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Panelaço: Melhores Temporadas de Malhação

A Malhação está no ar desde 1995 e já mostrou o cotidiano em academias, escolas, academias de novo, escolas mais uma vez e de novo e de novo. Mas será que foram todas iguais ou algumas chamaram mais atenção? Cola aí com a gente e põe o Charlie Brown Jr. pra tocar.

Malhação – 6.ª temporada (1999-2000)

Apesar de não ter assistido, pois tinha seis anos na época de exibição, eu faço questão em falar sobre essa temporada, pois quem viu gostou muito.
As razões? Malhação tratou de discussões sensíveis, porém necessárias, como o preconceito racial. Postura imprescindível para uma novela nacionalmente exibida e que falava com adolescentes, em plena década de 90.
O enredo principal fica por conta da história da Tatiana (Priscila Fantin) que se apaixona por Rodrigo (Mário Frias), até então namorado de sua melhor amiga, a Érica (Samara Felippo). Pelo triângulo amoroso, rola um drama inicial aí e a novela aborda de um jeito bem legal. Posteriormente, Érica se apaixona por Touro (Roger Gobeth), que também é amigo de Rodrigo! Ou seja, confusão hahaha! Mas, como disse, os autores conseguiram mostrar esses conflitos de uma maneira que o enredo ficasse interessante.
Depois de tudo resolvido, um novo drama começa, quando Érica se descobre portadora de HIV. Apesar de não ser pioneira, achei super interessante os roteiristas se preocuparem em falar sobre o assunto, não apenas pela doença em si, mas pelos assuntos correlatos, como o sexo sem camisinha. Em paralelo, vale a pena destacar a história vivida por Helô (Fernanda Souza), moça de classe média e branca, e Sávio (Robson Nunes), negro e de origem pobre. O romance trouxe à tona discussões interessantes relacionadas ao preconceito racial e de classes. Outro destaque é a atuação de André Marques, como o Mocotó. Era ele o responsável pelo núcleo engraçado da novela.
Sinceramente? Lendo sobre essa temporada, deu muita vontade de assistir, principalmente pelos atores.

Texto por Tatiane Silva.

Malhação – 9.ª temporada (2002-2003)

Em primeiro lugar, eu amo essa temporada por uma razão bem simples: a trilha sonora é MARAVILHOSA. Foi ali que conheci Creed (uma banda meio triste, mas ótima) e sempre me emocionava quando “With Arms Wide Open” começava a tocar.
Não só o repertório, mas a trama dessa temporada também era incrível. Para quem não se lembra, a história girava em torno do romance do Pedro e da Júlia, que viram o relacionamento entrar em conflito quando o pai de Júlia, médico e cirurgião, fez uma cirurgia “às pressas” e com un erro grave no pai de Pedro, impossibilitando-o de andar.
Um pouco pesado, né? Mas eu me lembro claramente como enredo tratava cada conflito de uma maneira humana, real e emocionante. Pedro sempre foi um guerreiro que ajudava seu pai e tomou as rédeas da família, mas, ao mesmo tempo, lutava muito para lidar com o ódio que sentia pelo pai da menina que ele amava.
Paralelo a tudo isso, tinha a rotina do colégio Múltipla Escolha, com personagens marcantes, como a Thaíssa, vilã interpretada pela atriz Bárbara Borges, o eterno figura Maumau, interpretado pelo ator Cauã Raymond e, CLARO, o Cabeção, essa pessoa maravilhosa e amada por quase todo mundo que acompanhava a atração.
Para quem não viu ou não se lembra, Maumau e Cabeção formavam uma dupla bem engraçada. Foi nessa temporada que eles compraram o “Ogromóvel”, um chevette horrível,  mas que tem muita história.
A cena mais marcantre pra mim foi a primeira vez do casal, que terminou em um pequeno incêndio lol, e o julgamento do pai da Júlia 💔.

Texto por Tatiane Silva.

Malhação – 11.ª temporada (2004-2005)

SE VENTO SOPRA SEM SENTIDO UUUUUUUU AS ESTRELAS PODEM ME GUIAR 🎼🎤
Quem lembra? Eu lembro e lembro muito! Pois se tem uma temporada de Malhação que me marcou, foi essa, a da eterna Vagabanda.
Olha, antes de tudo, preciso dizer que achava as interpretações da maioria do elenco bem fracas, principalmente do atores principais. Mas, pra quem ama novela mexicana, isso era fichinha pra mim. Tirando isso, eu amei essa temporada e acho que foi pela temática “teen” condizer com a minha fase de vida na época, pois tinha 11 anos.
O enredo principal contemplava a história de Letícia (Juliana Didone), moça de origem humilde, e o playboy Gustavo (Guilherme Berenguer), rico e integrante da Vagabanda, juntamente com dois amigos, o Catraca (João Velho) e a Natasha (Marjorie Estiano), que ele mantinha um relacionamento, inclusive. Gustavo era um cara irresponsável e Letícia o oposto. As histórias de ambos se cruzam após o personagem principal, em uma brincadeira inconsequente com o irmão da mocinha, Kadu (Bruno Ferrari), envolverem outro personagem em um acidente, o deixando em coma. Como a arte imita a vida, no julgamento, Gustavo, rico e de família influente teve a pena reduzida a prestação de serviços sociais e o Kadu? Se ferrou. Normal. Mas é na punição do Gustavo que as coisas mudam e ele vai trabalhar em um abrigo, onde Letícia trabalha. Até Gutícia acontecer, rola muita coisa, viu, gente? Além da Natasha que faz sempre questão de atrapalhar, Gustavo e Letícia possuem personalidades e realidades bem diferentes, então tem muita briga e desentendimento.
Enfim, como disse, uma temática muito adolescente, mas que me marcou de alguma forma. Foi a primeira vez que eu vi uma banda em Malhação e isso deixava a temática mais “atual” para a aquela época.
Além disso, temos o Cabeção (Sérgio Hondjakoff) levando o humor da novela nas costas, com a ajuda do seu mais novo amigo Rafa (Ícaro Silva). Eu amaaaava as cenas dos dois. ❤
A trilha sonora era muito boa também. Além da própria música da Marjorie Estiano, “Você Sempre Será”, a trama contava com sucessos como “Amanhã Não se Sabe”, “Behind Blue Eyes” e “Here Without You”. 🧡

Texto por Tatiane Silva.

Malhação – 15.ª temporada (2007-2009)

JESUS, APAGA A LUZ!

Um elenco com nomes como Sophie Charlotte, Nathalia Dill e Caio Castro, a gente pensa que é logo uma novela nova da Globo, mas não, era só o núcleo principal da décima quinta temporada da Malhação. Junto com Rafael Almeida, Sophie fazia o casal protagonista, Angelina e Gustavo, que era o foco das maldades da vilã Débora, feita por Nathália. No clássico roteiro da menina pobre que se apaixona por um rapaz mais rico, vemos Angelina comer o pão que o diabo amassou nas mãos de Débora e sua amiga, Yasmin.
Além da trama principal, tivemos personagens e casais marcantes nessa temporada, como Peralta e Yasmin, que nos brindou com diversos bordões inesquecíveis “Jesus, apaga a luz!”, além de Domingas e Fernandinho, com os lindos Carolinie Figueiredo e Johnny Massaro.
Com 80% do elenco reformulado e sem o Gigabyte, a trama passou a girar quase que inteiramente no colégio, que fez a audiência patinar um pouco, já que todos sentiam falta do antigo estilo da novelinha. Mas isso não influenciou na sua qualidade. A Malhação sempre ficou conhecida pelo fato de abordar questões importantes de formas leves, para que os jovens pudessem ter contato. Então o que podemos destacar nessa temporada é a gravidez na adolescência, que a personagem principal, Angelina é a responsável por passar essa mensagem. Após se envolver com Bruno, o personagem de Caio Castro, Angelina engravida, com isso nós podemos ver e acompanhar o impacto dessa gravidez na vida da adolescente, todas as mudanças que ela foi obrigada a passar e as coisas que precisou deixar de lado. Também temos que falar da Domingas e de como sua personagem era importante naquela época. Uma adolescente acima do peso, com problemas de auto-estima e que tinha que aprender a lidar com toda a pressão estética do mundo é algo muito atual e importante, uma mensagem mais que necessária para as meninas que assistiam a novela e se viam na figura da personagem.

Texto por Thais Pereira

Malhação: Intensa como a Vida – 20.ª temporada (2012-2013)

Essa Malhação trouxe aquele caso clássico, uma menina se apaixona por um menino, que se apaixona por outra menina, mas essa menina tenta não se envolver porque… ela é amiga da primeira. Ah, o triângulo amoroso. Mas sabe qual a parte legal disso tudo nessa temporada? Nenhuma das duas ficou com o cara. Não sei o que houve, mas o personagem, o Dinho (Guilherme Prates) acabou indo embora no meio da temporada e deixou o caminho livre das amigas Lia (Alice Wegmann) e Ju (Agatha Moreira). Ainda bem, né, porque o Dinho era um tremendo boy lixo e as meninas ficaram muito melhor sem ele e também na companhia de Vitor (Guilherme Leicam) e Gil (Daniel Blanco).
Só que o melhor dessa temporada não eram os personagens principais, mas sim os secundários que tomaram a novela para eles e são as primeiras coisas que as pessoas lembram quando falamos desse ano de Malhação, ou seja, Bruno e Fatinha, vividos por Rodrigo Simas e Juliana Paiva. Eles formaram um casal incrível e intenso, cheio de idas e vindas, do jeito que o público adolescente (ou não) gosta, e deixava todo mundo sentado na frente da televisão, torcendo para que eles ficassem logo juntos. E ficaram, no final eles casaram e tinha até um bebê a caminho. Também tinham o Orelha (David Lucas) e o Pilha (Peter Brandão), que comandavam parte da bagunça da escola com seus vídeos e suas danças.

Essa temporada também ficou marcada por participações especiais, como a de Léo Jaime, que comandava o bar onde passava parte da trama e por cenas emocionantes, como a morte de Marcela (Danielle Winits), que precisou sair da novela e sua personagem acabou morrendo atropelada.

Texto por Thais Pereira

Malhação – Viva a Diferença – 25.ª temporada (2017-2018)

O que dizer dessa Malhação que eu vi todinha e amo pakas?

Podemos dizer que essa foi uma revolução nesses vinte e cinco (ou mais) anos que a novela estava no ar, tanto na dinâmica, quanto na história e na abordagem. Viva a Diferença acompanhava cinco protagonistas, todas meninas, de diferentes etnias, origens e classes sociais, mostrando como um acontecimento marcante pode unir pessoas tão diferentes e criar uma amizade tão forte e duradora. Talvez seja por isso que eu goste tanto dessa temporada, porque ela fala de amizade em primeiro lugar. Tínhamos a Keyla (Gabriela Medvedovski), estudante de dezesseis anos, que engravidou de um cara que ela conheceu na praia e que só sabe o nome; a Benê (Daphne Bozaski), uma menina dentro do espectro autista, Tina (Ana Hikari) que precisa lidar com as incessantes intromissões de sua mãe em sua vida, Lica (Manoela Aliperti) uma jovem de classe média alta, que aprende que o mundo é muito maior que o seu quarteirão e Ellen (Heslaine Vieira) uma jovem negra, que mora numa comunidade e que sabe o que o mundo pode ser muito maior do que é pra ela. O destino dessas meninas se cruzam numa manhã chuvosa, quando elas ficam presas no metrô e Keyla entra em trabalho de parto. Como a mãe de Tina é médica, ela auxilia a filha pelo telefone e as meninas ajudam Tonico a vir ao mundo. Elas não sabiam, mas aquele era um nascimento de uma enorme amizade.

A temporada abortou questões muito importantes, desde gravidez na adolescência, uso de drogas e bebidas, racismo, fake news, assédio sexual, bissexualidade, homossexualidade, desigualdade social e, é claro, o feminismo. Tivemos uma cena importante, que foi a Lica beijando sua namorada, Samantha (Giovanna Grigio). Isso num horário em que as pessoas não julgariam “correto”, mas o beijo foi feito de uma forma tão carinhosa e leve, assim como todo o desenvolvimento das meninas.

Não sei se é porque está fresco em minha memória, mas de todas as temporadas que eu vi, essa foi a melhor, sem sombra de dúvidas. Tanto nas atuações, quanto na qualidade do texto e nos assuntos abordados. Queria ver mais coisas assim! E fiquei feliz de saber que a Globo estava planejando uma série nova das Five, mostrando a vida dela anos depois que saíram da escola. SÓ VEM!

Texto por Thais Pereira

Menção Honrosa: Malhação Sonhos – 22.ª Temporada (2014-2015)

Eu tinha a impressão que se essa temporada não entrasse aqui, a gente poderia ser alvo de ameaças, então achamos melhor colocar. É uma temporada divertida, como nomes jovens como Arthur Aguiar, Bruna Hamú, Isabella Santoni, Rafael Vitti, Felipe Simas e Ana Júlia Dorigon e os experientes Eriberto Leão, Marcelo Faria e Emanuelle Araújo, e que se dividia entre dois grande núcleos principais: a Escola de Artes da Ribalta e a Academia de Artes Marciais do Gael.

A história girava em torno de duas irmãs completamente diferentes: Bianca (Bruna Hamú) e Karina (Isabella Santoni). Bianca queria ser uma atriz e estudava na Ribalta, já Karina queria ser uma lutadora como o pai e treinava com ele na academia. Só que além de dividirem a casa e a família, as duas compartilham seus sentimentos pelo mesmo cara: Duca (Arthur Aguiar). Como ele era apaixonado por Bianca, Karina encontrou o amor nos braços de Pedro (Rafael Vitti), depois de muuuuuita confusão. Acho que o casal Perina é um dos mais amados da história desse programa. Mas como nem tudo na vida são flores, um lutador novo, o Cobra (Felipe Simas) chega para competir o espaço e o lugar de “melhor” com Duca. E encontra em Jade (Ana Júlia Dorigon) mais do que uma “parceira de crime”, no fim das contas os malvados também amam e se amam.

Texto por Thais Pereira

E aí, acham que alguma temporada deveria estar aqui e não está? Deixa aí nos comentários.

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Thais Pereira

Feminista, leonina com ascendente em gêmeos e lua em virgem, viciada em memes, em Friends e problematizar na internet. Formada em História da Arte, mas consciente que nunca vai trabalhar com isso na vida. Normalmente eu escrevo e falo mais do que deveria. Eu mesma, Thais Mello.

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