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Supernatural – S15E11 – The Gamblers

Aí Supernatural encontrou American Gods.

American Gods, livro escrito pelo genial Neil Gaiman, tem uma premissa altamente interessante: os humanos, no começo da sua existência enquanto espécie, buscavam entender o mundo das formas que eram possíveis a eles. Naquela época, não havia ciência ou qualquer outro conhecimento prévio sobre todas as coisas, então esses humanos depositavam suas crenças em elementos que os rodeavam. Sol, Lua, estrelas, fogo, água, tempestades, raios são exemplos desses elementos que foram elevados ao status de divindade. A partir daí, com a força dos sacrifícios feitos a favor desses “deuses”, entidades surgiram. Com a vida humana surgindo na África, é natural que aquele continente seja um terreno muito fértil para divindades de todas as formas e lá elas foram se tornando cada vez mais fortes. Aí, quando os humanos começaram a ir para outros continentes, os deuses foram junto, acompanhando seu alimento.

Porém, os outros continentes não eram tão “bons” pros deuses, já que eles não nasceram lá, apenas foram levados pelos seus seguidores. E, à medida que o tempo passa, as pessoas vão mudando de crenças, vão esquecendo os deuses antigos e passam a idolatrar outras coisas, que passam a se tornar os novos deuses. Celulares, internet, computadores, mídia, dentre outros, são os Novos Deuses na trama de GaIman, e são absurdamente poderosos, já que passamos todo nosso tempo na frente de algum deles, devotando nosso tempo a eles. O livro é ótimo? É. A série, produzida pela Starz, tem review das duas primeiras temporadas aqui no site: https://paneladeseries.com.br/category/americangods/

Mas, voltando a Supernatural, lá no Alasca, Dean e Sam acham um bar no meio do nada, onde as pessoas apostam sua sorte numa mesa de bilhar. É possível ganhar da banca e sair com mais sorte do que entrou e conseguir seja lá o que a pessoa foi atrás, mas geralmente, como acontece em todo cassino, o pessoal não sabe parar quando tá ganhando e é obrigado a parar quando perde tudo. Eles ainda tão sem a sorte tradicional, mas como ainda tão vivos, dá pra imaginar que eles ainda têm alguma coisa sobrando. E esse restinho que eles apostam nas partidas.

De forma não tão estranha, acontece que os dois Winchester são muito muito bons em bilhar. E eles vão ganhando todos os jogos mas sentem que a sorte heroica deles ainda não voltou ao que era antes. Depois de muito pensar e refletir sobre a situação das pessoas lá, que pareciam estar presas àquele lugar, o Sam percebe que alguém deveria estar roubando a sorte dos participantes – de novo, premissa básica do cassino, parabéns pela genialidade. E é aí que surge a “ligação” com American Gods. Fortuna, a deusa romana da sorte, comanda o lugar e nos conta o seu surgimento e a ligação de Chuck com isso tudo, que sempre foi esse ser mesquinho e invejoso. Os antigos deuses, tal qual acontece no livro, vivem de sobras, apenas para a sobrevivência, nada perto dos seus áureos tempos.

Aí, por mais que tenha derrotado o Sam no jogo que importava, a Fortuna resolve dar a sorte que eles precisavam e também liberta as pessoas que tavam “presas” lá, A justificativa dela é tão boa quanto qualquer uma poderia ser, afirmando que não se deparava com heróis há eras; além disso, quem é que gosta de Deus né? Mas, o interessante dessa nova “sorte” dos meninos é que ela talvez permita que eles fujam dos mandos e desmandos do Chuck, visto que ela veio de outra fonte né. Porém é aquela coisa, sabe-se lá até onde vão os desígnios divinos.

No outro lado da história, o Cass é chamado por um policial porque alguém encontrou o Jack. Ele teve escondido todo esse tempo no Limbo, já que o Chuck sentiria caso ele voltasse pra Terra. Agora que ele voltou, ele andou por aí comendo corações de Grigoris, buscando se fortalecer pra enfrentar o vovô. Possivelmente, já que sempre precisa existir um Deus, ou algo do tipo, pra manter os monstros sob controle, Jack vai acabar se tornando essa próxima divindade, mas Supernatural sempre pode pregar uma peça na gente né.

 

 

 

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Rafael Augusto

Um hiperativo que não sabe viver sem ler, escrever, ouvir música, ver séries e filmes, geralmente tudo ao mesmo tempo. Fã de ficção científica, suspense, Stephen King e histórias em quadrinhos.

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