Stranger Things chegou ao final da primeira temporada de forma espetacular, já deixando engatilhada uma segunda temporada, e fechando um ciclo com grande chave. No melhor episódio da série, os criadores apostaram em resolver todos os arcos e conflitos criados nos episódios anteriores, e deixando algumas surpresinhas para nós fãs. O último episódio da temporada foca em três linhas narrativas, acontecendo simultaneamente.

A primeira linha foca em Joyce e Hopper, que após um forçado tratado com os agente do governo, conseguem atravessar o portal para o mundo invertido para resgartar Will. A história deles é bem previsível, e se não fosse pelas interações com Nancy e Jonathan serem muito bem inseridas, seria apenas mais uma cena de ação da série. Porém, Winona Ryder e David Harbour são ótimos atores e conseguem fazer acontecer em tela, e por fim encontram e salvam Will após alguns passeios pelo mundo invertido.

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As cenas de Hopper perdendo a filha foram bem clichê, sempre imaginamos que ele teria alguma ligação a mais com este caso, e os flashbacks dele perdendo a filha para o câncer intercalados com o salvamento de Will serviram como cena dramática do episódio. Bem feitas. Agora, teorias para uma season 2: seria a filha de Hopper a Dez? Ou a Sete? Ou até a Um?? Ao revelar que ele tem alguns privilégios com a agência (o que justifica como ele conseguiu se safar com facilidade deles) nos faz pensar no que pode acontecer no futuro com esse personagem.

A segunda linha do episódio está focada e Nancy e Jonathan, lutando contra o monstro na casa dos Byrden. Com cenas de ação mais interessantes, e um plano bem executado, os dois (com a ajuda de Steve) conseguem botar fogo no demagorgo. Com certeza um dos momentos desse finale, porém um pouco desperdiçado pois no final parece que tudo que eles fizeram não serviu nem pra fazer cócegas no monstro, já que ele estava firme e forte correndo atrás dos meninos mais tarde. Ao menos serviu para deixar um rastro no mundo invertido que levou até Will. Preciso comentar que o CGI do monstro ficou bem mazomenos, espero que melhore no futuro.

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Por fim, a terceira linha de personagens do episódio focou nas crianças, maravilhosas. Nosso grupo de aventureiros preferidos do mundo ficaram na espera dentro da escola, e acabam recebendo a visita dos agentes, e posteriormente do demagorgo. Novamente, como durante toda a série, Onze nos deixa boquiabertos com seus poderes e com o talento de Millie Bobby Brown. A cena que ela recebe o beijo de Mike é fofíssima e lembrou muito o clássico Minha Primeira Namorada. E quando ela finalmente enfrenta o monstro e se sacrifica pelos meninos, quem coração de pedra que não soltou um suor masculino pelo olho?

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Stranger Things termina com um saldo bastane positivo em sua primeira temporada, com uma história bem redondinha e construída. A série sempre se destacou pela identidade e referências diretas dos anos 80, com uma vibe de filmes que nós (pelo menos os dinos do panela) cresceram assistindo na sessão da tarde, como Goonies, ET e Super 8. O grupo de crianças com sede pela aventura foi trazido com maestria para a atualidade em uma série cujo maior propósito é divertir e nos proporcionar essa nostalgia maravilhosa.

O Panela de Séries já fez até uma coluna especial para este detalhe, mas vale a pena destacar novamente a belíssima trilha sonora, maravilhosamente encaixada na atmosfera da série com nomes como Joy Division, David Bowie e The Clash, muito The Clash. A fotografia, os diálogos e os estereótipos dos personagens foram muito bem construídos em toda a série, e só contribuem para essa identidade visual incrível de Stranger Things.

Falando em identidade, esse pode ser meu único ponto negativo a apontar, a falta de originalidade de alguns aspectos. A série se apoia em diversos clichês (a mãe atrás do filho perdido, o xerife da cidade, a mocinha com o bad boy, as crianças descobrindo mais coisas que os adultos), mas faz de forma tão bem feita que dá gosto de ver. Porém, nessa salada de clichês, falta espaço para originalidade e criar um fator que a diferencie de todos os filmes que a inspiraram.

Os criadores Matt e Ross Duffer (de Wayward Pines), acertaram a mão e criaram mais uma febre no Netflix para nossa alegria. Acompanhar Stranger Things foi um grande prazer, a série é fácil e divertida, e nos encanta a cada episódio. Esperamos ansiosos por uma segunda temporada para descobrir o que está acontecendo com Will e as outras pontinhas que ficaram soltas. Comentem aqui suas teorias, expectativas para season 2 e observações da season 1.

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Fernando Zingler
Fernando Zingler

Gaúcho, engenheiro, mestre em Engenharia de Transportes. Ama Zelda, Pokemon e vôlei, e é apaixonado por séries e músicas em geral. No Panela, assim como na vida, fala coisas aleatórias sobre comedias românticas, tipo Modern Family e LOVE, e eventualmente participa da cobertura do The Voice.
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