“Da água nascemos, para a água voltaremos”! Agora sim o seriado soube definir bem seu plot principal e que tem dado rumo a esse final de temporada. Mesmo recebido com muita estranheza pelos fãs, a atual season mostra o amadurecimento do enredo dos personagens e do rumo que a série pode vir a levar. Aos poucos perde-se a noção de que todos os protagonistas são aquelas crianças imaturas e jovens inexperientes que chegaram a terra e que souberam se virar muito bem. A forma como cada personagem teve que lidar com as situações contrários e riscos definiu como cada um evoluiu na série. Nada diferente do que todos nós enfrentamos todos os dias em nossa vida profissional e social, não é mesmo? Mas é claro que em graus muito diferentes e muito menos aventureiros e diria, alucinante. Alucinante quando se trata do enredo de ALIE, um verdadeiro enredo de ficção cientifica, ou seja, uma viagem total! Por isso vê-se que o mesmo demorou muito para ser inserido na cabeça da grande maioria dos fãs (e não teve nenhum chip) e ainda se tem muitas dificuldades em entender o real sentido de tudo isso e talvez criar o link entre a história principal que a série tanto quer passar. Admito que me confundo muito com essa pegada surreal, de mentes sendo transformadas em códigos de computador, até porque é bem difícil definir o conceito de Inteligência Artificial inserida num mundo pós- apocalíptico. Digamos que a única base que eu tenho para isso é Matrix e que até hoje nunca entendi nada da trilogia.

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Mas vamos juntos tentar entender tudo que está acontecendo nessa reta final de The 100 e que não vai ser uma tarefa tão simples. Como vimos nos episódios anteriores, ALIE já controla quase todo o planeta e no caso, as únicas pessoas livres são as que podem fazer algo para detê-la. E o episódio foi voltado basicamente nessas pessoas tentando fazer exatamente isso. Se antes o seriado era divido em tribos como Skiecru, Ice Nation, Trikus e as outras nações envolvidas, agora temos sobreviventes contra “zumbis”. Isso lembra algo a vocês? É, mas qualquer semelhança é pura coincidência. Por enquanto, existem três grupos de não chippados espalhados pelo cenário. Clarke e seu pessoal estão em uma espécie de plataforma ao encontro de Luna, a única sucessora do espirito de Heda. Temos também Pike, Murphy e Indra presos em Polis e Raven e seu pessoal arquitetando planos para infiltrar nos códigos de ALIE 1.

Os três grupos agem ao mesmo tempo contra AI que já articula para conseguir tomar conta do “flame” que guarda ALIE 2. Em Polis, Indra decide agir em conjunto com Pike seguindo a regra de que o inimigo do meu inimigo se torna meu amigo e no caso, eles têm um inimigo em comum. Murphy sabe uma forma de acabar com as fontes de energia que abastecem as firulas virtuais da AI e então decide agir de forma rápida para não ter tempo de resposta. Os três seguem até uma espécie de cúpula onde fica escondida a nave que trouxe Becca e tem a oportunidade de destruir essa fonte. Surge então um conflito amores e deveres de sempre que impõe a Murphy uma decisão dramática. Enquanto isso, Clarke se vê frustrada ao não conseguir convencer Luna de aceitar o conclave e então tenta fazer isso a força. É claro que iria quebrar a cara e após uma leve humilhação, Luna expôs os motivos pelo qual teve que desistir de deter esse poder. Para que continuasse no jogo, ela foi obrigada a matar seu próprio irmão e a próxima na lista seria Lexa. Após esse evento, os Skiecru são educadamente expulsos do lugar, entretanto, ALIE consegue chegar até Luna e tenta de todas as formas fazer a garota tomar a pílula. Era notável que a personagem escondia talentos e uma personalidade forte, nada mais surpreendente após Lexa, não é mesmo? Mas mesmo assim, o desdobramento das cenas de tortura e de ação foram muito bem estruturadas e bem-feitas, realmente Luna faz jus ao espirito de Heda. ALIE não conseguir transformar a garota que se viu novamente obrigada a matar alguém que ama.

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E chegamos a parte mais surpreendente da série. Não, não foi a parte em que Monty finalmente consegue se dar bem e pega a Harper de jeito, uma cena bem aleatória eu diria. Mas sim que finalmente começamos a saber como o sistema de ALIE funciona e que Raven sempre arrasa na história. A jovem consegue ter acesso a senha de Becca que dava acesso aos códigos da Inteligência Artificial, com isso tenta infiltra-los e desligar ALIE por dentro. Nesse meio tempo, o computador humano já cria suas artimanhas para tentar pará-la e quase consegue, já que Monty supera a situação envolvendo sua mãe. E no momento em que o sistema seria desligado, AI decide se desvincular de Arckadia, tornando Polis sua única fonte de energia. Fonte de energia essa que estava sendo ameaçada por Murphy e Pike, a única vez que o jovem foi frouxo na série, ele conseguiu estragar tudo. Mas convenhamos né, todos sabíamos que aquilo não daria certo até porque ainda faltam dois episódios para o fim da temporada. Fora isso, Clarke passa a acreditar que a situação ocorrida com Luna a faria mudar de ideia sobre aceitar ser a nova Heda e deixaria a chama ser inserida nela. Pensou errado, Luna viu que mais pessoas morreriam se ela se envolvesse nessa luta “sem causa” e que por ela, guerra não se resolve com guerra. Logo, durante a cerimônia do conclave, todos foram sedados e acordaram bem longe da plataforma onde se encontrava a única esperança deles. E agora? Alguém consegue arriscar alguma teoria do que será a nova salvação deles? Alguém se arrisca dizer o que vem por aí no resto da temporada? Não sei o que esperar, só sei que teremos muitos choques ainda por vir!

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Consideração Final:

  • JASPER É MUITO TROUXA! Quem chuta que ele é de Câncer?
Carlos Alberto
Carlos Alberto

Estudante de Engenharia, amante de música, viciado em séries e programas de TV! Fã de carteirinha de The 100, Flash, Game of Thrones e etc, se arrisca escrevendo reviews de suas séries favoritas!
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