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Panelaço: Melhores Filmes de Ficção Científica

Como montar uma lista com os melhores filmes do melhor gênero cinematográfico?

Ficção científica por si só é um conceito bem amplo, que pode ir desde aquele filme mais espacial (como Interstellar) até aquele mais pé no chão, mas que ainda é uma história inventada com ares tecnológicos (Logan, por exemplo, se encaixaria aqui). Então, criar uma lista com os 5 melhores filmes do gênero é algo bastante complexo e que demandou muito pensamento. Naturalmente, vão haver divergências, já que cada um tem os filmes que gosta mais ou menos; e é por isso que vocês são mais do que convidados pra colocar nos comentários a lista de cada um.

1 – 2001: A Space Odyssey / 2001: Uma Odisseia no Espaço (1968)Aventuras na História · De fábrica de sutiã a participação da Nasa: 10  fatos curiosos sobre o filme 2001

Começando pelo mais clássico e presença obrigatória na lista. Talvez a obra prima de Stanley Kubrick que, junto com Arthur C. Clarke (escritor do livro que de certa forma deu origem ao filme), 2001 é um dos filmes mais importantes de todos os tempos. Ele marcou não só o gênero – que na época (e até hoje) não é tratado com o respeito que merece – mas também a indústria cinematográfica como um todo, pautando o caminho que todos queriam seguir. A história, além de ser uma viagem pelo espaço, é a história do ser humano, antes mesmo de sermos considerados o homo sapiens que somos hoje; o desenvolvimento da raça humana, a corrida espacial, a chegada da inteligência artificial, a exploração espacial que foi seguida pela busca do desconhecido no infinito universal. Tá tudo lá, num filme lançado em 1968. O mais estranho desse filme é pensar que há quase 60 anos Kubrick e Clarke imaginavam que em 2001 estaríamos desbravando o espaço e viveríamos em uma sociedade altamente tecnológica, quando na verdade, em pleno 2021, pessoas acreditam que a Terra é plana e que vacinas não funcionam.

2 – Alien / Alien: O Oitavo Passageiro (1979)

Alien, o Oitavo Passageiro | Trailer oficial e sinopse - Café com Filme

Ao invés de pegar todo o lado positivo e otimista da exploração espacial, Alien faz o caminho contrário, nos fazendo pensar que o espaço é grande, escuro e cheio de terrores desconhecidos e, na esmagadora maioria, extremamente mortal. O filme, que é basicamente um slasher em uma nave espacial, une a ficção científica com o terror/horror e cria uma obra prima, que até hoje funciona e passa a mensagem que Ridley Scott nos contou: no espaço, ninguém pode te ouvir gritando.

3 – Blade Runner / Blade Runner: o Caçador de Androides (1982)

Resenha do filme Blade Runner (1982) - Meta Galáxia

Blade Runner é o equivalente cinematográfico a vinho. Assim que foi feito, foi mal entendido e muita gente saiu do cinema com um gosto ruim na boca. Anos e anos se passaram e hoje é visto como um dos clássicos do gênero e muita gente vê ele como o melhor. Toda a história envolvendo esse filme é bastante complexa, já que existem diversas versões que contam mais ou menos coisas, inserindo ou retirando cenas que são necessárias ou não para a plena compreensão da trama. Indo além da premissa do cyberpunk e de imaginar como as grandes empresas substituíram os governos e agora controlam o mundo – e as consequências que isso traz para a população -, Blade Runner nos faz pensar na ideia de humanidade e imaginar quais são os seus limites – um Replicante é um humano? É possível ser um Replicante e não saber disso?

E a continuação também é ótima, a propósito.

4 – The Matrix – 1999

Crítica | Matrix (The Matrix) – Host Geek

Obra-prima. Um dos melhores filmes já feitos, certamente um dos cinco melhores desse gênero. Matrix foi revolucionário em diversas áreas, mudando para sempre a história do cinema. E dizer isso não é um exagero, como você pode estar pensando. O bullet-time, aquele efeito onde o Neo desvia das balas, foi criado pra esse filme, só pra dar um exemplo. Além disso, toda a discussão filosófica de “vivemos no mundo real ou em uma simulação” é presente em conversas até hoje (a ciência, inclusive, diz que, estatisticamente, é mais provável que estejamos vivendo em uma simulação do que em mundo real).

5 – Arrival – A Chegada (2016)

A chegada reflete o poder da linguagem e questiona a relação com o  desconhecido

Provavelmente meu filme favorito de todos os tempos. Nele, alienígenas chegam na Terra e os humanos precisam arranjar formas de se comunicar com eles. A partir daí, o tempo deixa de ser o que a gente sempre pensou que ele fosse e a história do filme fica cada vez mais densa e interessante. Baseado em um conto de Ted Chiang, a trama transporta a teoria de Sapir-Whorf dos livros teóricos da linguística para o “mundo real”, extrapolando o que acontece quando começamos a falar outro idioma e, consequentemente, iniciamos a pensar de formas distintas daquelas que pensávamos anteriormente.

Até hoje o plot twist me pega e me deixa chocado, fazendo eu querer ver o filme de novo pra pegar todas as mensagens deixadas pelo diretor Denis Villeneuve pra gente. E foi um absurdo a Amy Adams nem ter sido indicada ao Oscar por essa atuação.

Menção Honrosa

Interstellar vs. Inception

Fugindo um pouco das regras, essa menção vai ser na verdade dupla. Não dá pra fazer uma lista de ficções científicas sem falar de Inception e Interstellar, de Christopher Nolan. Cada um genial a sua forma, abordando temáticas de maneiras nunca antes feitas, as duas obras precisam estar nessa lista. Inception abraça com todas as forças a “lógica” dos sonhos, quebrando a física que conhecemos de todos os jeitos possíveis e mostrando que é possível existir um filme que acrescenta camadas a cada vez em que é assistido.

Indo na contramão, Interstellar é o filme que melhor representou a parte científica do gênero. Trazendo o modelo mais realista de um buraco negro até aquele momento e lidando com aspectos relativísticos sem deixar de lado o aspecto humano da exploração espacial, o filme empolga, emociona, e nos faz pensar até onde iríamos para sobreviver.

(Quem não chora na cena que o Cooper descobre que é mais velho que a filha não tem coração)

 

 

 

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Autor

Rafael

Um hiperativo que não sabe viver sem ler, escrever, ouvir música, ver séries e filmes, geralmente tudo ao mesmo tempo. Fã de ficção científica, suspense, Stephen King e histórias em quadrinhos.

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