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Supernatural – S15E08 – Our Father Who Aren’t In Heaven

Deus é um grande escroto. E Seu preferido começa a descobrir isso.

As pessoas em Supernatural costumam voltar, de uma forma ou de outra. A morte não é necessariamente o final da linha pros personagens da série, exceto algumas (dolorosas exceções). Então a gente sabe que, mais cedo ou mais tarde, tem uma chance bem razoável daquele personagem que a gente ama voltar, como se nada tivesse acontecido. Nesse episódio, isso aconteceu com a Rowena, que morreu só pra ser promovida, veja só.

Mas o caminho que leva até ela é relativamente interessante. Enquanto buscam novas formas de derrotar/prender Deus, os Winchester acabam lembrando da Tábua dos Demônios, cogitando que lá tem alguma coisa que dê a eles essa resposta que eles tanto buscam. E até funciona, já que lá tá escrito que Deus tem medo de alguma coisa, e só o favorito dele, segundo palavras do Metatron, sabe qual é esse medo. O favorito dele deixou de ser Lúcifer, que quando a tábua foi escrita já tava preso no Inferno, então o cargo caiu no colo do Miguel. Porém, ele também tá preso no Inferno, veja só, e reza a lenda que ele tá completamente maluco depois de ficar tanto tempo na jaula. Como nem Dean nem Sam confiam na palavra de Chuck ou do Lúcifer, eles acreditam que o melhor jeito de descobrir se as histórias são reais e ir lá e conferir.

Porém, Deus não gosta muito da ideia de ter pessoas descobrindo seus medos, então ele usa o Donatello como seu fone bluetooth e avisa os irmãos que isso não vai terminar bem. Sabendo que ameaçar eles não adianta muito, o aviso vai pros entes queridos deles, que são o mais próximo de um ponto fraco que eles têm. Deus não vai parar, eles sabem disso, o único jeito é derrotar/prender ele. E resgatar Miguel ainda é o melhor (único) plano que eles têm no momento.

Chegando lá, a primeira coisa que eles encontram é uma recepção violenta de três demônios. E nada ali indica que eles teriam a menor chance de ganhar essa luta, mesmo com um anjo do lado deles. O que salva eles é a nova Rainha do Inferno.

Apesar de ter sido interessante, a viagem acabou sendo um tanto quanto irrelevante pro propósito deles, já que o Miguel não tava mais no Inferno. Feliz é ele, comendo um hambúrguer e uma pizza na Terra, percebendo que tanto ele quanto o Adam estão um tanto quanto sozinhos no mundo nesse momento. Chuck tá por aí, mas o Michael não sabe; os Winchester tão inclusive procurando ele, mas ele não guarda boas memórias do último encontro com seu irmãos. No meio desse monólogo (?), surge a Lilith, muito interessada em levar o filho de volta pro pai, mas que não tem muito sucesso, afinal de contas é bem complicado dizer pra um arcanjo o que ele deve ou não fazer.

Uma das várias coisas que eu adoro em Supernatural é a forma como eles usam conceitos que a gente tem como óbvios e jogam na nossa cara que sim, são óbvios. Quando um personagem reza pedindo a presença de um anjo, ele geralmente aparece, e isso é algo altamente interessante, porque ninguém imagina que seja tão simples e fácil assim.

Convencer um arcanjo de alguma coisa, de qualquer coisa, da qual ele discorde é uma tarefa bastante complicada. Boa parte do final do episódio é utilizado para isto, inclusive, já que o Miguel não acredita na possibilidade do pai dele ser ruim. Precisa que o Castiel mostre a ele, do jeito mais difícil, que ele e os Winchester tão falando a verdade, que Deus se tornou o maior escroto que já existiu, talvez literalmente.

Trauma e choque passado, Miguel decide ajudar os irmãos, inclusive até diz qual é o feitiço e quais são os ingredientes para fazer com Deus o que fizeram com a Amara. Naturalmente há um ingrediente que beira o impossível, que só pode ser encontrado no lugar mais complicado de sobreviver: o Purgatório.

Porém, Deus, comprovando que é sim esse grande escroto, passa boa parte do episódio enrolando a Eileen e acaba guiando ela, e o Sam, pra uma armadilha divina.

 

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Rafael Augusto

Um hiperativo que não sabe viver sem ler, escrever, ouvir música, ver séries e filmes, geralmente tudo ao mesmo tempo. Fã de ficção científica, suspense, Stephen King e histórias em quadrinhos.

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