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Penny Dreadful: City of Angels – S01E02 – Dead People Lie Down

Suspense, crenças religiosas e guerra de classes.

Creio, ainda mais depois de ter visto as notas dadas aos episódios pela crítica, que a expectativa do público não foi atendida. Parte de mim também acredita que a trama não foi capaz de cativar os telespectadores, ou simplesmente de convidá-los a saborear o real gosto do que o seriado tem a oferecer.

Vi algumas matérias internacionais que falavam sobre City of Angels estar bem distante de Penny Dreadful, bem como a respeito das questões sociais serem seu principal combustível, e tenho que concordar e reafirmar essas ideias para vocês, ainda mais se perceberem que, desta vez, o nome “City of Angels” teve maior destaque na sucinta abertura. Depois de um segundo episódio, sem uma grande abertura ou relação com mitologia europeia famosa, mais decepções para aqueles que, no mínimo, esperavam rever traços de terror abordado com louvor na série original. Mas há semelhanças entre ambas, o desenvolvimento (talvez maçante para alguns) dos episódios, a poetização dos diálogos e o preconceito seletivo da humanidade é prova de que a chama de Penny Dreadful continua viva, mas precisou ser reacendida em uma localidade onde teremos a chance de lidar com outra temática.

Acredito que o público de Hunters, série lançada neste ano, irá se relacionar com o storyline dos judeus vigiando os nazistas introduzidos na comunidade norte-americana. E é justamente aí que entra a questão de preconceito seletivo e disputa de ego. De um lado temos os nazistas abertamente fazendo discursos diplomáticos nas ruas e sendo aplaudidos, do outro uma classe pobre de hispânicos marginalizados pela falta de voz na sociedade naquela época, e isso acaba sendo bastante contraditório, uma vez que a cidade carrega um nome de caráter latino, digamos assim.

Aproveito para compartilhar com vocês a possibilidade de vermos cenas de suspense (ou terror para alguns) experimentando um processo de evolução ao decorrer dessa temporada. Anteriormente tivemos a chance de ver que Magda é capaz de assumir diversas formas e irá acompanhar os potenciais responsáveis por disseminar maldade e injustiça na cidade, Peter Craft e Conselheiro Charlton, ligados a Elsa Branson e Alex, respectivamente, e também de ter certeza que ela e Santa Muerte serão capaz de controlar mentes e criar corpos, agora vimos nuances destas características e possessão, isso se Raul Vega tiver sido possuído realmente neste episódio, ninguém duvida que o principal símbolo da crença mexicana esteja em batalha com sua irmã.

Com aumento das possibilidades, podemos conhecer novos personagens como Molly, Rico, Dottie e Jimmy. A inserção destes abriu as portas para novos cenários e desenvolvimentos, ao redor da trama central, de outros personagens como Mateo, Lewis, Tiago e, se assim quiserem, Josefina, esta última teve poucas falas, me pergunto se sua função será somente demonstrar fragilidade ou se reservam um desenvolvimento para ela no nível Sansa Stark. Resta saber também se Maria é a única que possui laço com Santa Muerte, pois certamente é um plot que cairia bem em Josefina.

Os principais questionamentos que ficam de “Dead People Lie Down” é se veremos uma guerra entre polícia + nazistas + cristãos versus hispânicos + judeus ganhando forma, se Raul realmente não morreu, se Linda Craft irá morrer, qual o rumo que Tom e Elsa, Tiago e Molly, Mateo e Rico irão tomar e se a polícia, algum dos líderes, é o principal responsável pelo assassinato e caracterização da família em destaque pelo primeiro caso de Lewis e Tiago juntos. Preciso inclusive confessar que é uma grata surpresa ter o mesmo ator de Luke criança, personagem de The Haunting of Hill House, interpretando Tom Craft, um dos filhos do personagem de Rory Kinnear, resta ver se veremos alguma testemunha dele desvendando a verdade por trás de Frank, outra criança, protagonista do momento ingênuo, digamos assim, das crianças brincando na praia, onde reproduziu a frase que intitula o episódio. Fico me perguntando se, por ser parte de Magda, o cérebros é um só, já que ela pode estar em mais de um lugar ao mesmo tempo.

Os desfechos podem ser excepcionantes, basta termos mais paciência, desenvolvimento lento é ruim, mas pode ter seus motivos e eu acredito bastante no potencial de John Logan. Aproveito para convidar-lhes a compartilharem suas opiniões ou até mesmo dicas, sejam sobre a série, review ou do site. A seguir temos o vídeo promocional do próximo episódio, agradeço por nos acompanharem e até a próxima!

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Antonio Netto

Estudante de Engenharia Química. Pernambucano engraçado, dono de uma gargalhada única e de um sotaque marcante. Apaixonado por comida, séries, química e cálculos. Até gosta de estudar mas, sempre que pode, está pelo mundo curtindo e falando da vida alheia.

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