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Penny Dreadful: City of Angels – S01E07/10 – Família Vega e a Guerra de classes [SEASON FINALE]

Dia de los muertos (City of Angels Edition)

Hello galeres, cá estou eu na última review, depois de um mês da season finale da série e devo admitir que a melhor escolha que podia ter feito foi de esperar para escrever sobre os últimos quatro episódios. Não vou forçar e dizer que amei a temporada de estreia, mas confesso que, dentro da proposta e da essência poética que Logan pôs durante as três temporadas de Penny Dreadful, City of Angels cumpriu seu papel em narrar a influência da religião na sociedade e sua relação com questões sociopolíticas, em uma cidade conhecida mundialmente e palco de conflitos étnicoraciais durante a década de 30. Ou seja, uma aula de história e sociologia para os espectadores e fãs.

Em Maria and the Beast, a direção mostrou ser um dos pontos fortes do seriado, claramente reproduzindo a intensidade dramática da época em que se passa, e por isso deve ser muito elogiada! O melhor foi descobrir que a diretora responsável por essa maravilha, Sheree Folkson, já atuou UnREAL e American Horror Story. A ascensão feminina encabeçada por Maria, e trazida também por Josefina, Dottie e C. Becky. O meu queixo foi no chão com o jantar dos assassinos (os seguidores de Hitler, C. Charlton, Adelaide e, de quebra, Alex. Gostaria mesmo que outras pessoas pudessem reconhecer a semelhança entre os clones de Agda, infelizmente apenas Maria possui essa habilidade (ela carrega o espírito do coiote). A tensão em cima de Molly ser nazista também ou não, me faz pensar que ela não sobreviverá por muito tempo, pois temos um rolê místico ao redor de Thiago ser o poupado daquela matança, Santa Muerte escolheu a família Vega para assombrar, isso cientes de que Agda é somente sua submissa. Santa Muerte usa a mente perversa de Agda para rodear a cidade de potenciais catástrofes. Natalie Dormer acertando muito na atuação, creio que esse deve ser o seu melhor trabalho até então e hoje vivo contemplando-a. Minha tristeza é por não haver sobrenatural o suficiente.

Hide and Seek afirmou Frank como a grande besta de City of Angels, diante de ser o único filho de Agda e feito de terror. Me lembrou inclusive da quarta temporada de Channel Zero, infelizmente cancelada (emoji triste), a direção detonou outra vez e o impacto da sociedade vivido por Josefina. Os highlights do episódio foram, sem dúvida alguma, os clubes lgbt da época, a presença de Patti LuPone e o alarme da fantasia, no meu ponto de vista, para troca de casais gays por héteros na pista de dança. O tiroteio, a alucinação de Maria foram as outras duas melhores cenas tidas neste episódio. A nouva roupagem de Peter sendo, na verdade, bastante contra a matança e alvo de Elsa né e, ao fim do episódio, só pude amar Maria mais ainda.

Sing, Sign, Sing foi o episódio para apreciação musical. Quando o auge é a trilha sonora, já pensasse? Amei o roteiro e enredo de como eles fizeram a família Vega se reunir, parecia mágico e engraçado, pensar que alguns deles não esperam se encontrar. A visita do C. Charlton ao seu pai foi a pior situação que pude me imaginar passar na vida, só não iria ser péssimo a ponto de querer derrubar a casa dos mexicanos, donos daquela terra. Josefina ficou linda, minha deixa era só de querer vê-la mais ousada, dentre os Vega, diria que Fina é menos trabalhada na trama, a não ser pela cena de assédio policial, pesadíssima inclusive.

Por fim, em Day of the dead aconteceu sequencialmente o sacrifício de diversos personagens e meu coração partiu e, ao mesmo tempo, fiquei impressionado com o descarte de grandes personagens. Aqui tive certeza que Thiago é o escolhido, por Santa Muerte, para vivenciar múltiplas catástrofes, o que me faz pensar também que ele quem matará algum irmão. A cena do cemitério foi realmente linda, mas espero que tenha sido um indicativo de houve um salto temporal. Arrasado que Molly se entregou, mas a cena da morte dela foi incrível, um dos trunfos de City of Angels, facilmente. A série chegou no momento certo pra mim, tava precisando de algo com caráter mais social, até por vivenciar isso atualmente na minha realidade e ponto de vista. No entanto, não sei se irei acompanhar a 2ª temporada em breve, sinto que me dediquei à série mais do que devia, acredito que uma temporada inteira lançada, ou em bloco de episódios fosse melhor aproveitada, e com uma redução de episódios para não saturar o clima e o desenvolvimento dos plots e depois decapitar dessa forma no fim, gostaria também de cenas de possessão e, se possível, a participação especial de alguns artistas da série mãe, tipo Eva Green, como uma deusa protetora, imaginam?

Aqui me despeço da série, não penso que devo voltar para a segunda temporada, mas vocês saberão se eu mudar de ideia, como um geminiano raiz que sou, posso decidir algo com 2 segundos, é isto. Abração a todos leitores e a John Logan por escrever um season finale tão lindo como esse.

 

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Antonio Netto

Estudante de Engenharia Química. Pernambucano engraçado, dono de uma gargalhada única e de um sotaque marcante. Apaixonado por comida, séries, química e cálculos. Até gosta de estudar mas, sempre que pode, está pelo mundo curtindo e falando da vida alheia.

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