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Panelaço: Filmes LGBTQIA+ que Marcaram

Hello mores!!

O mês do orgulho LGBTQIA+ está ai, e com ele, não poderia faltar o nosso panelaço especial homenageando o cinema LGBTQIA+ e o quanto ele é importante para a comunidade que por muito tempo não tinha o direito de se ver retratado nos cinemas. Olha, vou logo avisando que todos dessa lista aqui são clássicos que com certeza contribuiram em algum momento na vida de quem assistiu, então chega de enrolação e vamos logo pro babado!

 

5º Lugar – Azul é a cor mais quente

Adèle (Adèle Exarchopoulos) é uma garota de 15 anos que descobre, na cor azul dos cabelos de Emma (Léa Seydoux), sua primeira paixão por outra mulher. Sem poder revelar a ninguém seus desejos, ela se entrega por completo a este amor secreto, enquanto trava uma guerra com sua família e com a moral vigente.

Com uma sinopse sedutora dessas, impossível Azul é a cor mais quente não ter tido o sucesso que teve. A mudança de adolescência para vida adulta é um dos momentos mais difíceis da vida, eu ouso dizer que pouquíssimos filmes conseguem chegar tão perto dos conflitos de um jovem como Azul é a Cor Mais Quente chega. Não se trata de uma história rasa de duas meninas que se pegam o tempo todo, mas sim da montanha russa de emoções que são as descobertas do amor e do sexo que na verdade é um pequeno detalhe para a imensidão da intensidade da relação das duas. E por essas e outras, não temos como negar a importância do filme para a comunidade, mas, não vamos ignorar os bastidores sombrios do filme e deixar aqui todo o nosso desprezo e desaprovações a qualquer tipo de assédio, seja ele moral ou físico.

4º Lugar – Clube de compras Dallas

Ron Woodroof interpretado brilhantemente por Matthew McConaughey é diagnosticado com AIDS e logo começa uma batalha contra a indústria farmacêutica pelo auto custo dos medicamentos, e, Procurando tratamentos alternativos, ele passa a traficar drogas ilegais vindas do México e é nesse contexto que ele conhece Ryon que ganhou vida através da lente de Jared Leto que imergiu na personagem de forma brilhante, tanto que ele até hoje é assombrado para entregar o nível de atuação que entregou nesse filme. Com o seu plano de fundo sendo a AIDS, o filme é muito duro em mostrar a realidade que foi a vida de muitas pessoas na década de 60 no auge da doença no mundo inteiro. Na época eu não me questionei o motivo de um homem cís interpretar um personagem Queer, mas hoje eu me questiono e aponto isso como o principal erro do filme que poderia ter dado visibilidade para uma pessoa Queer de grande talento igual o Jared.

3º lugar – Carol

Carol narra a história de Therese Belivet (Rooney Mara), uma jovem que trabalha na seção de brinquedos de uma loja de departamentos, onde ela conhece Carol Aird (Cate Blanchett), uma cliente que busca um presente de Natal para a filha. Passando por um processo de divórcio complicado com seu marido Harge (Kyle Chandler) Carol acaba se aproximando cada vez mais de Therese e quando Harge a impede de passar o Natal com sua filha, Carol chama Therese para fazer uma viagem e um tórrido romance acontece. O filme é muito delicado e ao mesmo tempo muito sensual e provocativo eu amo como somos seduzidos pela química das duas que é inegável. Eu super recomendo!

2º Lugar – Hoje eu quero voltar sozinho

Partircurlarmente é o meu filme favorito da vida e tudo nele é muito gostoso de ver. O filme conta a vida de Leo (Guilherme Lobo), um menino cego com uma mãe mega protetora que o impede de viver a sua adolescência por conta de sua deficiência até que Gabriel (Fabio Audi) , o novato da escola chega e as coisas mudam completamente para Leo, inclusive na sua área sentimental, onde ele começa a sentir coisas nunca sentida antes e se permite viver uma linda história de descobertas.

1º Lugar – Moonlight Sobre a luz do luar

Moonlight: Sob a Luz do Luar, acompanhamos três momentos da vida de Chiron, um jovem negro morador de uma comunidade pobre e presenciamos desde o bullying na infância a crise da adolescência e a sedução do mundo das drogas. Moonlight é uma verdadeira submersão na realidade do que é ser preto, gay e pobre num lugar carente. Em vários momentos você pode trocar o cenário estadunidense e ver como passamos pelas mesmas situações aqui mesmo no Brasil. Ele não é só o terror de La la land, ele é um retrato real da vidas de muitas pessoas como eu que vos escreve.

Menção Honrosa – O segredo de Brokeback Montain

Jack (Heath Ledger) e Ennis (Jake Gyllenhaal) se conhecem em Wyoming, no verão de 1963, quando foram trabalhar para um rancheiro que criava ovelhas. Naquele ambiente solitário nas montanhas, eles acabam tendo um rápido contato sexual. Quando o trabalho no rancho acaba, cada um segue seu caminho. Ambos casaram e vivem com suas respectivas esposas. Por muitos anos, não se veem até que um dia, eles começam a marcar encontros esporádicos e mantêm um caso amoroso durante uns vinte anos. Se você é uma gayzinha Milenial e nunca viu esse filme, você provavelmente está vivendo errado. Mais uma vez eu Levanto a questão de atores cís ocupando espaços de atores gays que poderiam empenhar o mesmo papel com competência e com local de fala, coisa que os dois atores por mais talentosos que sejam, não tem.

Chegamos ao fim desse panelaço mais que especial não é mesmo menines? Espero que vocês tenham curtido e comenta aqui quais dos filmes da nossa lista e se você não viu, corre que da tempo de ver e comentar com a gente! Beijos e até a próxima.

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Dam Souza

Baiano que tem caruru e vatapá no sangue, aquele que é o canto da cidade e só discute com quem entende de Inês Brasil.

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