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Scream – S03E03 – The Man Behind the Mask

Revisitando o passado!

A terceira temporada de Scream tem buscado dar um tom mais sério e sombrio para série, porém isso fez com que perdesse um pouco do carisma que as temporadas passadas tinham, ao menos para mim. Até esse episódio, o único personagem que realmente me cativou foi a Kim. Falando especificamente desse terceiro episódio, acredito que o maior erro foi deles colocarem em um só episódio, o que renderia no mínimo uns três. Eu ainda não entendi o motivo de ter sido apenas 6 episódios essa temporada, porém está nítido que estão tendo problemas no desenvolvimento da história, deixando muitas coisas de forma rasa e sem nenhum impacto.

O romance entre Deion e Liv tem sido desenvolvido desde o primeiro episódio, mas o problema é que tudo entre eles tem parecido ser feito de forma muito forçada e a falta de carisma em ambos também não ajuda muito a torcer pelo casal, tudo isso resultando numa falta de química enorme. O drama familiar de Deion a cada episódio ao invés de explicar, só tem tornado tudo muito confuso, uma pena quando tem-se a presença de Mary J. Blige e Tyga, rostos bem conhecidos no mercado musical.

Vendo o sneak peak desse episódio, fiquei muito empolgado com o figurino do pessoal para a noite de Halloween, porém o episódio teve tudo, menos realmente uma sombria festa de Halloween.  As melhores cenas do episódio, resumem às interações entre a Kim e Beth, uma boa sacada da série o embate entre um clássico terror e um reboot, meio que “versão MTV” vs “versão VH1”, que aliás até aqui a MTV pisa, hahaha. Outra interação que rende bastante é a Kim e seu melhor amigo Manny, passam muita sintonia e verdade juntos, aquele ship de amizade que a gente ama.

O primeiro episódio foi bastante promissor por conta das primeiras cenas com a morte de uma criança, porém toda a solução do crime foi muito broxante. Um “assassino inocente” e uma morte por sufocamento, mesmo que tenha sido uma crítica direta com o descaso da polícia americana em casos envolvendo negros, tudo isso foi muito mal explicado, parte por conta da história maluca e parte por conta da falta de tempo para melhor desenvolver esse assassinato. Fiquei surpreso em ter revelado tudo isso ainda na metade da temporada, porém ao mesmo tempo ficou a sensação de que tudo isso não tem tanto peso na história como eu imaginava.

Agora falando do melhor momento do episódio, finalmente chegamos ao que realmente destaca a série, as mortes marcantes. Até então, o Shanne tinha sido a perda mais significativa na temporada, porém não o via tanto como elenco principal, apesar que tentaram forçar ele bastante no episódio anterior, ainda assim achei que todas mortes foram só encheção de linguiça. A morte do Manny teve bastante impacto, uma vez que além de ser peça fundamental no grupo, sua morte afetará diretamente a Kim, principalmente por ter morrido para salvá-la. Foi uma morte bem interessante, gostei bastante de todo o enredo e a forma que morreu preso no carro em chamas. A única que me decepcionou foi que forçaram um lado agressivo dele, porém com a morte dele é mais uma história que ficará sem um andamento decente.

Encerro aqui minha review, com o desejo que nos próximos episódios possamos ter histórias mais consistentes e um desfecho decente para essa série tão queridinha por nós.

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Michel Araujo

Meio baiano, meio sergipano, já passou dos 20 anos e um sofrido estudante de engenharia, com uma personalidade cheia de atitude e uma leve ousadia. Viciado em séries, realites e músicas, vai me encontrar sempre por aí escrevendo reviews, numa diversidade de gêneros de série e programas de TV.

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