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Supernatural – S15E14/20 – O final da última temporada [SERIES FINALE]

Depois de 15 anos, Supernatural chegou ao fim.

Dizer que eu esperava mais de Supernatural é dizer o óbvio. Mas, talvez, seja um problema com a expectativa que eu criei. De pois de uma década e meia, eu acreditava que o final seria uma grande recapitulação, com retorno de personagens clássicos, menções a outros personagens e coisas do tipo. Lá no fundo, eu esperava até uma aparição do Crowley, inclusive. Ninguém nunca sequer disse que isso poderia acontecer, então, novamente, me culpo por essa expectativa.

A demora nesse texto, inclusive, tem muito a ver com a sensação que eu tive depois de terminar a série. Havia a impressão de que todos os dias, toda hora, sempre aparecia alguma outra coisa, mais importante, a ser feita. E isso é muito significativo, já que nem vontade de escrever sobre Supernatural eu tinha.

S15E14 – Last Holiday

Mas, falando sobre o final da temporada em si. Depois daquele episódio da fada da floresta cuidando deles dentro do bunker, eu fiquei com uma sensação de que algo grandioso aconteceria. Sabe aquele momento da paz antes da tempestade? Parecia isso que iria acontecer, levando em conta até o nome do episódio, último feriado ou férias.

S15E15 – Gimme Shelter

Em seguida, mais um episódio em que algo acontece mas fica a impressão de que nada acontece. Tem o Jack e o Castiel indo resolver um caso de monstro da semana (porque é bem isso que a gente tá querendo, a essa altura do campeonato), teve o Sam e o Dean indo atrás da Amara pra tentar levar ela pro lado deles mas, fora isso, não teve muita coisa. O final foi interessante, admito, e até há quem diga que esse foi um dos melhores episódios dessa temporada.

S15E16 – Drag Me Away From You

Ai, do nada, um episódio filler. Um dos maiores fillers da história recente de Supernatural, inclusive. Do nada, os Winchester voltam pra resolver um problema mal resolvido de quando eles eram crianças e a história fica indo e voltando, contando o passado e o presente. Atuações ruins, história ruim, um indício de que o Dean teria um final feliz. Fora isso, não teve muita coisa não.

S15E17 – Unity

Pro Dean, família é restrita àqueles que compartilham o mesmo sangue. Ele disse isso, mostrando pro Jack que ele nunca perdoou o guri pela morte da Mary. Amara, tão poderosa quanto o irmão, não faz ideia quando ele tá escrevendo ou sobre o que ele tá escrevendo, o que implica que até os sentimentos dela ele pode manipular. Ah, teve a aparição de Adam, parte importante do plano de derrotar Chuck. Mas o que fica de relevante aqui é o final do episódio: Chuch absorvendo, ou seja lá o que eles fizeram, com Amara, Dean desesperado pra resolver a situação e ser finalmente livre, custe o que custar.

Mas cá entre nós: todo mundo sabia que esse plano ia dar errado né?

S15E18 – Despair

Às vezes, dar aquilo que o fã quer não é bom. Quase sempre não é, inclusive. E aqui, a gente recebeu aquilo que os fãs queriam: um ship. Com vocês, Destiel. Passando isso, a despedida do Castiel foi linda. Foi tudo aquilo que eu esperava que um personagem tão importante recebesse quando chegasse ao final da sua história na série. Aí, enquanto isso tudo acontecia, teve o momento Guerra Infinita. Um a um, todo mundo sumiu do mundo, depois do estalar de dedos de Chuck, e só resta Dean, Sam e Jack.

S15E19 – Inherit the Earth

Tudo foi rápido demais. Até arrisco dizer que foi simples demais. Lúcifer deu o ar da graça de novo, mas foi tão inútil que fiquei com a impressão de que foi apenas pra aparecer no final. O plano não foi ruim, admito, mas foi só meio… bobo. Deixar Sam e Dean apanhar enquanto o Jack suga energia de todo mundo, inclusive do Chuck e, assim, se torna Deus. Era o óbvio, ninguém ficou realmente surpreendido, mas foi interessante ver acontecendo. E o final do Chuck foi poético. Um (bom) escritor como ele saberia reconhecer, já que fazer um Deus que odeia sua criação ser obrigado a viver entre eles é um plot bem interessante. Além disso, teve aquela montagem no final. Eu gostei, me emocionei, fiquei com a impressão de que esse era o episódio final. Mas, infelizmente, não era.

S15E20 – Carry On

Quando eu acabei de ver o final de Dexter, eu fiquei com uma sensação estranha de que aquilo não tava acontecendo. Nem só pela questão de ser ruim, mas sim por não condizer com nada que aconteceu no resto da história. E me deu um desânimo, uma vontade de esquecer tudo aquilo e seguir em frente, fazendo esforços conscientes pra não lembrar, caso contrário a frustração tomava conta. Aí, infelizmente, foi mais ou menos isso que eu senti aqui.

Não é só ignorar todos os outros personagens e focar só no Sam e no Dean; isso eu aceito, a trama é sobre eles, sempre foi. Mas nunca foi SÓ sobre eles, sempre houve outros personagens que fizeram a gente se apaixonar pela série. E aí, quinze anos depois, no último episódio da série, ninguém é minimamente mencionado. Isso me deixou profundamente frustrado, desanimado até. E eu entendo que, pra muita gente, a série acabou lá na quinta temporada, quando o final idealizado pelo criador da série aconteceu. Pensando nisso, eu não consigo dizer que elas tão erradas, já que não houve frustração, não houve sofrimento. Houve só o fechamento perfeito de uma série ótima até aquele momento.

Agora, 327 episódios depois do primeiro, eu fico triste por estar escrevendo esse texto desse jeito, desanimado. Dean, aquele cara que matou Deus, sendo morto por um vampiro. Ele morreu lutando, o que faz sentido com o personagem, mas é tão simplório, tão sem graça, que eu fiquei triste, imaginando tudo que ele poderia ter sido e feito agora que não havia mais um Chuck escrevendo a sua história de vida. Sam teve aquilo que ele sempre sonhou, uma vida normal. Casou, teve filho, contou todas as histórias pra ele. E aí, depois disso tudo, morreu e foi encontrar o irmão no novo céu, consertado pelo novo deus Jack. No céu, eles andam de carro pra todo o sempre.

E esse foi o final de Supernatural. Se tu tá frustrado é porque tu entendeu certo.

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Autor

Rafael

Um hiperativo que não sabe viver sem ler, escrever, ouvir música, ver séries e filmes, geralmente tudo ao mesmo tempo. Fã de ficção científica, suspense, Stephen King e histórias em quadrinhos.

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