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Supernatural – S15E07 – Last Call

“Por que você se importa tanto, Dean?”

“Porque alguém precisa se importar.”

Ao mesmo tempo que as coisas tão voltando ao normal, elas tão meio estranhas. E esse episódio acerta e erra, porém não na mesma medida, ao trazer esses retornos. Indo por partes: a relação Sam e Eileen é linda, fofa, dá um respiro de normalidade numa vida tomada por tristeza, dor e abandono; e faz bem pro Sam de uma forma que poucas coisas nesses 15 anos fizeram. Ele sabia, em algum lugar da mente dele, que não teria uma vida normal, seja sozinho ou acompanhado, já que ser um caçador era a única vida que ele realmente conhecia. Então, ter um relacionamento com outra pessoa desse mesmo meio era a possibilidade plausível e mais coerente.

E também tivemos a volta do Castiel, e ela se deu em mais de um sentido. Além de ter voltado fisicamente, ele voltou a ser aquele anjo badass e sem muito coração que a gente conheceu no começo da série. Nesse mundo onde o Chuck tá revoltado querendo acabar com a história, faz muito sentido que ele reassuma essa parte dele de novo. E dá pra perceber que ele tá realmente sem muitos escrúpulos porque na hora de conseguir o que era necessário pro plano, ele não teve nenhum pudor em ameaçar o Serguei.

Aí, assim como o Sam teve (e tá tendo) um descanso, o Dean também resolveu dar um tempo, mesmo que fosse indo atrás de um caso de pessoa desaparecida. Ao chegar lá, inicialmente ele não descobre muita coisa, mas chega no bar onde a guria desapareceu e reconhece um amigo dos velhos tempos. E aí que o episódio realmente ganha vida. Ver o Sam feliz é algo ótimo, mas ver o Dean se divertindo depois de todas as merdas que rolaram e ainda tão rolando é maravilhoso demais. Ele bebe, ele canta, ele conta histórias, relembra casos antigos, e faz tudo isso com um sorriso no rosto. Mesmo quando rola o plot twist – que a gente sentia que tava pra chegar mas preferia fingir que não -, ele sabe que tá ali acima de tudo em uma missão, pra resolver um problema criado por um monstro. A coreografia da cena de luta é ótima, de um nível que não se via há algum tempo na série.

Sempre que eles pensam em um plano pra derrotar o Chuck eu fico pensando que ele literalmente escreveu o que vai acontecer, o que complica qualquer chance de tentar surpreender o cara. E ainda assim, da mesma forma que a Amara não podia morrer sem bugar todo o universo, o Chuck também precisa existir naquela dualidade luz e trevas. Mas veremos cenas dos próximos episódios.

(Dá pra pensar que o Dean não mataria um outro humano se não fosse estritamente obrigado a fazer isso, já que o lance dele é com monstros. Mas é tipo Scooby Doo, às vezes os humanos são os monstros e não tem muito o que fazer em relação a isso).

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Rafael Augusto

Um hiperativo que não sabe viver sem ler, escrever, ouvir música, ver séries e filmes, geralmente tudo ao mesmo tempo. Fã de ficção científica, suspense, Stephen King e histórias em quadrinhos.

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