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Supergirl
Supergirl – 6ª Temporada – Um final decepcionante

Supergirl, uma das principais séries do chamado Arrowverse, universo compartilhado de séries da DC na emissora CW, chegou ao fim após a sua sexta temporada. Supergirl sempre se destacou por também ser uma das produções mais regulares em quesito de qualidade do Arrowverse, ao menos até a sua quarta temporada.

Contudo, a partir da quinta temporada da série, Supergirl decidiu seguir o mesmo destino de The Flash, onde a sua qualidade caiu drasticamente para algo que beira o ridículo. Em sua sexta e última temporada, a expectativa era de uma história digna de encerramento, porém, não foi isso que tivemos.

Vilões

Imagem: CW

Supergirl nos trouxe uma ótima versão do Lex Luthor com Jon Cryer, contudo, desde sua introdução, a trama forçou Lex como o vilão quase que principal em todas as temporadas, o que acabou saturando o vilão com tramas superficiais e forçadas. Na sexta temporada, após ir para a Zona Fantasma por Lex Luthor, Kara (Melissa Benoist) enfrenta traumas e conhece a duende da quinta dimensão Nyxlygsptlnz, interpretada por Peta Sergeant.

Não vamos entrar em muitos detalhes sobre o último ano para evitarmos spoilers narrativos para quem irá assistir. Porém, Nixly era uma vilã no mínimo aceitável, até forçarem Lex novamente na trama. Nixly tinha seus objetivos e um passado que justificava tudo, mas o acréscimo de Lex forçou uma trama narrativa de romance entre ambos que não combinava com as características de ambos os personagens.

A história mostra a Nixly atrás dos sete totens dos sete elementos do mundo, que são: Humanidade, destino, coragem, amor, sonho, esperança e verdade. Assim, ao longo dos episódios acompanhamos a disputa das duas personagens para encontrar e reunir os totens, Kara tenta impedir Nixly.

Narrativa

Supergirl

Imagem: CW

A narrativa se torna tão maçante e forçada que as histórias mais interessantes da temporada acabaram sendo a de Alex (Chyler Leigh) e seu romance com Kelly (Azie Tesfai), junto de Nia Nal (Nicole Maines) e sua jornada para dominar todos os segredos de ser a Sonhadora e usar seus poderes da melhor forma possível.

As tramas políticas envolvendo Kelly e seu desenvolvimento até se tornar a heroína Guardiã também foram muito boas. Elas acabam abordando as questões raciais que a personagem teve que enfrentar durante a sua vida. Isso fica ainda melhor quando vemos Alex e Kelly finalmente se tornando mães, adotando Esme, uma garotinha carismática que trouxe vida aos episódios finais da temporada.

A trama também focou bastante em questões envolvendo jornalismo e a mídia, porém, vemos uma representação forçada e tosca do que realmente é o jornalismo. As questões de éticas são totalmente deixadas de lado, a editora do jornal prejudica a credibilidade de seus repórteres utilizando os nomes deles sem permissão para informações obtidas de formas ilegais e antiéticas. É importante deixar registrado que todas as representações de jornalismo que foram mostradas ao longo dos episódios devem ser ignoradas. Elas corresponderem ao que o jornalismo deve ser e o que é.

A trama de Supergirl também trouxe uma abordagem bastante ousada e que vai contra tudo o que a personagem de Lena Luthor (Katie McGrath) acreditava. Além disso, personagens com bastante potencial como J’onn J’onzz (David Harewood) ficam totalmente deixados de lado. J’onn e outros acabam sendo transformados em versões caricatas do que realmente poderiam ser.

O que podemos concluir?

Imagem: CW

Fora isso, Supergirl ainda sofre com os problemas recorrentes da CW, como efeitos especiais horríveis, escolhas narrativas preguiçosas e atuações que fogem do bom. Contudo, podemos excluir o último episódio de tudo que falamos acima, pois as escolhas para encerrar as histórias de cada personagem foram muito boas. Elas contribuíram para a evolução e desenvolvimento de cada um.

Quando olhamos somente para o último episódio, podemos concluir que foi um final excelente. Porém, quando olhamos para a temporada como um todo, vemos que este foi um dos piores finais possíveis. De forma geral, Supergirl marcou como uma das principais séries de heróis, especialmente em um universo compartilhado cheio de altos e baixos. Contudo, a escolha de encerrar a série foi melhor do que a possibilidade de continuar uma história de forma arrastada.

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Viciado em séries e filmes desde sempre. Leitor assíduo e estudante de jornalismo. Um dia vou realizar meu sonho de deixar as séries atualizadas.

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