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Supernatural – S14E18/19 – Absence/Jack in the Box

O que fazer quando o ser mais poderoso do planeta tá descontrolado?

E a Mary sumiu. Desapareceu, não tá em lugar nenhum. Enquanto isso, o Jack tá voando por aí, sem rumo específico. Até dá pra ter uma ideia do que pode ter acontecido entre os dois, principalmente porque a série tá mostrando flashbacks de interações entre Jack e Mary. Só que, pra coroar esse mental breakdown do menino, surge o Lucifer na forma do Nick, mas só na cabeça do guri pra aumentar de vez a paranoia dele. E vem a confirmação de que, de fato, ele matou a Mary. O subconsciente não mente pra gente.

Seguindo as coordenadas do GPS, os Winchester chegam na cabana onde tudo aconteceu, e descobrem que o final do Nick e uma marca de explosão bem grande ali perto. A vibe desse episódio, pra dar a real, é um ar de flashback imenso. Cada personagem fica relembrando de histórias com a Mary, inclusive histórias que a gente nunca viu. Porém, acontece algo meio que inesperado. Como nem Sam, nem Dean, nem Castiel sabem o que aconteceu, embora o pior já seja esperado, o Dean diz que se acontecer algo com a Mary, a culpa vai ser dele. E até dá pra entender, já que ele guardou pra si a coisa da perda da alma do Jack, mas me soa meio exagerado (mesmo levando em conta que é a mãe dele), já que ele passou a vida toda não contando coisas pra família.

Percebendo a merda que fez, e o peso dela, o Jack vai atrás da Rowena, confessando que matou a Mary e querendo um jeito de trazer ela de volta. Supostamente existe um jeito de fazer isso acontecer, mas o plano da bruxa era enrolar o guri até os Winchester chegarem lá. Eles até chegam, mas fica bem complicado de alcançar alguém que pode se teletransportar por aí. Os ingredientes não são exatamente complexos, e enquanto tudo tá sendo preparado, a Rowena percebe que tem algo de estranho, mais do que o estranho comum, com o guri. Mas falta algo essencial pro feitiço funcionar, algo que é basicamente impossível: o corpo da Mary.

A gente sabe que o pessoal de Supernatural tem uma dificuldade imensa de aceitar a morte. Poucos personagens ficaram realmente mortos e, na maioria deles, houve uma forte tentativa de tentar contornar o falecimento. E, com a Mary, é óbvio que não seria diferente. O Castiel foi até a porta do céu pra falar com alguém, no caso a Naomi, mas quem atende é a Dumah, que diz que a Mary tá em paz, em um céu especial. E ela tá lá com o John, e finalmente eles podem ficar juntos.

E quando trazem ela de volta, não é bem ela. É só o corpo, só a casca. Que vai servir pra fins de enterro e tudo o mais, mas a Mary morreu de vez. A cena do velório é bonita, é respeitosa, é linda como deveria ser o funeral da mãe dos Winchester. O episódio como um todo foi bom, com referências a ela durante todo o tempo e foi um belo fechamento de ciclo.

Aí, no próximo episódio, os Hunters tão reunidos, pra aquela coisa que homenagem ao morto e tudo o mais. Do NADA, surge uma machadinha na cabeça de um dos convidados e um Bobby muito sorridente. Mas é necessário falar sobre o que fazer com o Jack. O pessoal gosta dele e tudo o mais, mas só tem um jeito disso acabar. A ideia do Bobby é matar o filho do Lúcifer, simples assim. Não dá pra confiar em alguém que não tem noção do que é certo e errado e não tem pleno controle sobre os poderes quase divinos que tem.

Aí as coisas começam a acontecer meio que rápido demais. O Jack tá vendo e conversando com o subconsciente que apareceu na forma do Nick, e esse Nick tá buscando afastar ele cada vez mais dos Winchester; o Dean, em um raro momento em que se permitiu fraqueza, tá chorando a morte da mãe. Além disso, o Castiel vai até o céu pedindo ajuda pra lidar com o Jack, já que ele tem a crença de que, com a ajuda e tempo e paciência, é possível trazer o guri de volta pro lado certo.

Aí a Dumah, muito esperta e preocupada com o futuro dos anjos, vai atrás do Jack pra servir como uma espécie de guia e, ao mesmo tempo, utilizar os poderes dele pra benefício próprio. E o que ela faz? Primeiramente, manda ele falar com um professor, reconhecido por fazer textos ateus, que obviamente acha que tudo aquilo é uma grande mentira. O que acontece com ele? Vira sal. Em seguida, uma mulher cai numa fenda que fechou logo em cima dela. E não bastasse isso, ela quer que ele crie mais anjos, já que o céu tá com bem poucos. E pra saber quais humanos são candidatos em potencial, ele vai sentar na cadeira em que o avô dele sentou pra ouvir algumas preces.

Porém, não é ideia do pessoal matar o Jack, afinal de contas ele se tornou parte da família. Mas tem aquela caixa lá né, que o Dean ia ficar pra proteger o mundo do Michael malvado. Mas, vai ter que ser por uma escolha dele, não por uma imposição ou obrigação; só que a ideia do Dean envolve enganar ele, dizendo que existe um feitiço que permitiria a reconstrução da alma dele.

Então, depois do Castiel ir pro céu confrontar a Dumah, o Sam reza pro Jack, dizendo que eles tão dispostos a ouvir ele, que eles são parte da família e toda essa coisa Winchester de sempre. E não é que o guri aparece lá? E, depois de não muita conversa, na verdade, eles conseguem convencer o Jack a entrar na caixa, de bom grado, com um sorriso no rosto. Mas aí surge o Nick pra falar “olha só, eles te engaram” E por melhor construída que tenha sido a caixa, ela foi feita pra segurar um arcanjo, não o Jack. E, obviamente, ela falha.

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Rafael Augusto

Um hiperativo que não sabe viver sem ler, escrever, ouvir música, ver séries e filmes, geralmente tudo ao mesmo tempo. Fã de ficção científica, suspense, Stephen King e histórias em quadrinhos.

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