, deixando a dúvida, quem foi que montou toda aquela produção no terraço do prédio? E aí vem a surpresa, foi Lydia e Leslie, com a ajuda de Schneider, que montaram todo aquele cenário por um motivo bem especial, Lydia decidiu de uma vez por todas deixar seu marido ir… Ela planejou espalhar as cinzas dele no seu lar, pois ela tentou fazer isso em Cuba, mas ela percebeu que lá não era mais a sua casa, por isso não faria sentido deixar ele ser livre lá. Então em uma cerimônia bem emocionante, toda sua família se despediu pela última vez. Entretanto eu só fiquei com uma dúvida…. Lydia iria fazer aquilo tudo escondida de Penelope e seus netos? Pois por um momento deu a entender que sim.

No geral, eu achei a temporada legal, mas nada no nível dos episódios da segunda e terceira temporada. Mas ainda há muito o que crescer, e a essência da série ainda se mantém intacta, o que é importante. É tudo uma questão de adaptação, e creio que logo logo a série voltará para os trilhos. Vamos aguardar ansiosamente para o fim desse hiato, e torcer para que a segunda metade da temporada seja melhor ainda!

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Ricardo Souza

Tem gente que diz que sou um amorzinho, eu digo que sou um trouxa. Viciado em maratonar séries e ficar na bad depois de assistir tudo em um dia. Amo muito música indie, quando quiser me chamar pra ouvir Florence já sabe onde procurar. Mineiro do interior que não puxa o 'r' quando fala, mas adora um pão de queijo.

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