24 de março de 2016
Panela Velha: Glee

#1YearWithoutGlee

Pois é pessoal, para finalizarmos nossa homenagem para essa série incrível, nada mais justo do que fazermos um Panela Velha versão Glee. Vamos relembrar algumas coisas, contar curiosidades e tentar explicar da melhor maneira possível o porquê dessa série ser tão amada e querida pelo seu publico.

A primeira trouxe 22 episódios, que foram ‘divididos’ em primeira fase sectionals, um hiato e a segunda fase das Regionais. Glee não tinha uma pretensão tão ambiciosa, tanto que os produtores (Ryan Murphy, Brad Falchuk e Ian Brennan) pretendiam fazer de Glee um filme. Entretanto, o grande sucesso da série foi elevando as expectativas, com os números de download das músicas cada vez mais exorbitantes e seus fãs brotando aos montes.

A apresentação da série logo de cara fez com que muitos se identificassem, pois sua temática retrataria a vida de jovens em um colégio, da qual lá são excluídos por serem diferentes. Muitos episódios retrataram assuntos sérios, como bullying (praticamente todo momento), homofobia, gravidez na adolescência, suicídio, religião, doenças como síndrome de down, deficiência física entre outros assuntos. Entretanto, tudo se desenrolava pelo humor e pelas músicas que eram incrivelmente bem interpretadas, e nos melhores momentos possíveis pelos atores.

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E por falar nos atores, os produtores optaram por escolher um elenco totalmente desconhecido, sendo assim, as pessoas se identificariam com mais facilidade. Uma jogada perigosa, mas que deu muito certo, pois rapidamente as pessoas se identificaram com tais personagens. Lea Michele, Jenna Ushkowitz e Matthew Morrison (Rachel Berry, Tina Cohen – Chang e William Schuster respectivamente) foram descobertos na tão cobiçada Broadway. Lea cantou “On My Own” em seu teste e pouco antes de realiza-lo, ela sofreu um acidente de carro, mas por sorte nada aconteceu com ela. Amber Riley (Mercedes Jones) arrasou com “And I Telling You I’m Not Going” em sua audição, e não foi atoa que a própria cantou novamente essa música no décimo terceiro episódio da primeira temporada da série. Já Chris Colfer (Kurt Hummel) não foi muito bem ‘sucedido’ em seu teste, já que ele fez audições para o personagem de Artie, que acabou sendo interpretado pelo Kevin McHale, mas Ryan e os outros produtores ficaram tão impressionados com ele, que acabaram criando um papel especial para Chris, o Kurt.

Vale a pena dar uma conferida nesse vídeo que mostra alguma das audições citadas acima.

E continuando o assunto sobre Kurt, ele realmente impressionou muito os produtores, principalmente pela sua voz. Chris é um contratenor e consegue atingir notas que para um homem é extremamente difícil de conseguir e isso foi o que chamou mais a atenção dos produtores, tanto que no episódio “Wheels” da primeira temporada, mostra Kurt alcançando todas as notas até chegar no tão cobiçado (Fá alto) F#. Além disso, Ryan se identificou muito com o jovem ator, e com isso, usou de sua experiência para o papel de Kurt, mais especificamente quando Kurt se assume para seu pai, Ryan baseou-se em sua história quando ele também assumiu sua homossexualidade para seu pai.

kurt

Com o tremendo sucesso da série, era claro que os produtores iriam continuar produzindo a série, e com isso a segunda temporada veio trazendo inúmeros sucessos, recordes e personagens novos. O episódio “Original Songs” é um exemplo disso. O primeiro beijo de Kurt e Blaine fez com que a audiência explodisse, e o episódio com a maior audiência foi o “The Sue Sylverster Shuffler” também da segunda temporada, atingindo a marca de 26,80 milhões de telespectadores. O segundo episódio da segunda temporada “Britney/Brittany” teve uma audiência enorme também, entretanto dividiu algumas opiniões, já que muitos fãs e críticos não gostaram da versão de Rachel de Baby one more time, entretanto, Brittany simplesmente arrasou em sua versão de I’m slave 4 u, conquistando a própria Britney Spears. E por falar nela, ela fez algumas pontinhas nesse episódio, e até mandou flores para Heather Morris.

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Já que o sucesso não parava de crescer, era hora dos produtores buscar novos personagens para a série, não é mesmo? Com isso, eles tiveram a brilhante ideia de criar um reality-musical chamado The Glee Project. Sua primeira temporada que estreou no dia 12 de julho de 2011 nos Estados Unidos contando assim com duas temporadas, 21 episódios e milhares de inscrições. O programa funcionava da seguinte forma, após formado o top 12 dentre as milhares de pessoas convocadas, cada episódio tinha um tema da qual eles teriam que fazer uma apresentação como “dever de casa”. Um convidado especial, no caso, um participante da série Glee, era convidado para avaliar o grupo e escolher uma pessoa para ganhar a tarefa, o premio seria um destaque no vídeo que eles teriam que fazer na sequencia, e uma sessão particular com o mentor. Após a sessão de coreografia, gravação no estúdio e filmagem do vídeo, Ryan, junto com sua equipe formada por Robert Ulrich, Zach Woodlee e Nikk Anders escolheriam 3 pessoas para formar o bottom 3 e se apresentarem para Ryan. Após a apresentação, eles escolhiam quem seria o eliminado, e os outros dois estavam salvos por mais uma semana.

The_Glee_Project

Tivemos excelentes apresentações, ainda mais tendo em vista que eram pessoas comuns que sonhavam em participar da série… Claro que eu não deixarei de dizer quem eram meus favoritos de toda a vida, e é lóóógico que não poderia deixar de ser a pessoa mais incrível, linda, nerd e maravilhosa desse programa. Cameron Mitchell <3. Sigo ele em todas as redes sociais até hoje por que ele é demais “né nom”? E claro que na segunda temporada não poderia deixar de ter alguém para eu me apaixonar, então o escolhido da vez, ou melhor, a escolhida foi Nellie Veitenheimer. Para exemplificar melhor, deem uma olhada nas duas melhores apresentações desse programa que é claro que pertence a eles. <3

Maravilhoso <3 Dono <3

Rainha <3

Bom, vamos retomar o foco agora e partir para a terceira e melhor temporada da série. Aa começar por nossa querida Santana – Naya Rivera. Ela finalmente ganhou um papel de destaque na série após muito os fãs clamarem, já que sua atuação na segunda temporada foi muito boa. Ela deixou de ser só aquela personagem barraqueira e bitch, mas passou a ter um trama bem forte, que é sua sexualidade. Santana se assumiu lésbica e com isso seu plot se tornou muito mais interessante. Além disso, ela se aproximou mais dos personagens principais – Rachel e Finn – e isso resultaria em algo interessante para a próxima temporada. E para fechar a pauta sobre Santana, deem uma conferida nessa cena deletada, onde Santana conta para as lideres de torcida que ela é lésbica.

Finn (Cory Monteith) é sem duvidas um dos personagens mais amados de toda a série, mas antes de chegarmos naquele momento tão triste, vamos relembrar alguns momentos desse personagem tão querido. Na terceira temporada da série, ele transita entre altos e baixos com sua parceira Rachel. Para nossa surpresa, ele até a propõe em casamento, e eis aqui um tema bem polemico que novamente a série fez o favor de abordar com muita fidelidade. Cory foi uma “surpresa” para a série. Ele mandou um vídeo batendo em alguns copos e potes como se estivesse tocando bateria, e somente isso bastou para chamar a atenção de Ryan. Ele era o líder, e em alguns momentos sua liderança foi questionada, como no episódio “Furt” da segunda temporada. Na terceira, ele lida com um dilema moral, já que não sabe qual são seus planos para o futuro. Ele não quer uma faculdade, ele não quer ir para New York, mas então ele quer o que?

finn

Como esquecer as homenagens também né? Glee é uma série que traz diversos convidados e faz diversas homenagens. Na terceira temporada, tivemos um especial incrível sobre o rei no pop – Michael Jackson. Um episódio depois desse, tivemos a participação especial do magnifico (e hot) Ricky Martin – “The Spanish teacher”. E pouco tempo depois tivemos a homenagem mais bela para um grande artista em Glee, o episódio “Dance with somebody” homenageando a gloriosa Whitney Houston. Sem contar que na terceira temporada, tivemos os ganhadores do The Glee Project entrando no elenco. A primeira a aparecer foi Lindsay Pearce, com o papel de Harmony. Ela era uma Rachel Berry mais nova e logo no primeiro episódio da série já se mostrou ser uma poderosíssima competidora. Depois tivemos o ganhador da primeira temporada (ou melhor, o segundo ganhador) Damian McGinty que interpretou o Intercambista Rory Flanagan. Depois tivemos o ganhador Samuel Larsen, que interpretou o cristão Joe. E por último, tivemos o papel que para mim mais se destacou, Alex Newell, interpretando a poderosa Wade Unique. Unique foi tão importante para série, que os produtores decidiram renovar com o sortudo Alex para a quarta temporada da série, aparecendo em 13 episódios, além de ganhar uma trama com o vencedor da segunda temporada do reality Blake Jenner que fez o papel de Ryder.

A partir daqui, Glee entra em uma fase que começa a dividir opiniões. Uns dizem que a série perdeu o rumo, outros dizem que a série ainda continuou sendo muito boa. Bom, eu tenho que admitir que eu preferi muito mais as temporadas anteriores, mas a quarta temporada também trouxe muitas coisas boas. Vamos falar primeiro de Britney, que novamente ganhou um episódio dedicado para si. Dessa vez, Rachel deu um show com “Oops i did it again”  mas em comparação com o primeiro especial, esse realmente deu uma decaída. Por falar nisso, sabiam que essa música era para ter sido gravada no primeiro especial pela santíssima trindade Quinn, Santana e Brittany? Pois é, será que ficaria melhor que a versão cool-sexy de Rachel? Bom, a quarta temporada foi repleta de altos e baixos. Tivemos episódios muito bons e satisfatórios como “Swan Song” e “Diva” e outros que deixaram a desejar como “Glee actuality”. Novamente, o elenco dos famosos estava com nomes de peso como Whoopi Goldberg, Kate Hudson e Sarah Jessica Parker. Mas, números geralmente não mentem, e para se ter uma ideia, “Let Me Love You (Until You Learn to Love Yourself)” cantada por Jake Puckerman foi a única canção da temporada a debutar no top 10 dos iTunes (apesar de ter tido outras canções maravilhosas que poderiam muito bem ter entrado no top 10 também).

oops

Passando para a quinta temporada, essa para mim foi um tanto curiosa e em alguns momentos me deixou frustrado, mas vou explicar o por que. Primeiro, temos o new directions sendo deixado para trás, pois no episódio “city of angels” das nacionais, após o grupo perder, eles são obrigados a fechar o clube. Claro que essa foi uma saída para algo futuro, mas foi tudo um pouco relaxado da parte dos produtores a meu ver. Mas o que me deixou mais frustrado, foi a plot de Rachel. Ela durante toda a série insiste em dizer que seu maior sonho é a Broadway e luta muito para conseguiu chegar lá. E após conseguiu e se sair extremamente bem como é mostrado no episódio “Opening Night” ao final da temporada ela simplesmente desiste de todo o seu sonho para fazer uma série de TV. Isso só não me deixou tão frustrado quanto o “dueto” de Rachel e Sue em “Who are you now”… Eu estava achando tudo tão lindo, até que de repente aparece Sue cantando e eu fico tipo “WTF???” Bom, mas deixando isso de lado, a série muda drasticamente de rumo aqui, pois infelizmente uma parte do elenco se foi. Cory Monteith infelizmente faleceu e a série praticamente ficou sem foco… Claro que seria difícil para todo o elenco, e igualmente difícil para os fãs da série, pois uma pessoa tão amada como ele ter tido esse final trágico foi um choque para todos. Com isso, a série fez um episódio especial dedicado para ele, “The Quarterback” e esse foi um dos melhores episódios de toda a série. Como eu disse em nosso primeiro panelaço, tudo lá foi de verdade, todas as lagrimas e toda a tristeza era verdadeira. Além disso, na quinta temporada foi completada a marca de 100 episódios da série, onde mais uma vez fizeram um especial reunindo todo o elenco antigo para apresentarem canções já apresentadas como a maravilhosa “Defying gravity” e “Toxic”. Bom, essa temporada foi bem controversa, mas teve momentos gloriosos e realmente mudou o rumo da série.

the quarterback

E chegamos então a sexta e última temporada da série. Aqui, cada episódio que se passava era um aperto, pois logo pensávamos que a série estava chegando ao fim. Mas a temporada conseguiu trazer algumas essências do Glee de volta. O New directions voltou com novos integrantes, guiados por Rachel e Kurt.  Apesar da audiência bem baixa (já que na sexta temporada, tivemos o episódio com a pior audiência em toda a série – “What the world needs now” marcando ‘somente’ 1,58 milhões de telespectadores, a série conseguiu guiar muito bem seus propósitos, e ainda conseguiu trazer aquela velha sensação de clube Glee reunido. Nada de dramas de amor, triângulos amorosos e enrolação amorosa, a série foi direto ao ponto em querer trazer aquela velha essência. Tivemos aqui o casamento de Santana e Brittany, uma apresentação maravilhosa com Wade Unique onde ele juntamente com quase 200 transexuais cantam I know where i’ve bee. E claro, o último episódio, que levou todos as lagrimas… Como uma série pode ter todo esse poder de mexer com nossos sentimentos? Glee soube mixar tudo, seja nas atuações, nas músicas, nos temas e na simplicidade, tudo deu certo nessa série.

i lived

Bom, além disso, Glee nos entregou diversas curiosidades, e algumas delas são até mesmo interessantes já outras são por pura diversão. Como por exemplo, nas três primeiras temporadas, o sexto episódio da série eram em forma de mashup’s, sendo eles “Vitamin D, Never Been Kissed e Mash off”.

Chris Colfer é fanático por adagas, e sabe conduzi-las muito bem, como mostrado no episódio “I am unicorn” da terceira temporada.

adagas

Logo no seu primeiro hiatos, a série já tinha ultrapassado a marca de 4 milhões de downloads, e por falar em números, pegando no youtube os 21 vídeos com mais visualizações (não só um vídeo, por exemplo, uma mesma música pode ter 2 vídeos com 10 milhões de visualizações, sendo assim, entra na conta), soma-se mais de 413 milhões de views ISSO SÓ COM 21 MÚSICAS… IMAGINA JUNTANDO TUDO???… sendo o vídeo com mais visualizações o dueto de Rachel e Sunshine – Telephone com mais de 38 milhões de views.

telephone

Segundo fontes, somente Sam Evans conseguiu namorar todas as meninas da unholy Trinity (Quinn, Santana e Brittany), mas na série é falado que Puck pegou todas as garotas do trio também.

pp

Que Santana é a rainha bitch nós sabemos né, mas ela, além disso, foi a personagem que mais “esbofeteou” (existe esse termo? Se não, agora passou a existir) a cara de alguém, sendo 2 tapas em Quinn, 1 em Finn e 1 pequeno tapa em Lauren Zizes.  Quinn fica por dois atrás, já que deu 1 tapa na cara de Santana e 1 na cara de Rachel e Rachel 1 na Santana.

tapa

Pequenas curiosidades apenas para nos divertir, mas se quiserem, deem uma conferida nesse vídeo do canal OK! OK! Contando 50 fatos sobre a série, ficou excelente e tem muitas outras curiosidades. 🙂

Bom pessoal, essa série é realmente especial, e eu nunca vou esquecer os momentos de alegria e tristeza que essa série me proporcionou. Então com isso eu vou me despedindo, espero muito que todos tenham gostado do nosso especial Glee para comemorar seu 1 ano de termino.

Com toda certeza Glee ficará guardado para sempre em nossas memorias e em nosso coração. Até a próxima pessoal. 🙂

lea

Ricardo Souza
Ricardo Souza

Hello, it's me... Rick, a pessoa que vos escreve com capricho e zelo (talvez sim, talvez não, nunca saberão). Estudante, aspirante e perseverante (esse ultimo adjetivo foi só para rimar). Ama escrever, e por consequência é estudante de Letras/Libras. Aqui no Panelas faz de tudo um pouco, séries, realitys e premiações.
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  • Leonardo

    Como sempre o texto perfeito, eu sou muito fã da série, mas como na época eu era leigo na questão de baixar as séries eu acompanhava pela TV Globo mesmo, mais depois jogaram a série para a madruga e com isso parei de acompanhar, mais aí a Band comprou os direitos e começou legal, mais depois desandou novamente, quando eu tiver uma oportunidade vou baixar e deixar guardado e depois assistir tudo de novo. Continuem dessa forma, que esse site ainda vai mais longe. Parabéns Ricardo.

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