Dois episódios que vieram para chocar e abalar nossas estruturas! Os fãs da série sabem que o roteiro sempre foge para o lado da ficção cientifica, mesmo trazendo situações reais e que envolvem a problemática humana. Desde o final da segunda temporada, foram largados indícios de que na temporada atual teríamos uma enxurrada de plots surreais e que abordavam assuntos um tanto quanto “questionáveis”. Faltam apenas 3 episódios para a season finale e se recapitularmos tudo que aconteceu na série, dificilmente acharemos uma coerência, mas mesmo assim continuaremos acreditando que o roteiro renderá e rende episódios maravilhosos. E foi isso que tivemos com “Demons” e “Join or Die”.

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Após beijo e sexo lésbico logo no primeiro episódio, mortes chocantes, personagens perdendo e ganhando personalidades chegamos a Jaha, o insuportável, transformando todos em zumbi. E admito que essa história da ALIE 1 não me agradou de primeira vista, mas a forma como a série soube ligar as histórias transformou o plot em algo que, mesmo sem fazer sentido algum, fazia sentido para história. E por essa falta de coerência mais apaixonante da CW, voltamos ao que importa. Após salvarem Raven do controle de AI 1, os jovens decidem voltar para Arckadia e procurar resquícios que os levassem a Luna. Ao chegarem, perceberam que o lugar estava abandonado e foram em busca do livro de Lincoln. Encontrando o, buscaram desvendar o segredo do espirito de Heda ou também, ALIE 2. Inseriram um breve filler no episódio ao trazerem Emerson, único soldado de Mount Weather que sobreviveu ao genocídio, buscando vingança contra Clarke e contra seus amigos. Além disso, o episódio já começa com a história de terror sobre um brasileiro, Capitão Fidalgo que tinha um gancho no lugar da sua mão e que o usava para cortar pescoços. Interessante? Pelo menos podemos ter isso como a prometida homenagem aos fãs brasileiros, já que essa não é a única referência ao Brasil na série né? Emerson entra em um confronto com Clarke e finalmente morre. Dando sequência aos acontecimentos em Polis, Murphy segue com sua farsa e reencontra Emori, que agora está sobre controle de ALIE. A AI usa isso para contra o garoto e então, Jaha consegue convencer a falsa Heda a tomar o chip e fazer toda Polis irem junto.

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Clarke, Jasper, Bellamy e Octavia vão atrás de Luna, agora com mapa em mãos. Join or Die intercalou flashbacks com atualidade e nos rendeu cenas emocionantes e super bem feitas. Agora, Polis está completamente dominada por ALIE enquanto Kane e os grounders chegam para trazer Pike. Jaha tenta fazer ambos tomarem o chip e traze-los para City of Light e é claro que ambos recusam. Finalmente o seriado mostrou quem era Charles Pike e qual era sua função e envolvimento com os jovens na Arca. Pike foi designado para ensina-los lições de sobrevivência na terra já que os mesmos seriam lançados sem nem mesmo saberem disso. Interessante que nos flashbacks podemos ver o “vilão” de uma visão completamente diferente do que víamos em Arckadia. Ao contrário de como agia, ele mostrava-se contra as atitudes infundadas de enviarem as crianças para uma missão aparentemente suicida. De volta ao tempo atual, o chanceler de Arkadia foi mantido preso, junto a Murphy e Indra que também se recusaram a tomar a pílula. Indra aproveitou a situação e decidiu fazer vingança a seu povo e aos 300 guerreiros massacrados por Pike, fazendo nele 300 cortes sobre a pele. Mas essa infelizmente não foi a hora dele se despedir da série. Kane fora levado para uma sala, onde posteriormente Abby tentaria enganá-lo e faze-lo contar onde Clarke estava. Boatos que rolou até beijo, mas pelo jeito ALIE beijava mal e parece que ele não curtiu muito. Percebendo que a Dr. Griffen também tomara a pílula, Kane entra em desesperado. Chegamos então a uma das cenas mais ousadas e fortes que já presenciei em The 100, a cena em que Marcus é posto em uma cruz como forma de tortura a fazê-lo tomar o chip, tal qual o personagem no momento da cena demonstra uma aparência física muito parecida, na minha opinião, com a de Jesus e é preso da mesma forma. Jesus teve sua dor posta em prova em prol do amor, e de uma forma ou de outra, o significado por trás do que aconteceu na cena nos remete a mesma coisa. Mesmo com dor, ele não reivindicou ao sofrimento, e só o fez quando ameaçaram alguém que ama. A série costuma intertextualizar certos assuntos polêmicos de forma mais juvenil e também, discretamente, fazer isso de forma sutil e impressionante.

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Enquanto isso, os jovens seguem o mapa do livro de Lincoln atrás da última pessoa da linhagem de Lexa, the night bloods. Até que chegam a um lugar sem saída e então decidem esperar ali por algo. Como aprendera nas aulas de Pike, Octavia decide acender uma fogueira e sem querer descobrem que existe um sinal luminoso naquela área que os permite fazer contato com Luna. Eis que surgem outros Grounders que ao questionarem quem os jovens eram, os leva para o encontro da tão cobiçada primogênita. Particularmente, séries que criam jogos de cena mesclados com trilhas sonoras de qualidade trazem uma pegada mais moderna e emocionante para seu roteiro e nós sabemos muito bem que The 100 capricha nesse quesito. O jogo de cena final ao som de Radioactive, musica essa, para quem não lembra, que foi a trilha do primeiro episódio da série após o famoso “We are back bitches” de Octavia. Genial, emocionante e muito bem feito, sempre utilizando uma trilha sonora maravilhosa. E é claro que depois de um episódio desse, não poderíamos ter um fim mais lacrador do que tivemos. Finalmente, Clarke encontra Luna e avisa sobre sua função como flamekeepa. Luna se recusa a aceitar a iniciação como nova Heda deixando todos sem reação. Assim, os jovens saem do contêiner onde estavam presos e percebem que estão numa plataforma em alto mar. E agora? O que é isso tudo? Estamos chegado nos episódios finais galera, mas a série não para de nos chocar e posso dizer que não consigo imaginar nada do rumo do roteiro até a season finale . Até a próxima review galera, May we meet again!

Considerações finais:

  • Luna não chega aos pés de Lexa, podemos concordar? E qual seria o envolvimento de Lincoln com todos eles?
  • Que versão maravilhosa de Radioactive , para quem esta interessado: Joel Ansett – Radioactive (cover)
  • Será essa plataforma uma deixa para o roteiro da quarta temporada?
Carlos Alberto
Carlos Alberto

Estudante de Engenharia, amante de música, viciado em séries e programas de TV! Fã de carteirinha de The 100, Flash, Game of Thrones e etc, se arrisca escrevendo reviews de suas séries favoritas!
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