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Panelaço: Dia Nacional das HQs

Quem aí gosta de HQs? E mangá? Então confira o nosso Panelaço em comemoração ao Dia Nacional das HQs!

Quando surgiu as HQs?

As HQs surgiram no século XIX, mais especificamente em fins da década de 1890, pelo estadunidense Richard Outcault.

No entanto, o que devemos nos lembrar é que o ser humano já tinha noções de desenhos desde a pré-história com a arte rupestre, procurando demonstrar cenas do seu dia a dia.

Com isso, o hábito de demonstrar seu cotidiano foi se adaptando conforme o passar dos séculos e, com o surgimento da imprensa em fins dos anos 1400 (1496 aproximadamente), os desenhos adquiriram outro tom, dessa vez mais informativo.

Utilizando desse aspecto, diversos cartunistas aproveitaram no início do século XX para publicar seus desenhos em formato HQs, procurando criar histórias do dia a dia, usando balões e quadrinhos como conhecemos hoje em dia.

No entanto, as HQs não receberam a devida atenção, visto que surgiu no mesmo período da ascensão do cinema.

Sua ascensão se deu com o advento da Segunda Guerra Mundial, período em que surgiram as primeiras HQs dos super-heróis.

No entanto, mesmo essa “Era de Ouro” não foi o suficiente e, após uma série de denúncias por parte das famílias, as HQs passaram por um forte período de queda e até mesmo censura, temas como batalhas contra inimigos, guerras, entre outros, tiveram que ser substituídos por temas familiares, bem contra o mal, entre outros, perdendo o tom crítico que elas possuíam anteriormente.

Mas, a partir da década de 1980, essa censura passou e as HQs voltaram a ter seu tom crítico.

HQs da DC

A DC foi criada em 1935, teve a sua ascensão durante a segunda guerra, passou pelos percalços da década de 1950, chegando ao ponto de quase falência e se reergueu na mesma década, com os heróis assumindo outros papéis, a chamada Era de Prata da DC.

Heróis como Flash e Lanterna Verde tiveram sua misticidade apagada e procuraram dar uma origem mais concreta aos seus poderes.

Desde então, histórias vem e vão, personagens morrem e ressuscitam. Até que, na década de 1990, a DC propôs uma grande mudança em seu panorama. A extinção do Multiverso.

Com tantas histórias publicadas, vários heróis e diversas versões de um mesmo herói, o universo da DC era realmente uma bagunça (ainda é rsrs).

Para isso, a editora resolveu extinguir os universos que não possuía grandes benefícios à ela e unir os heróis mais importantes de todos os universos em uma Terra só.

O arco ficou conhecido como “Crise nas Infinitas Terras” e ficou conhecido mundialmente. No fim do ano passado e começo desse, a CW readaptou esse arco em suas séries do Arrowverse e também teve muito reconhecimento.

Com o término dessa História, todos os personagens da DC passaram a conviver em uma única Terra, no entanto, desde então mais universos surgiram em suas histórias, novos arcos foram criados e, atualmente, suas HQs estão na fase “Rebirth” dos heróis.

Alguns de seus heróis mais famosos são: Super-Homem, Flash, Mulher Maravilha, Lanterna Verde, Arqueiro Verde, Supergirl, Robin, entre outros.

HQs Marvel

A Marvel, assim como sua rival DC, também teve sua ascensão na Segunda Guerra Mundial, principalmente com o Capitão América.

Com o tema da guerra, suas HQs se basearam na luta entre a “América” e os Nazistas liderados pelo Caveira Vermelha.

Uma figura que surgiu desse período foi Nick Fury, que lutou na Segunda Guerra Mundial e após muitos anos, assumiu a liderança da S.H.I.E.L.D.

Como a DC, a Marvel também sofreu com a censura dos anos 1950, no entanto, com a ascensão do regime socialista da União Soviética, a editora usufruiu desse tema e em suas HQs pairava o tom da “infiltração comunista” em HQs como Homem-Aranha, Quarteto Fantástico, entre outros.

No entanto, com o passar dos anos, novos personagens foram surgindo, como os X-Men, um grupo de mutantes que lutam em prol da igualdade entre sua espécie e a dos homens comuns.

Por falar em X-Men, em suas HQs, paira o tema do preconceito, bullying, entre outros assuntos, portanto, a Marvel procura analisar a sociedade e incluir temas recorrentes nas suas Histórias, como em 2001 com o atentado às Torres Gêmeas.

Nesse período, a editora publicou várias histórias englobando três grandes arcos: Guerra Civil, Guerra Secreta e Invasão Secreta, onde o tema da espionagem e invasão da privacidade por parte dos Estados Unidos é adaptado para o que os heróis chamavam de Lei de Registro, fazendo com que os heróis assumissem suas identidades comuns, isto é, o Capitão América deveria revelar que ele era Steve Rogers.

No entanto, para não dar muitos spoilers, Steve se recusou e teve início o confronto entre Tony e Steve que foi inclusive adaptado para o MCU.

Atualmente, dois arcos que fizeram bastante sucesso na Marvel foram Guerra dos Reinos e House of X. Para se ter uma noção, o arco Guerra dos Reinos reuniu todas as HQs da Marvel, fazendo com que heróis, anti-heróis e até mesmo vilões, enfrentassem Malekith.

Seus principais personagens são: Capitão América, Homem de Ferro, Capitã Marvel, Homem Aranha, Hulk, Pantera Negra, Shuri, entre outros.

HQs no Brasil

No Brasil, as HQs também tiveram início no século XIX, no entanto, o formato predominante era as Tirinhas.

A primeira HQ publicada no Brasil foi em 1905, com o título “Tico-Tico” e predominou até a década de 1930. Mas, com a ascensão dos super-heróis, a HQ foi perdendo força.

O Brasil, nessa década, também teve seu próprio herói, chamado “Flash Gordon”, uma revista que teve sucesso e que surgiu em 1936, rivalizando com os grandes heróis da época.

Na década de 1950, o estilo predominante das HQs brasileiras foi o sobrenatural, revistas como Terror Negro e Mazzaropi faziam grande sucesso na época.

Já na década de 1960, Ziraldo surgiu e revolucionou o conceito de HQs no país, publicando histórias como a turma do Pererê, além de outros autores e revistas ao estilo faroeste.

Nessa mesma década, Maurício de Souza desenvolve a famosa Turma da Mônica que faz sucesso até os dias atuais.

Na década de 1970, foi a vez da ascensão da Luluzinha e Mafalda, que faz sucesso até os dias atuais com seus questionamentos críticos e maravilhosos.

Na década de 1980, Ziraldo novamente brilha e surge e o Menino Maluquinho.

Já no século XXI, além das HQs estrangeiras, o que predomina são as HQs da Turma da Mônica e a Turma da Mônica Jovem.

Mangás

Quem adora mangás? One Piece, Dragon Ball, Naruto, entre outros? Então, já que é para falar de HQs, nada melhor do que falar de mangás, não é mesmo?

Os mangás em suas definições atuais, teve o surgimento em fins da Segunda Guerra Mundial, com o Japão adaptando os traços das HQs estadunidenses e incorporando aos seus estilos de desenhos e temas da cultura nipônica.

Além disso, os mangás foram de suma importância para o desenvolvimento econômico do país, pois com eles foram surgindo os animes que são adaptações de mangás para a televisão e vice-versa.

Mas, voltando para os mangás, eles possuem várias diferenças das HQs ocidentais, a principal é o formato de leitura, sendo lido de trás para frente.

A segunda diferença consiste em suas histórias. Os mangás, assim como os animes, não veem os protagonistas como seres que devem, assim como os super-heróis, “salvar o dia”, ficar com a mocinha e fim da história, mas há toda uma história por trás.

Eles sofrem como qualquer um, nem sempre vencem (claro há exceções rsrs), amam, perdem entes queridos, entre outros problemas comuns.

Por conta disso, esse estilo de leitura atraiu muitos leitores pelo mundo afora que não se enxergava nas HQs de super-heróis.

Até os dias atuais, no Japão, eles consideram Osamu Tezuka como sendo o deus dos mangás, pois foi graças a ele que os mangás adquiriram as feições atuais, isto é, olhos grandes, feições definidas e maiores, entre outros traços comuns ao mangá.

Os grandes sucessos atualmente são One Piece, Demon Slayer, Shingeki no Kyojin e Dragon Ball Super.

Diferença HQs e Mangás

Como já iniciei no tópico anterior, os mangás apresentam grandes diferenças das HQs.

Duas delas já foram ditas: o modo de leitura e a história.

No entanto, ainda há mais diferenças. Uma delas consiste na questão da amizade. O Japão é famoso pelo seu estudo rígido, obediência aos mais velhos, entre outras características.

Com isso, os jovens passam a ficar mais tímidos e imersos na tecnologia. Os mangás criticam esse ponto ao apresentar certos personagens como sendo isolados na escola, até que alguma pessoa extrovertida se aproxime dele e chame para sair ou sentar com ela no intervalo, por exemplo.

Nas HQs, essa questão raramente é apresentada, poucos são os heróis que apresentam tais definições.

Outro ponto muito defendido nos mangás e que nas HQs não aparece é a questão do ensinamento dos mestres. Quem não gostava do Jiraya de Naruto? Ou Mestre Kame do Dragon Ball? Pois então, até mesmo nos dias atuais, mesmo treinando com deuses e tudo mais, nas últimas edições de Dragon Ball Super, Mestre Kame provou para Goku que ele ainda tinha o que aprender com o velho professor do herói.

Mestre Kame

Mestre Kame ensinando Goku. Fonte: Central de Mangás.

 

Goku

Goku se lembrando dos ensinamentos de seus mestres.

Ensinamentos, amizade, cultura local, esses são aspectos fundamentais para os mangás que as HQs não apresentam.

Para não me delongar muito mais, finalizo por aqui e aproveito para chamar novos recrutas que queiram escrever sobre animes. Mandem mensagem para nosso Facebook ou Instagram, Twitter, enfim, e venha ser um paneleiro para falar sobre animes hehe.

Então, esse foi o panelaço do dia Nacional das HQs. Espero que tenham gostado e deixem seus comentários!

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Leonardo Aguirre

Graduando em História na UFMS campus de Três Lagoas, amante de séries, filmes, animes e livros.

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