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Segunda chamada – S01E10 – Episodio Dez

Pais e filhos.

A relação de pais e filhos uma das mais complicadas de se construir entre os seres humanos. Temos a dificuldade da mãe em perceber que o filho cresce e cria sua própria personalidade e o filho conseguir entender o que se passa dentro dele é uma eterna bola de neve. Pais e filhos sempre são os mesmo, só muda a realidade.

Um belo exemplo de relações complicadas é do Cleiton com a sua mãe. Sem referência de pai e tendo sua mãe dividindo-se em mil para cuidar dos filhos, sustentar e driblar as dificuldades. Tanto para Cleiton quanto para seu irmão a forma mais fácil e única de conseguir sair da pobreza é o tráfico. Cleiton viu o seu irmão ir preso só que mesmo assim todo o encantamento do tráfico ainda chama ele e ele não vai pensar duas vezes em tomar o lugar do irmão. Só que pra uma mãe perder dois filhos da mesma maneira não é uma opção e a mãe de Cleiton decide então entrar na escola para ficar mais perto de seu filho

Lúcia vem de uma realidade diferente e ofereceu para o seu filho tudo aquilo que faltou pra Cleiton e mesmo assim ela não o conheceu e, acabou perdendo o seu filho da maneira mais triste possível. Lúcia só começou a entender o seu filho depois de sua morte, todos os sinais que ela sempre se negou a ver ou simplesmente não quis perceber poderiam ter dado a ele um desfecho totalmente diferente e talvez ela nunca se perdoe por isso. Minha mãe me diz que mesmo que o filho não fale ou que ainda mão saiba, a mãe sempre sabe e antes que todo mundo quando o seu filho é gay, a diferença é aceitação que cada mãe tem sobre esse fato. E eu acho que Lúcia percebeu o quanto ela poderia ter sido essencial na vida do filho se tivesse percebido antes os seus conflitos.

Por fim temos Sonia que é um retrato muito real da mulher agredida pelo marido com um casamento falido e tendo que ser pai e mãe de filho com pai vivo. Marco André disse algo a ela que pra mim fez muito sentido, que parecia que ela já estava acostumada com situações agressão e no fundo é exatamente isso, a linguagem que ela conhece é a violência, pois, é isso que o marido da a ela. O final da cena com ela tentando esconder da filha a agressão que sofreu do marido e da filha abraçando a mãe… Foi tudo pra mim.

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Dam Souza

Baiano que tem caruru e vatapá no sangue, aquele que é o canto da cidade e só discute com quem entende de Inês Brasil.

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