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Rupaul’s Drag Race – S12E10 – Superfan Makeover

E chegamos ao tão esperado makeover. O desafio já é clássico no programa e trouxe muitos momentos icônicos, mas também muitos vergonhosos. Dessa vez as queens tiveram que fazer uma transformação de superfãs do show. Todo o episódio foi bem divertido e emocionante, pois todas as convidadas tinham um brilho no olhar e muita vontade de estar ali. Vou falar as impressões que tive uma por uma.

Jaida e Jazz Essence Hall (Bethany)

Sem dúvidas um trabalho impecável e que dispensa qualquer crítica negativa. A maquiagem feita por Jaida na sua filha drag foi o que mais me chamou atenção no palco. Geralmente queens tem certa dificuldade em maquiar pessoas com outro tom de pele, mas Jaida se saiu muito bem e nos seus rostos dava pra ver de longe a semelhança familiar pedida no desafio. O vestido que foi costurado por ela também estava maravilhoso, porém esperava algo que me surpreendesse mais. Não posso dizer que ela não mereceu todos os elogios, mas não acredito que foi a melhor naquele palco.

Sherry Pie e Tara Misu (Janet The Planet)

Ok, sabemos que Sherry Pie é um ser humano terrível, mas eu não posso deixar de elogiar esse trabalho impecável nesse desafio. Tara Misu era sem dúvidas a filha drag mais parecida com a mãe. Elas estavam IDÊNTICAS no palco e todo o conceito envolvido nas transformação foi de tirar o chapéu. Quero ainda destacar aqui como Janet é uma pessoa maravilhosa, né? Só com esse nome incrível já dá pra gente amar. Voto para ela entrar na competição como substituta oficial da Sherry.

Crystal e Opal Methyd (Grace)

Eu virei pra ela e gritei bem alto INJUSTIÇADA! Que trabalho maravilhoso e cheio de conceito que a Crystal desenvolveu aqui, meus amores. Para quem não percebeu, as queens foram para o palco inspiradas no Beto e Ênio da Vila Sésamo. Havia muita especulação que esses personagens formavam um casal gay e por isso Crystal teve a ideia de colocá-los como noivos no desfile. Todo o conceito estava nítido pra quem conhece os personagens. Além disso, precisamos falar do quanto Grace era sem dúvidas a fã mais emocionada por estar ali. Seu lipsync foi o que mais se destacou entre as demais (inclusive elogiado no untucked e pelos jurados). Então não sei como Rupaul conseguiu tirar a vitória da Crystal nesse desafio, pois não faz NENHUM sentido.

Gigi Good e Bebe Bad (Shea)

Não podemos dizer que Gigi fez um trabalho ruim com Shea. Havia um conceito bacaninha e adorei o trocadilho dos nomes. Porém, não acredito que houve muito trabalho pra ela transformar uma mulher belíssima em uma mulher belíssima. O look por mais que seja lindo também é bem preguiçoso e foi pensado para se encaixar em qualquer corpo sem precisar se preocupar com silhuetas e nada mais. Então diria que Gigi não precisou trabalhar muito nessa semana e por isso mereceu seu safe que pra mim é um low. Rupaul salvou ela no começo e fez questão de frisar que era um safe pra vocês não mancharem o histórico da protegida dela no Wikipédia.

Jackie e Lil’ Snacky Cox (Tiffany)

Jackie para mim teve o mesmo problema da Gigi Good, não conseguimos ver muito do seu trabalho aqui. Sua maquiagem não é das mais marcantes, então ela precisaria de um look que destacasse e desse algo mais drag pra sua filha. Mas, o look foi bem basicão e ficou difícil se destacar no meio das demais. Adorei a energia e desenvoltura da Tiffany, mas isso não foi suficiente para salvar Jackie do merecido bottom 2.

Heidi Afrodite (??) e Honey Almighty (Nicole)

Eu amo a Heidi e acho ela uma das queens mais divertidas e carismáticas dessa season, porém ela não tem um pingo de criatividade nos desafios. Gostei muito de como ela motivou Nicole a se livrar dos pensamentos ruins que o bullying lhe trouxe, mas ela não focou em nada em deixar sua filha drag similar a ela. As roupas eram completamente diferentes, os nomes não se encaixam e até mesmo a maquiagem da filha estava anos luz melhor que a dela. Se ela tivesse feito o diastema já ajudaria bastante, mas nem isso passou pela cabeça dela. Foi constrangedor ver que ela não teve nenhuma ideia quando questionada no palco. Foi como se tivesse improvisado tudo, uma pena.

Ao final, tivemos o lipsync do merecido bottom 2 e confesso que gostei bastante. Foram energias distintas no palco, e os looks dos anos 70 ajudaram a construir uma boa performance. Gostei que Jackie criou uma personagem que se encaixou bem na dublagem e Heidi dispensa comentários, pois é um monstro performando. Não acho que tenha sido um lipsync lendário, mas aceito de bom grado o double shantay. E vocês? Concordam ou acharam roteirizado? Comenta aqui em baixo!

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Nyegirton

Sarcástico e bêbado sempre que possível. Ama um bom meme e uma problematização. Apaixonado por humor, suspense, terror e trêta. Professor nas horas vagas.

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