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Solar Opposites – S01E03/04 – The Quantum Ring/The Booster Manifold

Os mistérios da biologia shorlpiana e as aventuras de Pupa.

Depois de quatro episódios para digerir os personagens e entender melhor a storyline que envolve-os, me pego rindo a respeito de eles terem fontes riquíssimas de tecnologia e tantos mistérios em volta de suas próprias vidas, mas vivem na incansável busca pela aprovação da raça humana e por se sentirem parte da comunidade. Tal narrativa fala bem sobre os seres humanos no geral, pois nós temos tanta beleza em nossas vidas, no entanto, muitas vezes, não é suficiente e seguimos a insaciável tendência de querer o que outras pessoas têm.

Dito isso, é possível irmos mais a fundo na viagem que Solar Opposites nos convida a embarcar, nela temos trabalho de cena em duplas e Pupa sozinho, como dito na review anterior. Já nestes episódios, resolveram se aprofundar no mundo que existe dentro do quarto de Jesse e Yummyulack. A alusão mundo fora dali, tratando-se da milícia que aborda todos novos habitantes, a barganha de utilidades, a religião e Duke, podendo ser considerado um chefe de estado, me leva a pensar nas necessidades da humanidade e a parte mais interessante de tudo é perceber que eles brincam com o uso excessivo de doces, mais especificamente se tratarmos das substâncias químicas e a reação dos usuários.

As piadas e menções feitas das personalidades e afins da atualidade, como o próprio serviço de streaming casa da animação, foi um dos pontos legais do episódio, pois este é um tipo de artifício utilizado por diversas animações. Outra coisa que tenho apreciado bastante foi a escolha de colocarem Jesse e Yummy para vivenciarem o período escolar, pois abre mais ainda o leque de possibilidades para diversos tipos de estórias e diversão.

É preciso falar também sobre os mistérios da biologia shorlpiana. Recebi de forma bastante positiva essa ideia de eles gerarem gloobers em momentos que estão sob elevado estresse emocional, pois parece uma interpretação ao fato de sobrecarregarmos nosso cérebro com energia em momentos como esse. Quando há sobrecarga excessiva podemos nos prejudicar seriamente, e essa pode ter sido a ideia por trás do goobler vermelho. Fiquei rindo de maravilhado com a ideia de um bebê ser gerado no cérebro deles quando o estresse for acima do insuportável, e os shorlpianos morrem, pareceu algo como se a dor do parto normal fosse a maior do mundo. Ainda neste contexto, tivemos as flores na cabeça das réplicas, nome dado para crianças em Shorlp, o que acaba sendo bem conveniente, já que não parece haver gênero dentre eles.

Certamente todos os personagens me cativaram, porém, particularmente nesses dois episódios, amei a interação entre Terry e Korvo, não há mais dúvidas minhas de que são um casal e essa crítica subjetiva me faz amar mais ainda a animação, uma vez que não se dá à mínima para gênero. Nesses dois episódios vimos as estórias que tiveram destaque no teaser da temporada, com o gloober vermelho, os zumbis adolescentes, o buraco negro e, claramente a melhor parte, as armas de cura por infecção da mistura das essência das flores de Jesse e Yummy. Em paralelo a todos acontecimentos, tivemos Pupa roubando a cena no terceiro episódio três e passando por maus bocados no quarto. A continuidade que parece existir entre um episódio e outro é legal, mas tive a impressão de que isso ocorreu explicitamente, pois não se sabe onde o buraco negro do segundo episódio foi parar, só espero que haja uma continuidade para ver o desfecho em relação ao gloober vermelho e qual o paradeiro de Pupa.

Só posso afirmar para vocês que esse duo de episódios foi melhor que o anterior. Aproveito para convidar-lhes a compartilharem suas opiniões ou até mesmo dicas, sejam sobre a série, review ou do site. Agradeço por nos acompanharem e até a próxima!

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Antonio Netto

Estudante de Engenharia Química. Pernambucano engraçado, dono de uma gargalhada única e de um sotaque marcante. Apaixonado por comida, séries, química e cálculos. Até gosta de estudar mas, sempre que pode, está pelo mundo curtindo e falando da vida alheia.

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