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Panelaço: Melhores novelas das 7 – Parte 2

Alô, noveleiros de plantão!

Quem não gosta de dar umas boas risadas e assistir a algo mais leve na TV de vez em quando, não é? As novelas das sete são uma boa pedida para isso. Elas se destacam, principalmente, pela leveza e comicidade que carregam, o que as diferencia das obras das seis, que têm um tom mais histórico e, muitas vezes, mais dramático, e das oito, que normalmente apresentam uma narrativa mais pesada. Ano passado, falamos aqui de algumas das melhores produções desse horário. Hoje, vamos continuar essa lista citando outras que também merecem atenção. Vamos lá!

Cobras & Lagartos (2006)

“Luxus, eu tenho você não tem”. Quem não lembra deste slogan? A loja de departamentos Luxus foi um dos principais cenários dessa novela, que contou com muita comédia, romance, tensão e personagens inesquecíveis, como Ellen (Taís Araújo), Foguinho (Lázaro Ramos) e Leona (Carolina Dieckmann). A história gira em torno da herança do milionário Omar Pasquim, que ao morrer deixa sua fortuna e empresa para a sobrinha Bel (Mariana Ximenes) e para o motoboy Duda (Daniel de Oliveira). No entanto, Foguinho, por ter o mesmo nome que o outro jovem, é confundido como herdeiro. O autor João Emanuel Carneiro vinha de um bom momento depois de Da Cor do Pecado, história que já figurou na nossa lista de melhores novelas das sete, e conseguiu emplacar outro sucesso nessa faixa, tendo em sua exibição picos de 51 pontos de audiência, algo que nunca foi muito frequente. Cobras e Lagartos teve tudo que uma novela precisa e sempre vai ser uma produção difícil de esquecer.

 

Pé na Jaca (2006)

O autor Carlos Lombardi se inspirou na Lenda do Rei Arthur e dos Cavaleiros da Távola Redonda para criar os protagonistas Arthur (Murilo Benício), Guinevere (Juliana Paes), Lancelotti (Marcos Pasquim), Elizabeth (Deborah Secco) e Maria (Fernanda Lima). A história se passa em uma fazenda de Deus Me Livre, interior de São Paulo, onde cinco crianças se conhecem e acabam criando uma grande amizade de verão. Vinte anos depois, os protagonistas se reencontram no mesmo lugar. Quando lembro dessa novela, a primeira coisa que me vem à cabeça são os trejeitos do personagem de Murilo Benício e o tom engraçado que ele possuía. Ele tinha um jeito todo peculiar, muito diferente dos outros personagens, e acredito que, por isso, me marcou tanto.

 

Beleza Pura (2008)

Baseada em Niterói, no Rio de Janeiro, a novela contou a história de Guilherme Medeiros (Edson Celulari), um engenheiro aeronáutico que vê sua vida virar de cabeça para baixo quando é responsabilizado por um acidente de helicóptero que matou cinco pessoas. A tragédia faz com que o protagonista reveja seus valores e se torne uma pessoa melhor. Ao mesmo tempo, ele conhece a dermatologista Joana (Regiane Alves), que cresceu sem conhecer a mãe. A novela foi também o primeiro grande destaque de Isis Valverde, que interpretou Rakelli, uma manicure que sempre fazia besteira e tinha o sonho de se tornar assistente de palco do Caldeirão do Huck. A personagem realmente foi o grande sucesso e o maior alívio cômico da novela. O seu casal com o bombeiro Robson também foi muito querido.

 

Sangue Bom (2013)

Esta foi certamente uma das obras-primas da faixa das sete horas. O texto satírico, rápido e inteligente, junto com a composição dos personagens, fez Sangue Bom ser interessante do início ao fim. A metalinguagem usada para falar da televisão e da fama dentro de uma produção da TV sempre me chamou a atenção. Além disso, personagens carismáticos e profundos deram o tom à novela. Destaco aqui Amora, vivida por Sophie Charlotte, que fez um trabalho incrível como a patricinha que foi criada para ser uma cópia da mãe adotiva, Bárbara Ellen, mas bem no fundo deixava transparecer resquícios da menina órfã que foi o primeiro amor de Bento (Marco Pigossi); e Fabinho, vivido por Humberto Carrão, o bad boy mau caráter que depois de passar por maus bocados, se regenera, encontra sua família e um novo amor. Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari entregaram uma novela que apesar de bons números, não foi sucesso de audiência, mas que, com certeza, tem um lugar especial no coração dos noveleiros.

 

Alto Astral (2014)

Lembro que na época que foi transmitida, Alto Astral me conquistou pela simplicidade de como a história ia sendo contada. A temática espiritual foi grande parte da novela desde o início e, apesar de ser mais comum na faixa das 18h, funcionou bem aqui. Desde pequeno, Caíque (Sérgio Guizé) apresentou uma sensibilidade especial. Só ele vê Bella, uma criança bem esperta e que sempre está aprontando, e Castilho, uma espécie de guia espiritual. Devido às armações da criança, o jovem acaba conhecendo Laura (Nathalia Dill), uma mulher que ele já conhecia de seus sonhos e de seus desenhos, mesmo nunca tendo a encontrado antes. O único problema é que a jornalista é noiva de seu irmão Marcos (Thiago Lacerda), com quem o rapaz não se dá bem. Além dos pontos positivos já mencionados, o casal principal teve uma boa química, o mistério em torno da mãe de Laura foi instigante e o núcleo dos irmãos com nomes de países também se mostrou interessante de acompanhar.

 

Totalmente Demais (2015)

Sendo reprisada atualmente em uma edição especial devido à pandemia, a obra tem mostrado por que merece estar aqui e o porquê de ser tão lembrada. Um dos pontos centrais da trama que causou e novamente permeia discussões foi o quadrado amoroso formado por Carolina (Juliana Paes), Arthur (Fábio Assunção), Eliza (Marina Ruy Barbosa) e Jonatas (Felipe Simas). No entanto, mesmo sendo uma parte significativa do enredo, a novela foi muito mais do que briga de shipps. Como já citei quando falei de Sangue Bom, a construção dos personagens é um fator importantíssimo no conjunto que faz você considerar uma novela como boa. Neste aspecto, os autores Rosane Svartman e Paulo Halm fizeram um trabalho incrível. Tenho que ressaltar aqui, então, a personagem de Juliana Paes que conseguia flutuar por momentos de mais pura sensibilidade e fragilidade para atitudes de extremo egoísmo e trapaça. A atriz brilhou nesse papel e isso deve ser reconhecido. A obra também não economizou na comicidade, que ficou principalmente a cargo de Cassandra (Juliana Paiva), a doidinha que queria ser famosa de qualquer maneira. Isso deu tão certo que a personagem ganhou um spin-off próprio intitulado Totalmente Sem Noção Demais.

 

Menção Honrosa: O Beijo do Vampiro (2002)

Após a boa recepção de Vamp (1991), a TV Globo investiu em uma nova história vampiresca. Eu era pequena quando O Beijo do Vampiro passou nas telas da emissora, mas lembro de ficar vidrada na história. Kayky Brito, ainda criança, despontou como um sucesso daquela época. O enredo da obra era cheio de mistérios e misturava realidade e fantasia, usando o sobrenatural do mundo sombrio do inesquecível vampiro Bóris para explorar a comédia e o drama que a novela mostrava.

É isso, galera. Hoje, eu fico por aqui. O que vocês acharam dessa lista? Assistiram a todas essas novelas? Quais seriam as escolhidas por vocês para figurar como as melhores? Deixem suas opiniões nos comentários e até a próxima!

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Luiza Pinheiro

Carioca da gema e jornalista de corpo e alma. A primeira série que viu mesmo, aquela que a deixou viciada, foi One Tree Hill. Depois disso nunca mais parou e engatou uma depois da outra. Também ligada em cinema, não perde uma cerimônia do Oscar.

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