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RuPaul’s Drag Race – S09E14 – Grand Finale [SEASON FINALE]

RPDR nos entrega uma final excepcional ao focar em quatro finalistas dessa vez!

Desde que RuPaul’s Drag Race começou a gravar seus episódios finais ao vivo, o show teve dificuldade em descobrir um formato que mantivesse participações dramáticas enquanto se aproveitava de uma audiência ao vivo. Isso muda com o “Grand Finale” deste ano, que se concentra inteiramente nas quatro finalistas e acrescenta um elemento competitivo, transformando o episódio em um confronto de lipsync que obriga as concorrentes a continuar lutando até o final. A adição de um Reunited nesta temporada significou que a finale não precisaria gastar tempo na jornada de cada queen eliminada e, enquanto algumas das concorrentes não conseguiram muito tempo na tela, isso é por uma boa razão.

Não precisamos fazer check-in com rainhas que não causaram muita impressão, e estou muito feliz por o show ter decidido passar mais tempo nos principais tópicos da temporada em vez de ser mais igualitário e falar tintim por tintim do que aconteceu na temporada. Se você quiser ser destaque, você precisa se forçar para os holofotes, e algumas queens foram muito melhores nisso do que outras. O “Grand Finale” não precisa gastar tempo nas rainhas eliminadas além do número de abertura, apresentando cada competidora e mostrando seus looks finais, e dedicar atenção às quatro finalistas é uma decisão que torna este episódio muito mais dinâmico e atraente do que alguns finales passados.

O melhor cenário para um lipsync é quando sua vida está em jogo. E quando se trata da coroa? Nesta edição, tivemos dois pares de queens se enfrentando em rodadas preliminares de lipsync, com as vencedoras passando para um lipsync final que determina a vencedora. RuPaul gira uma roda para determinar qual rainha é a primeira a dublar pela coroa e a sorteada é Trinity Taylor, que escolhe Peppermint como oponente porque ela quer um desafio.

Existem duas opções de música para a primeira rodada, e Peppermint escolhe a caixa contendo “Stronger” de Britney Spears, que imediatamente coloca as chances a favor dela por ter entregado uma ótima performance da Britney no início desta temporada. Trinity domina a primeira metade do lipsync, entregando tudo desde o início, mas Peppermint tem uma estratégia mais forte aqui, começando com pouca energia e construindo uma revelação que energiza toda a sua performance.

Trinity começa com alta energia, mas ela não tem muito espaço para crescer, enquanto Peppermint começa com um desempenho mais silencioso que se constrói no momento em que ela transforma a minissaia em um vestido mais longo e joga a peruca para revelar uma peruca mais curta por baixo. O desempenho de Peppermint é insípido no início, mas é uma decisão intencional que dá ao seu lipsync uma clara dinâmica, tornando a reveal ainda mais dramática. Não há como negar que Trinity é melhor com a sincronia dos lábios, mas esse lipsync não é necessariamente sobre quem coloca o maior esforço, e sim sobre quem entrega o melhor show, e Pepper calcula sua performance e ofusca o que Trinity está fazendo, vencendo assim a primeira batalha da noite.

Sasha não dublou por sua vida nesta season, e suas apresentações na finale me fazem desejar que ela tivesse dublado, porque ela faz um excelente trabalho com as duas músicas de Whitney Houston. No momento em que ela tira sua peruca e desencadeia uma cachoeira de rosas em sua cabeça calva é o momento em que ela ganha o lipsync, mas além desse truque, ela faz um trabalho melhor do que Shea, percebendo o conteúdo emocional da música. Toda a música é sobre ficar sobrecarregada com emoção, e Sasha traz uma energia maníaca para sua performance, especialmente durante o refrão, o que reforça a intensidade desse sentimento. Shea realmente não foi uma artista de lipsync especialmente memorável nesta temporada, e acho que seu sucesso geral na competição faz com que ela sinta que ela não precisa ir além com essa performance final. É quando Sasha pode provar que sabe matar um lipsync.

Sasha despacha Shea, e seu impulso não cai no resto do episódio. Quando Sasha e Peppermint surgem em seu aspecto final, o look de Sasha é muito mais elaborado e conceitualmente sofisticado. Quando chega a hora de dublar “It’s Not Right, But It’s Ok”, Sasha remove a máscara cobrindo a boca, o que coloca todo o foco em seus lábios, ao mesmo tempo em que força seu corpo a se soltar mais porque a maior parte do rosto ainda está obscurecida. Tenho a impressão de que Peppermint interpretou essa música muitas vezes na vida, e tem a sensação de que ela está passando pelos movimentos de sempre do lipsync ao invés de encontrar coisas novas para explorar. A intensidade de Sasha desmontando seu adorno de cabeça, porém, confere a ela mais visibilidade e atenções.

Sasha Velour é, então, coroada America’s Next Drag Superstar. Mesmo nunca tendo uma vitória solo, ela nunca foi mal nos desafios, então seu desempenho na season foi memorável. Ela sempre foi apresentada como a rainha intelectual nesta temporada, e eu sempre percebi que a inteligência é um recurso importante nesta competição. Sasha pode não ter tido as conversas mais divertidas, mas ela sempre se aproximou da feminilidade drag de um ponto de vista conceitual, confiante e único, e constantemente entregou o que os juízes queriam ver.

VIDA LONGA À RAINHA!

AVISO: Texto livremente traduzido e repostado do site A.V. Club, sob responsabilidade de Henry Kapranos. Clique AQUI para conferir o conteúdo original. 

 

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