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Panelaço: Dia Internacional da Mulher

Sororidade e empoderamento feminino

O Dia Internacional da Mulher faz uma homenagem à luta feminina histórica. Hoje em dia, observa-se essa resistência ficar cada vez mais frequente quando as mulheres batalham pelo fim do assédio, da desigualdade salarial e de direitos e da diferença de tratamento entre os gêneros. Nas séries não é diferente e vemos muitas personagens inspiradoras, que lutam por seus ideais e que se apoiam entre si. Os programas de televisão têm dado cada vez mais ênfase às mulheres forte, destemidas, corajosas, que se colocam em primeiro lugar e andam juntas com as outras. Então, para celebrar esta data, nada melhor do que lembrar de algumas delas.

 

Penelope Alvarez – One Day at A Time

Penelope é mãe solteira americana – de descendência cubana – que mora com seus dois filhos e sua mãe. Tão forte e resiliente que, passando por diversas situações conturbadas como depressão e ansiedade, machismo no ambiente de trabalho, entre outras coisas, ela sempre consegue dar a volta por cima se apoiando em sua família e em si mesma. A relação dela com seus filhos é muito bonita e de extrema sinceridade e, aos poucos, ela também desconstrói alguns pensamentos ainda antiquados, ao mesmo tempo que tem resiliência para lidar com as diversas situações pesadas do dia-a-dia.

 

Amy Santiago e Rosa Diaz – Brooklyn Nine-Nine

Latinas, policiais e duronas. Essas duas detetives de Brooklyn Nine-Nine não poderiam ficar de fora dessa lista, não só porque sou apaixonada por essa série, mas também porque elas são modelo para muitas pessoas, seja se impondo e não tendo vergonha de mostrar quem é de verdade, seja ajudando e apoiando outras mulheres. Assuntos delicados e importantes já foram abordados algumas vezes por meio das duas personagens e ressalto aqui, principalmente, um dos episódios mais densos que essa série de comédia já fez e que é dirigido por Stephanie Beatriz, a intérprete de Rosa. A delegacia investiga um caso de assédio no ambiente de trabalho. Amy quer provar de qualquer maneira quem é o culpado, enquanto Rosa é mais cautelosa, mas as duas agem pensando na vítima. É aqui também que a esposa de Peralta se abre e conta que foi assediada na delegacia em que trabalhou antes da 99ª.

 

Maeve Wiley – Sex Education

A garota “rebelde” de Sex Education se mostra como uma pessoa ainda melhor do que aparenta. Além de uma jovem forte e independente, conseguimos ver a sororidade (a união e empatia entre as mulheres, definindo em poucas palavras) partindo dela quando em um episódio da segunda temporada isso fica claro. A estudante convence uma colega da escola que sofreu importunação sexual no ônibus – e que nem havia entendido muito bem toda a situação – a denunciar esse caso à polícia. Mesmo com isso, a garota não se sente bem ao entrar no veículo outras vezes depois e Maeve organiza com outras meninas de ajudarem a jovem a superar o trauma.

 

Thereza Soares e Adélia Araújo – Coisa mais linda

Essa série como um todo aborda o universo feminino e a união entre mulheres. Ela aborda também, mesmo que por breves momentos a diferença do feminismo negro e do branco e, por isso, acredito que seja muito importante, pois nem todas ainda entendemos tudo e conseguimos nos colocar no lugar das outras a todo momento. Então, por mais que todas as personagens femininas aqui tenham momentos importantes, escolhi Thereza e Adélia para citar como personagens inspiradoras e representativas do feminismo. Em uma época em que as mulheres não possuiam uma independência financeira total, Thereza é editora de uma revista feminina formada praticamente só por homens e busca, cada vez mais, o poder de fala da mulher na sociedade. Já Adélia é uma moça pobre, batalhadora e que trabalha como empregada doméstica para poder cuidar da filha pequena. Em um cenário extremamente machista, as duas não desistem do que querem e vão até o fim.

 

Kate Beckett – Castle

Não consigo não pensar nessa personagem ao falar em empoderamento feminino. Castle foi a primeira série policial que realmente assisti e logo me encantei com a Beckett, uma detetive durona, que acredita nos seus ideais e não desiste nunca daquilo que acredita. Ela encara quem for para proteger quem ama e para lutar pelo que acha certo. O tanto de coisa que aconteceu com ela e continuava lá, sempre atrás de seus objetivos, pode ser inspiração para muitas outras mulheres e eu, com certeza, me incluo nisso. As última temporadas da série se perderam um pouco e alguns boatos de animosidades nos bastidores aconteceram, mas não se pode negar que, até o final, Katherine Beckett foi muito badass.

 

Menção Honrosa: Jane Chapman – Big Little Lies

Jane sofreu bastante durante a primeira temporada toda, principalmente pelo trauma do estupro e por não ter ninguém para quem contar a sua história. Ela encontra em Madeline e Celeste amigas com quem se sente bem e acaba descobrindo que o marido de Celeste foi o homem que a violentou. A personagem mostra uma força e um amor ao filho que ultrapassa qualquer barreira, além de demonstrar uma lealdade a suas amigas admirável. Por isso, ela pega um lugarzinho aqui nesta lista.

 

Há muitas personagens interessantes e fortes, mas como não dá para colocar todas aqui, deixo essa minha lista de quem, na minha opinião, representa um pouco do feminismo. Fiquem à vontade para dizer quais outras mulheres de séries e filmes também que vocês escolheriam para botar aqui.

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Luiza Pinheiro

Carioca da gema e jornalista de corpo e alma. A primeira série que viu mesmo, aquela que a deixou viciada, foi One Tree Hill. Depois disso nunca mais parou e engatou uma depois da outra. Também ligada em cinema, não perde uma cerimônia do Oscar.

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