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Panelaço: Séries Baseadas em Livros – Parte 2

Muitas das melhores séries atuais e antigas são adaptações. Vem conferir!

Hoje, no primeiro Panelaço do ano, viemos trazer mais séries incríveis que são baseadas em livros. Geralmente (mas não sempre), quando as séries se baseiam em livros elas acabam tendo plots mais profundos e bem pensados, principalmente quando se trata de uma série de livros e não de um livro único, já que o escritor pensou em toda a história de antemão e os roteiristas possuem o trabalho de adaptar tudo para a telinha e seguir, ou não, os mesmos rumos da história sem furos. Isso é fácil de fazer? Não exatamente, e muitas séries acabam escorregando no meio do caminho, conforme vamos comentar. Se quiserem conferir a Parte 1, cliquem aqui. Bora lá!

 

Pretty Little Liars (Freeform)

Assim como “Lost” foi para os meus pais e para uma geração anterior à minha no geral, costumo dizer que PLL foi a série que me introduziu ao conceito de acompanhar semanalmente uma história de maneira obsessiva, inclusive fazendo esforços para ver ao vivo (o que não é tão simples quando você é uma adolescente de 13 anos e precisa estar no computador tarde da noite tentando sintonizar um canal gringo, sem legendas). A série foi ao ar de 2010 a 2017, tem sete temporadas completas e se baseou numa série de livros IMENSA da escritora Sara Shepard.

Eu li três dos primeiros livros e posso afirmar que, além do plot principal (quem é a primeira “A” e alguns dos acontecimentos das primeiras duas temporadas), a série se distancia quase que totalmente dos livros em tudo que realmente importa. Inclusive, os fãs que leram os livros ficaram anos debatendo mil teorias acerca de um plot relacionado a gêmeas (não vou dizer mais do que isso para não dar spoilers, mas quem viu a série conhece bem), e no final isso foi totalmente modificado e acabou, na minha opinião, bem mal feito. A série durou 7 temporadas mas deveria ter acabado na quinta ou na sexta, no máximo, mas pra quem gosta de VÁRIOS bons mistérios e até alguns sustos bem arquitetados, recomendo muito as quatro primeiras temporadas. Já os livros, recomendo se você tiver até uns 15 anos (mais do que isso, vai achar ruins assim como eu achei).

 

Strike (BBC One)

A menos que você viva debaixo de uma pedra, deve ter acompanhado ao menos superficialmente a guerra que a internet travou com a escritora J.K. Rowling, primeiro por “forçar” diversidade em Harry Potter sendo que ela mesma não foi capaz de escrever personagens realmente diversos, com pouquíssimas exceções (vulgo, personagens que não fossem cis, hétero e brancos), e mais recentemente por ter sido transfóbica. De qualquer forma, não existe nada que eu ame mais do Harry Potter. Nada. E por isso eu li os demais livros que ela escreveu, inclusive a série de (até o momento) quatro livros sobre o detetive Cormoran Strike e sua parceira Robin. É MUITO!!! BOA!!!.

Os livros são incríveis, todos eles, e as adaptações na série da BBC também são bastante bem feitas, apesar de bem corridas. Até agora, foram adaptados os três primeiros livros, e cada um deles possui sua própria temporada curtinha. A primeira possui três episódios (e é, de longe, a melhor), e as demais possuem dois episódios cada uma. Considerando que os livros possuem cerca de 400 páginas cada um, eu teria gostado bem mais se as temporadas fossem um pouco maiores, com no mínimo 5 episódios cada uma para não ficar faltando pontos bem importantes (como uma ênfase na deficiência do Cormoran, algo que a série trata muito por cima e é bem profundamente abordado nos livros). De qualquer forma, vale assistir, e vale MUITO ler (se você não estiver com tanto ranço assim da J.K., que escreveu os livros sob o pseudônimo de Robert Galbraith).

 

Sharp Objects (HBO)

Como alguém que viu a série para imediatamente depois ler o livro (porque eu estava OBCECADA com a história), sinceramente não sei dizer qual das duas obras é melhor. Ouso dizer que, nesse caso, a série supera o livro (por muito pouco, mas supera). Ao contrário de Big Little Lies (que falarei mais abaixo), Sharp Objects foi feita para ser uma minissérie e realmente o foi, nada de renovações repentinas e “freestyle” de roteiro sem base no livro original. Camille foi brilhantemente interpretada pela Amy Adams, e cada uma das nuances da personagem do livro é percebida na sua atuação. É uma história de mistério que envolve assassinatos, brigas familiares, doenças mentais e belas mulheres (e alguns homens) que vivem sem as consequências de suas ações. Em termos de qualidade da narrativa, é a melhor dessa lista, e eu recomendo a ABSOLUTAMENTE todo mundo. Se você quiser ler o livro depois (ou antes), recomendo mais ainda!

 

The Vampire Diaries (CW)

Mais uma série que eu assisti de maneira obsessiva quando era adolescente e que deveria ter sido finalizada mais cedo. As primeiras quatro temporadas da série quase não possuem defeitos em termos de conceito, coesão e aclamação. A série consegue te deixar absolutamente viciado, e os plots são muito, muito interessantes, com boas atuações e um ritmo que não cansa nunca. Na quinta temporada a série começou a decair, a sexta foi um desastre, e eu confesso que não assisti as duas últimas.

Eu comecei a ler o primeiro dos livros da série escrita pela L.J. Smith, mas confesso que nem consegui terminar de tão chata a leitura. Segundo quem conseguiu leu, a história inicial é relativamente fiel, mas ao longo do tempo a série se distanciou muito dos livros, e com toda certeza a série é mais interessante de se acompanhar. O triângulo amoroso de Damon, Elena e Stefan (e, mais pra frente, com Katherine e outros se envolvendo também) é sem dúvida o melhor triângulo que eu já acompanhei na vida, e é impossível que você não se apaixone tanto por um dos casais que não torça de maneira agressiva para que eles fiquem juntos no final. Felizmente, sou muito #teamDamon.

 

Big Little Lies (HBO)

A primeira temporada de BLL foi baseada em um livro de mesmo nome escrito pela Liane Moriarty. Como todos devem saber, a série é uma obra-prima em todos os sentidos: atuação, direção, fotografia, absolutamente tudo. Nicole Kidman, Shailene Woodley e Reese Whitherspoon são realmente as atrizes perfeitas para seus respectivos papéis, e apesar da história parecer simples e talvez pouco interessante à primeira vista (são basicamente mulheres brancas e muito ricas – exceto Jane e Bonnie, a primeira não sendo rica e a segunda não sendo branca -, lidando com problemas de mulheres ricas e brancas), vamos descobrindo a cada episódio que existem mais e mais camadas e fica impossível não nos conectarmos emocionalmente com todas elas, seus filhos e famílias.

Neste caso, a série é uma adaptação extremamente fiel dos livros, tanto em relação aos personagens quanto aos acontecimentos. As únicas diferenças mais notáveis são que (spoiler alert) quem foi abusivo com a Bonnie na infância, no livro, foi seu pai e não sua mãe, que no livro o Perrie é confrontado sobre ter estuprado a Jane e admite que foi ele sim, antes de ser empurrado para a sua morte, e que não existe o “pacto” que elas fizeram para encobrir a verdade: a Bonnie se entrega à polícia sem grandes delongas e pega 200 horas de serviço comunitário pelo homicídio culposo.

 

Gossip Girl (CW)

Um clássico adolescente baseado em uma série de livros de qualidade duvidosa escrita pela Cecily von Ziegesar, Gossip Girl foi uma febre durante toda a sua exibição, e todo mundo queria saber quem era a maldita Garota do Blog por trás de tantos tormentos. Parte da série foi escrita enquanto a série já estava em exibição, logo existem muitas diferenças grandes entre os plots, e muitas bizarrices também. Talvez as maiores sejam que (spoiler alert!) a Blair fica com o Nate no final dos livros, a Serena vira uma atriz famosa em Hollywood e Dan acaba ficando com a Vanessa. Além disso, nos livros a identidade da Gossip Girl nunca é revelada (o que talvez tenha sido melhor do que a identidade que a série revela e que 98% dos fãs odeia). De todas as séries citadas aqui, talvez essa seja a adaptação menos fiel (felizmente, neste caso), e a série é muito superior em termos de qualidade.

 

EXTRA: Anne With An “E” (Netflix)

Não podia deixar de citar a série mais amorzinho da Netflix! Originalmente ela era transmitida por uma emissora de TV, foi cancelada, resgatada pela Netflix para mais uma temporada, e agora foi cancelada de novo. Por que? Não sabemos, já que não parece uma série cara de ser produzida, não tem atores excessivamente famosos que demandem um cachê muito alto, e ela é muito perfeita em termos técnicos. Muito provavelmente a razão do cancelamento é a falta de público, mesmo.

A série foi baseada numa série clássica de livros canadense lançada a partir de 1908 e escrita pela Lucy Maud Montgomery. Anne é a personagem principal dos 6 livros originais, e existem mais duas séries separadas em que Anne aparece mas não é personagem principal. Os livros são separados de acordo com a idade de Anne, e juntando todos eles, a história dela é contada dos 11 aos 75 (!!!) anos. Para quem ama muito a série e for ficar órfão depois de assistir à terceira e última temporada, pelo menos tem 11 livros para continuar acompanhando Anne durante sua adolescência inteira, fase adulta e velhice.

E você, é fã de mais alguma série que é baseada em livros e que não foi citada aqui? Conta pra gente!

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Isabella Oliveira

Poderia estar matando ou roubando, mas provavelmente levaria pouquíssimo jeito para a coisa, daí eu faço Direito. @brockhxmptxn no Twitter.

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