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Sharp Objects – S01E03 – Fix

Fix it up”

Mesmo seguindo de forma lenta e gradual, Sharp Objects está conseguindo manter o ar pesado e misterioso da trama, e fazer com que os telespectadores fiquem confusos e intrigados com o suspense que cerca a pequena cidade de Wind Gap. O entendimento de que há mais por trás desses dois assassinatos se confirma após esse terceiro episódio, da qual descobrimos alguns acontecimentos obscuros do passado de Camille, assim como adentramos mais no convívio estranho dela com sua família, e por fim, investigamos as conflitantes evidências sobre os assassinatos. Mesmo com a série aplicando diversos dilemas que podem ser entendidos como pistas, tudo ainda está nas sombras dos acontecimentos, já que é muito difícil ter certeza de um assassino após tantas suspeitas levantadas. 

Está sendo conflitante tentar colocar apenas uma pessoa em um pedestal de culpado, já que estamos entrando em um jogo de pingue-pongue, da qual os dois principais suspeitos ficam rebatendo a culpa um para o outro. É suspeita a atitude de ambos, apesar de achar compreensível tendo em vista que ambos perderam pessoas queridas. Camille está tentando fazer de tudo para tirar o máximo de informações possíveis deles, e preciso dizer que seu trabalho está quase se saindo mais eficaz que o de Willis, porém, a enigmática Adora, mãe da nossa jornalista, em diversas vezes contribui para a estagnação das pesquisas de Camille. Porém, nesse episódio tivemos uma aproximação maior da jornalista com o detetive, e talvez a partir disso eles comecem a trabalhar melhor juntos e somem as informações obtidas para se chegar a uma conclusão. 

E falando na misteriosa e inconveniente Adora, percebemos que ela possui uma grande raiva de Camille, de certo por acha-la culpada pela morte de sua filha Marian. A todo custo ela tenta fazer sua outra filha, Amma, se afastar de Cams, mas a mesma escondida de sua mãe, diz que admira sua meia irmã mais velha e a vê como uma figura de rebeldia e liberdade, que fugiu dos moldes de sua engessada mãe. Porém, Amma é uma pessoa estranha, parecendo ter duas personalidades diferentes, se sentindo coagida quando diante de sua mãe, mas aparentando ser uma criança estranha e fora dos padrões quando sai de casa. Camilla percebe essa atitude estranha e até desconfia da mesma quando ela a segue até o matadouro dos porcos da cidade, mas lá, vemos que Amma fez tudo aquilo de propósito já que ela sabia que estava sendo seguida. O que será que essa jovem pode esconder? Assim como sua ininterrupta mãe, que poda todos a sua volta parecendo esconder algo. Além disso, temos a passividade do padastro de Camilla, e o quão distante ele aparenta estar de tudo, o que por fim acaba o colocando em posição também suspeita. 

Por fim, neste episódio tivemos um flashback bastante perturbador, que mostra a ida de Camille, já adulta, para uma clínica psiquiátrica devido seu problema de automutilação. Lá, ela conheceu uma jovem chamada Alice, que sofre dos mesmos problemas que ela, e que percebemos que houve uma rápida conexão entre as duas. O celular com as músicas que a jornalista está sempre ouvindo no carro, pertencem a essa jovem, e procuramos entender qual a ligação das duas, até que ao final do episódio, descobrimos que Alice se matou possivelmente devido aos seus problemas familiares. Em decorrer a isso, Cams, que encontrou Alice morta no quarto, também se mutila em uma cena bastante chocante quando ela corta seu pulso. Apesar desses flashbacks, ainda não temos certeza do motivo que leva Camille a tomar tais atitudes, sendo o mais provável deles a morte de sua irmã. O mistério se eleva quando percebemos que Camille usa seu corpo como um “bloco de anotações” e ela sempre escreve palavras que condizem com o episódio em questão. Há muito ainda a se descobrir do passado de Camille, como os acontecimentos durante seu período escolar sendo uma líder de torcida, e o encontro da misteriosa cabana com aquelas fotografias bizarras. Muito segredo envolve Sharp Objects, então devemos ficar atentos para uma possível e grandiosa explosão de acontecimentos que levará a solução de todos esses mistérios. 

 

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Ricardo Souza

Tem gente que diz que sou um amorzinho, eu digo que sou um trouxa. Viciado em maratonar séries e ficar na bad depois de assistir tudo em um dia. Amo muito música indie, quando quiser me chamar pra ouvir Florence já sabe onde procurar. Mineiro do interior que não puxa o 'r' quando fala, mas adora um pão de queijo.

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