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Sharp Objects – S01E06 – Cherry

“Parece uma cereja suculenta, vontade de morder”

Será que a mente humana é uma caixinha de surpresas?

Confesso que em “Sharp Objects” isso fica cada vez mais óbvio. Principalmente quando conhecemos um pouco mais das camadas de seus personagens principais.

E que a automutilação não é apenas através de “objetos cortantes”, mas de outras alternativas de autopunição, como drogas (Amma) ou atos de redenção (Jackie).

E se isso ficou um pouco confuso, então vem comigo que vamos desmiuçar uma pouco destas automutilações indiretas. #Partiu

Se por um lado o mistério paira em Wind Gap, por outro, nossa lista de suspeitos aumenta. E já reparou que o nome de Adora é mais doce que a bala de Amma?

E por mais óbvio que pareça, sim tenho minhas desconfianças sobre ela. Até porque não é segredo que ela faz questão de manter as verdades de Wind Gap guardadas a sete chaves.

Afinal, pessoas influentes tem muito mais poder do que aquelas com distintivo – se é que me entende.

Mas mudando um pouco o foco. Você reparou em Ashley Wheeler possui um incessante desejo em evidenciar sua importância a John?

E também reparou sua afirmação de que “o assassino quer popularidade”? Por que tanta precisão nesta informação?

Não podemos negar que afirmações desse tipo significam uma coisa: “onde há fumaça, há fogo”. Principalmente porque a angústia de John aparenta ser algo muito além do que um mero luto, mas a de um segredo dilacerador. Ou seja, por mais que ele não esteja diretamente ligado aos crimes, ele sabe de alguma coisa…

Vamos ser mais ousados em nossa análise?

O que Ashley e Adora tem em comum?

E por mais que elas tenham perfis diferentes, as duas dominam a arte de manter a “paz” entre os envolvidos – mesmo que por aparências.

E a suspeita aumenta sobre as duas quando lembramos que Natalie foi levada por uma mulher de branco e que ela não foi violentada sexualmente. O que leva a crer que o assassino seja uma mulher.

Mas e os dentes arrancados? O detetive Richards comprovou que só um homem teria força para arrancá-los.

E se eu disser que podemos estar lidando com um culto e os crimes fazerem parte de um ritual de passagem ao novo assassino?

Até porque na piscina, John enfrenta as provocações de Amma, e afirma que seu dia vai chegar – reforçando assim, a hipótese de um culto. Logo, Adora pode ser a líder deste culto e por isso sua preocupação que Amma não saia de casa. Porque ela já sabe que a filha será a próxima vítima.

Lembra que Amma comentou com Camille que “tem a sensação de que algo ruim vai acontecer e só estar esperando”?

Hummm… se esta teoria estiver certa, então justifica a sua necessidade de chamar a atenção. Uma forma de ter certeza que ela é importante onde quer que ela passe.

Afinal precisamos lembrar que Camille viu a imagem da irmã em decomposição na casa abandonada. Será uma premonição ou tudo já aconteceu e Camille está só lembrando?

Mas também temos a hipótese de estarmos lidando com alguém com um TDP (Transtorno Dissociativo de Personalidade) – antigamente conhecido como dupla personalidade.

Assim, as mortes das adolescentes estaria ligada a uma espécie de ritual de purificação. Muito semelhante ao filme “Fragmentados”(2017), ou estilo ao “Psicose” (1960) e seu derivado “Bates Motel” (2013-2017).

Afinal, conforme estas três produções, cada uma das personalidades possui a capacidade de desenvolver características peculiares entre si – desde doenças, a força física extraordinária. E ambos tem o objetivo de limpar o pecado do mundo, pelo menos nestas histórias – que pesado né?

Vale lembrar que o Transtorno Dissociativo de Personalidade geralmente é causado por uma reação a um trauma que faz com que o indivíduo evite as memórias ruins.

O que não seria novidade, porque há mais mistérios em Wind Gap, do que entre o céu e a terra. Sorry Shakespeare!

Diante disso, nos deparamos com a nossa terceira suspeita, Jackie O’Neil – a fofoqueira da cidade. Afinal ela sabe de tudo e se revolta com a hipocrisia exacerbada em  Wind Gap.

E o que dizer de sua postura em limpar o local onde acharam o cadáver de Natalie? E por que ela afirmar que seu ato compensa toda as maldades? Nada é dito aleatoriamente, você não acha?

Outro ponto importante é de Kirk Lacey pedindo perdão a Camille, pelo que fez no passado – ser uma dos agressores de nossa rosa delicada. Afinal, como ele mesmo diz: “o passado é uma sombra”. E se a teoria do culto for verdade, ela é reforçada quando Kirk afirma que hoje ele tem filhos e enxerga que seu ato foi insano.

Sendo assim, se o crimes forem realmente um ato de purificação, então eles podem estar relacionados ao dia em que Camille foi violentada em seu aniversário. Não acha?

Antes de finalizar não podíamos esquecer da frase da irmã falecida de Camille (Marian Crellin): “Vontade de morder”. E que é reforçado por Adora: “Parece uma cereja suculenta”.

Você lembra que Alan Crellin (padrasto) morde a própria mão em um episódio? Será que essa sua mania está relacionada com o corte escrito “Cereja” que Camille fez em sua coxa? Será que ela foi abusada pelo padrasto?

Se for o caso, então justifica a falta de amor de Adora por Camille. O que torna torna o quadro nauseante demais. Porque uma mãe saber que a filha foi abusada pelo marido e ainda culpá-la por isso, é algo totalmente insano e deplorável. Aumentando nossa empatia e preocupação por Camille Preaker

Infelizmente por mais louco e horrendo pareça, só temos algo a dizer: “Isso é muito Wind Gap”. E como estou no rol daqueles que também não leram o livro, encerro o post ansioso em desvendar logo este mistério que assola em Sharp Objects. E você o que acha destas teorias?

Deixe seu comentário e vamos conversar, porque a série tem muita pauta para conversar.

Até a próxima review J

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Dandy Souza

Um libriano amante de um bom suspense casado com o belo terror psicológico, porque a vida precisa de emoções. Seu lema: "toda obra tem sua moral, então fique atento aos detalhes". Twitter: @dandysouza81

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