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Penny Dreadful: City of Angels – S01E04 – Josefina and the Holy Spirit

A podridão que é a humanidade (30’s edition).

Inicio a review dizendo-lhes que é hora de deixar a atmosfera britânica da série original de lado e passar a apreciar City of Angels comi deve ser feito, ainda mais depois de um episódio como esse, no qual resolveram aflorar o lado sangrento e pornográfico da série.

Fiquei meio confuso com o início do episódio, seria aquela uma cena de Maria sendo salva por Santa Muerte? Ou talvez foi simplesmente acontecimento aleatório para mostrar a divindade em atividade?

Nossa! Tratando-se da podridão da humanidade, em alguns aspectos, não estava pronto. Isso falo do assédio gratuito com Josefina, a ideia de retratar o abuso de poder da polícia tava ótimo, mas jamais pensei em me deparar com aquilo. Dentre as formas que a personagem poderia lidar, não imaginei que o espírito santo, no título do episódio, fosse o cristão, sem contar que esperava algum tipo de possessão que a desse poderes, ou talvez seja cedo para tamanho acontecimento. Até agora fiquei curioso para saber qual a substância química que Molly estava sob efeito, pois aquela suadeira não me pareceu ser justificada por outra coisa.

Os pachucos apareceram mais uma vez e desta resolveram se vingar do policial. A forma que deixaram o corpo me lembrou o banho de sangue que Lily e Dorian tomaram no terceiro episódio da última temporada. Espero inclusive que o desenvolvimento da série permita um amadurecimento e enrijecimento em Mateo. Se você pensar na premissa de irmão matar irmão, Josefina e Mateo assumem agora posições antagônicas na trama, ao menos na minha opinião, e não seria nada menos que surpreendente um embate entre esses dois. Com o assassinato do início da série, resta saber se alguém da igreja é mesmo responsável pela tentativa de incriminar os latinos.

Quanto mais Charlton se foder e ser usado, melhor irei achar. De primeira impressão, ele, Jimmy e Ned (Chefe da polícia) são os três personagens mais nojentos que podem morrer a qualquer momento, não incluo os alemães e seus seguidores, pois tenho o desejo de ver mais desenvolvimento para esse plot judeus versus nazistas. Não me levem a mal, valorizo muito quando decidem fazer um grande vilão (nesse caso os nazistas) se foder em cena e depois renascer mais forte, é importante para a evolução de uma trama e entretenimento do público, que “o bem” também sofra um pouco para ganhar um propósito. Digo isso pelo simples fato de a trama central dispor de grandes embates, seja por questão social e preconceito, ou disputa de poder e acerto de contas, sem contar que espero que boa parte dessa premissa resulte em cenas e grandes desfechos envolvendo personagens principais da série que, a princípio, não parecessem estar ligados de alguma forma.

Não é novidade para ninguém que Magda pode assumir outras formas, no entanto, vi positivamente demais a abordagem que usaram nesse episódio com Frank, o suposto filho de Elsa, transformando-o na garota da estória que ele contou. Torço para que os roteiristas tenham se aventurado disso a muito mais nessa temporada, não necessariamente por se tratar de uma série derivada de Penny Dreadful, mas pelo caráter mitológico e potencial catastrófico de City of Angels, seja no sentido sobrenatural, tendo Magda e Santa Muerte, ou psicológico para alguns dos personagens, tendo suas confusões mentais e piores medos sendo abordados em forma de alucinação. E nesse âmbito de alucinação, abrem-se oportunidades, isso se Molly estiver sob efeito de alucinógenos mesmo nesse episódio.

Como de costume, aproveito para convidar-lhes a compartilharem suas opiniões ou até mesmo dicas, sejam sobre a série, review ou do site. A seguir temos o vídeo promocional do próximo episódio, agradeço por nos acompanharem e até a próxima!

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Antonio Netto

Estudante de Engenharia Química. Pernambucano engraçado, dono de uma gargalhada única e de um sotaque marcante. Apaixonado por comida, séries, química e cálculos. Até gosta de estudar mas, sempre que pode, está pelo mundo curtindo e falando da vida alheia.

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