Sense8 segue numa narrativa meio confusa, porém flexível: fala das gays, dos héteros, dos pobres, dos ladrões, tem comédia, suspense, sexo, drogas, aquela abertura muito legal, enfim é miscigenada demais, e é por isso que já amo essa série, é um mix de tudo que é bom e proibido.

Vamos então, falar por núcleo, começando pela cidade do orgulho gay, São Francisco – Nomi: A loira transexual que gosta de mulher. É difícil encontrar alguém assim por aqui hein?! Aquela que tem a história mais sofrida, tem uma família que não a apoia, uma mãe que insiste em chamá-la de Michael (seu nome de nascença) e por fim tem todo um mundo conspirando pra o seu sofrimento, e o fato de me identificar tanto com ela é por só se foder, parece eu no meu dia-a-dia, só faço tomar dentro, fico pensando: Só nasci pra me lascar. Enfim, é bom ver que a série tem um apelo forte pro lado gay, pois com tanto preconceito hoje em dia, tem que ter algo pra mostrar pra eles a “verdade”. Realmente penso muito sobre Nomi, por não conhecer exatamente ninguém com a descrição dela,chega a tornar-se uma das personagens que mais torço na série. Mas, com todos contra ela, tá difícil de acreditar que saia desse buraco em breve, principalmente por achar que está louca né, mas veremos.

ps: Ela dizendo que chorou porque Amanita (que nome horrível), foi a primeira pessoa a defendê-la, lindas!
ps2: A cena que ela dá seu depoimento, e mostra todos os sensates, amei!
ps3: Por um momento cheguei a pensar que todos os sensates fossem gays.

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Mumbai – Kala: 

Personagem com enredo mais clichê possível, parece algo dos tempos antigos quando uma mulher era prometida a um homem, só que neste caso é diferente, o macho quer ela, mas a mana não quer! Não tem jeito! É uma pena, ele é até charmoso e mostrou algo que nunca imaginei: Uma boyband indiana, que depois se uniu à girlband, faltou só uma dancinha do ventre né? Pelo visto o pai dele não é nem um pouco humilde, essas questões de problemas entre famílias do casal, onde a da filha sempre é mais receptiva: Tão novelesco. Kala conectada com Wolfgang foi a melhor coisa. fico imaginando se tem algum critério de conexão, sei que todos estão conectados né? Imagina se um tivesse transando e todos sentissem, ia ser louquíssimo, tipo uma orgia mental! Já estou no aguardo, obrigado. Sim, sem esquecer de mencionar que dancei junto com eles né.

ps: “Está tão quente aqui.”

Londres – Riley:
A dj drogada do pedaço. A loirinha, que já é querida por mim, está metida em apuros e parece ser a pessoa que mais se conecta com os outros sensates, por que será? Mas gente, isso é uma série ou jogo de advinhações? Não sei dizer, só espero que comecem a me contar mais coisas, que tô querendo entender. Acho que o sonho dela de ir aos EUA, a deixou em conexão forte com Nomi e principalmente Will, agora que ela também é uma das que sabe onde aconteceu o nascimento dos sensates, outra coisa que ainda tô tentando entender.

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Berlim – Wolfgang:
O ladrão abridor de cofres do ano. Mas que porra de sobrenome é esse? É uma das pessoas mais revoltadas de todos os sensates, a urinada no túmulo do pai provou tudo isso. E como assim, ele gosta de show de talentos? KKKKK GENTE, QUE SÉRIE É ESSA? Ele já teve seu momento pornô né, claro, e já tô shippando ele com Kala.
ps: “Estou sentindo desejo por comida Indiana.”

Uma pena que Nairóbi e Seul foram eliminadas do episódio, já estava querendo conhecer mais Sun, a japinha e Capheus, o dono da van damme KKKKKKK Ai, essa série.

Cidade do México – Lito:
Pelo ronco da cuíca, esse cu já levou pica. O único núcleo que rendeu risadas da minha parte e que ainda teve aparição de Alfonso enlouquecendo todos os fãs de RBD (não estou incluso). Engraçado como ele ainda tenta pagar de hétero, e nem é tão perceptível assim, também né, carreira é tudo. Depois que Daniela descobriu, achou maravilhoso e Lito ainda tentou disfarçar, pensei que ia rolar um menage, pena que não rolou 🙁 Mas quero que tenha hein! Engraçado que nesse episódio só mostrou a vida dele, mas ele não se conectou com ninguém. EXPLICA! Tentando criar expectativas pra os próximos episódios, se ele vai se conectar com alguém ou não e etc.
ps: “Qual o problema Lito?” “O problema querida, é que você não tem pau!”

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Chicago – Will:
Um policial que roubava quando criança. Pois é, possa ser que a introdução de sense8 esteja meio lenta, e que muita gente não esteja entendendo nada, entretanto, os escritores escolheram personagens bastante peculiares. Aí vai mais um que tem problema com a família, porém não deixa de ser alguém de bom coração e estava empenhado em salvar o garoto. É também aquele que está mais a frente de descobrir o que está acontecendo, logo visto que ocorreu na sua cidade né?! Tem postura de líder, age como tal, provavelmente se os sensates se encontrarem será um guia e me lembra Finn de Glee, por isso já amo né. Jonas vai visitá-lo e indica que ele vá em busca de Nomi, pois ela precisa de ajuda, mas como a entidade do bem é também uma procurada da polícia ficou difícil pra ele de acreditar, e resultou naquela cena de choque do fim do episódio. É difícil entender bastante coisas, os sensates têm poderes? Qual o critério para eles conectarem-se? Por que as vezes eles se veem, outras estão no corpo do outro por um instante? É confuso, espero que tenha um esclarecimento nos próximos episódios.

ps: O momento que Will viu que Jonas tinha aparecido no carro dele e surtou, eu ri viu.

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No mais, amo a trilha sonora e baixei até minhas expectativas para os próximos episódios por medo de não me decepcionar, mas sense8 mostra ser uma narrativa de grande potencial e que pode render muita boa história, se souberem trabalhar. E vocês? O que acharam? Comentem! Espero que tenham gostado e até a próxima.

Antonio Netto
Antonio Netto

Estudante de Engenharia Química. Pernambucano engraçado, dono de uma gargalhada única e de um sotaque marcante. Apaixonado por comida, séries, química e cálculos. Até gosta de estudar mas, sempre que pode, está pelo mundo curtindo e falando da vida alheia.
Deixe-nos um comentário!
  • A série tá perfeita e já me identifiquei muito com dois personagens: Will e Riley. Achei ótima a forma com que a série aborda de alguns assuntos tão incomuns em séries, como por exemplo o moleque lá dizendo: se um policial leva um tiro, passa em todos noticiários; mas todos os dias morre um de nós e ninguém liga (não exatamente com essas palavras).

  • Erick Urpia

    Estou vendo muita gente reclamando da complexidade ou “falta de explicação” dos primeiros episodios, essa serie não é como as outras, não é como as series de super heróis ou polícias que temos atualmente, ela te coloca pra pensar e acredito que por isso eles lançaram a temporada inteira pra que assim possamos ver tudo de vez.

    • Olá Erick, também acredito nisso e acho que o fato dessa “falta de explicação” é necessário pra nos prender aos próximos episódios.

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