E nos despedimos da terceira temporada de The 100! Fazendo uma breve recapitulação de tudo que aconteceu nessa movimentada e alucinante season da série, chega-se à conclusão que a audiência teve que se mostrar bastante complacente com o desenrolar do enredo que se deu de forma enrolada e rápida. A complexidade que envolvia a história foi dividida em duas fases, a primeira, centrada nas discussões políticas envolvendo os dois principais núcleos da série e a segunda, uma reviravolta total sobre Jaha e ALIE. O conflito Arckadia x Polis se desenvolveu a partir da ascensão de Pike, um dos integrantes da estação “Farm”, e de um dos clãs revoltos chamado “Ice Nation”. Quando dizemos que a o roteiro se enrolou no seu próprio caminhar queremos mostrar o quanto a série desperdiçou uma história que poderia render muita coisa boa e mais “pé no chão” do que aquela envolvendo a Inteligência Artificial. A perda de personalidade de alguns personagens conjunta a rapidez de inserção de plots podem ter desagradado alguns fãs que chegaram ao ponto de ficar um pouco perdidos com a história. Vendo em uma linha do tempo, percebemos que o primeiro plot principal demorou quase uma half-season para ser apresentado e fixado na história, mas que levou apenas dois episódios para terminar. Não criticando o enredo de ALIE, mas a abstração e complexabilidade que trazia inerente a uma possível explicação demandava mais do que nos foi mostrado. Em apenas 3 episódios, todos já estavam chippados, uma espécie de vírus que tomou todos com uma facilidade esdrúxula e revoltante. Até mesmo o núcleo de Luna foi confuso e aleatório, mas esse pelo menos foi responsável por encaminhar a história final. História essa que começou no episódio anterior, pois dividi-la em duas partes é uma característica dos diretores, um tanto quanto boa, admito.

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Como aconteceu anteriormente, Abby é quase morta enquanto Clarke era mantida sobre tortura, mas Bellamy e seus amigos conseguem resgatá-las a tempo. A garota retira o chipp de sua mãe e consegue salvá-la, mas acaba percebendo que ela mesmo teria que se tornar Heda para deter ALIE 1. Logo, arrisca fazer correr o “sangue da noite” de Ontari pelo seu corpo como faziam em Mount Weather para que assim pudesse ser iniciada e isso teria que ser feito rápido, pois os grounders começam a escalar a torre. O ritual é um sucesso e a garota recebe o “feeling” de que o único jeito de deter AI era entrando na “City of Lights”.

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Feito isso, Clarke fica abismada com a sociedade estruturada e surreal que compete ao local. Pessoas vestidas andando por ruas como se estivessem em outra realidade, pois estavam. Uma realidade virtual, um mundo virtual desenvolvido e controlado por ALIE. Fugindo um puco do assunto, vejo muita semelhança entre a vida na “city of lights” com a pós-vida teorizada por Chico Xavier chamada Nosso Lar como todas essas ideias de paz, vida eterna e o desapego ao corpo físico e a dor, curioso não? Mas então, o sistema torna a garota algo como um vírus e todos vão atrás dela para detê-la. Nesse momento, o coração de Ontari para de bombear sangue para ela que começa a rejeitar a “chama”. Quando ia ser detida, Lexa aparece e a salva. Uma cena bem Kill Bill e sanguinária em que nossa Heda acaba com todo mundo. Clarke começa a receber dicas de onde está o gatilho que desliga a AI e junto de Lexa, vai ao seu encontro.

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Em quanto isso, Raven e Monty conseguem deter Jasper e ter acesso aos códigos de ALIE. Nisso, percebem que Clarke está dentre eles e que no caso, não está sendo controlada. Raven então começa a guiar Clarke e consegue encaminhá-la. A garota finalmente chega a alavanca e seus amigos a protegem da invasão dos comandados de AI. Chegamos ao ponto final e definitivo da série, quando Clarke encontra Becca e Alie ao mesmo tempo e surge o diálogo que deixa o —– para a próxima temporada. Uma tempestade nuclear avança sobre a terra e se a “City of Lights” for destruída, a vida dessas pessoas provavelmente seria desanimada na terra em até 6 meses. Novamente, Clarke tinha a decisão em suas mãos e num momento Anjo Mal Vs Anjo bom, decide puxar o gatilho e desligar ALIE1. Tudo termina bem, todos voltam ao normal, mas a garota novamente termina carregando mais um fardo em suas costas. Para fecharmos com chave de ouro, talvez a cena que muitos estavam esperando, Oc finalmente consegue sua vingança e mata Pike com frieza e crueldade e logo depois sai da sala da comandante. Então pessoal, vocês puxariam a alavanca ou não? Gostaram dessa Season Finale de The 100? Comentem aqui e até a próxima temporada só em 2017! May we meet Again!

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Considerações Finais

  • Os maiores destaques dessa temporada foram nossa eterna Heda, Lexa, que deu a graça necessária para abrilhantar essa Finale e Raven, com cenas de arrepiar e com papel decisivo na história.
  • Queria a morte de Pike, mas por deus, porque Jaha, o insuportável, ainda está vivo? ALGUÉM ME EXPLICA?
  • Esperava mais mortes de personagens principais já que o diretor falou que teria uma pegada mais GoT nessa Season
Carlos Alberto
Carlos Alberto

Estudante de Engenharia, amante de música, viciado em séries e programas de TV! Fã de carteirinha de The 100, Flash, Game of Thrones e etc, se arrisca escrevendo reviews de suas séries favoritas!
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