Posts Populares

Solar Opposites – S02 – Novas aventuras

Absurdamente cômico.

O primeiro episódio abre o leque de possibilidades, mostra a versatilidade dos produtores em interagir com outras realidades e reafirma as questões sociais absorvidas pelos shlorpianos enquanto moradores da terra. Acredito que se estivesse chapado talvez tivesse aproveitado melhor esse primeiro contato, mas achei cômico pararem a animação para pedirem 1 milhão de dólares. Além de matar a saudade da voz de Jane Lynch, o episódio estabeleceu um padrão com aleatoriedades que é a marca de um dos co-criadores e, certamente, põe a animação como uma ótima alternativa para quem busca uma fuga de realidade. Engraçado só a inversão de valores vendo os tais shlorpianos ricos comendo lixo. Sem contar que fico a refletir sobre a perspicácia de Korvo em contornar todo o problema.

A essência do absurdo cômico ganha maior destaque ainda no segundo episódio, quando retornam com o núcleo da Parede após o grande desfecho vivenciado na temporada anterior. Fica evidente que a produção ousa ainda mais em brincar com a realidade, aproveitando-se do fato de serem extraterrestres, para assim investir em ideias que não seguem a lógica comum, mas estabelece um padrão de qualidade alto para a animação. Amo a forma que eles brincam com as relações interpessoais dos humanos e o impacto que traz para os shlorpianos que, de alguma forma, sempre buscam se enquadrar nos padrões da sociedade onde vivem. De bônus temos Pupa em evidência mais do que nunca e os gloobers (formas de vida roxa que os shorlpianos produzem em situações de tensão) passaram a ser só um detalhe, ao passo que gostaria de ver a continuidade do gloober vermelho que fugiu na temporada passada.

O episódio três é o melhor até então e a abordagem sobre a construção social em volta das academias e a busca insaciável em moldar outras pessoas à sua maneira foram trunfos, desenvolvidos e contornados do jeito absurdo, e totalmente aceitável da produção. O senso de humor aqui usado é acessível e perspicaz. É extremamente inteligente o humor da produção, e o episódio quatro vem para reafirmar isto. Acaba sendo de praxe o alcance dos shlorpianos em definir o curso de suas estórias, e mais engraçado é quando satirizam a mudança de roteiro. Interessante também terem dando continuidade à trama na Parede, pois é nos dá a oportunidade de visualizar outra perspectiva dentro da animação.

É deveras envolvente a sequência de reviravoltas que prestigiamos no episódio cinco, a forma que eles constroem e insistem na satirização. E obviamente que estou escrevendo a review episode by episode, sendo assim tenho a oportunidade de mostrar minhas impressões isoladas e seguir a ordem cronológica dos fatos. Amei que o red gloober voltou, mas incesto rolou solto e é sobre isso, cativante também é a relação familiar entre os shlorpianos e o acompanhamento dos dramas diários vivenciados em duplas, a dinâmica de Solar Opposites, inclusive em se proclamarem dessa forma na temporada atual, é certeira e eficaz. Menção ao Brasil e críticas sociais ao comportamento humano foi a temática do episódio seis, interessante perceber que a produção dá muita importância ao núcleo da Parede.

Algo me diz que a produção de Solar Opposites está querendo um spinoff e o sétimo episódio vem para mostrar a potencial trama. Digo isso por crer que seria interessante e, agora com um grande marco acontecendo, a nova animação teria tudo para ser uma dramédia. Eles foram espertos em convidar Sterling K. Brown para participar, pois tem tornado o ambiente bem mais agradável. Cherie é uma ótima personagem e trazê-la tão perspicazmente elevou o patamar do episódio, do qual tivemos ausência de destaque dos shlorpianos, à medida que retrata-se a humanidade como uma raça desbravadora, bem como o amor de Pupa.

A finalização desta temporada veio com críticas sociais e satirização em torno do que nos faz sentir realizados na vida antes da morte. Esses produtores realmente se mostraram ecifazes nesse ano e ainda trouxeram surpresas e interagiram com o canal diversas vezes. Mencionaram o Brasil, romantizaram o pós-vida da melhor forma possível e ainda reafirmaram as possibilidades de reviravoltas instantâneas. Solar Opposites, para mim, confirma-se como uma animação ousada e com senso de humor maduro e bem absurdo, dependendo da pauta.

No mais, aproveito para agradecer aos leitores por nos acompanharem e convidar-lhes para compartilharem suas impressões aqui, seja da animação ou da review. Abração a todes, espero encontrar-lhes em outras oportunidades.

gostou da matéria? deixe um comentário!

Antonio Netto

Estudante de Engenharia Química. Pernambucano engraçado, dono de uma gargalhada única e de um sotaque marcante. Apaixonado por comida, séries, química e cálculos. Até gosta de estudar mas, sempre que pode, está pelo mundo curtindo e falando da vida alheia.

Tema por Gabriela Gomes Todos os direitos reservados ao Panela de Séries