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The 100 – S07E07 – The Queen’s Gambit

Um episódio que evidência a dor da perda.

The 100 nunca foi uma série de casais, apesar de a maior briga entre os fãs sejam pela possibilidade de um casal acontecer ou não, esse nunca foi o foco da série. Desde os primórdios sempre ficou claro que se tratava sobre sobrevivência e a maior prova disso é o casal “Flarke”, que supostamente eram para ser o casal principal da série, mas só deram dois beijos durante toda a história de vida do Finn e por ser uma série onde sempre há algum problema para resolver, é raro os momentos que podemos ver os personagens sentindo a perda por aqueles que já se foram.

A própria série nos ensina que não há espaço para luto, logo após a morte do Lincoln, Indra diz para Octávia “Só sofremos pelos que morreram quando a guerra termina” e a diferença da atual situação é que apesar de ainda haver uma possível guerra, pudemos ver pela primeira vez de uma maneira profunda a dor que a morte de alguém amado causa, pois diferente da maioria, além de quem morreu ser a pessoa mais importante para quem ficou, ela foi obrigada a ficar confinada com sua dor, sendo obrigada a lidar com ela. O relacionamento entre Bellamy e Echo nos foi apresentado na quinta temporada e por não termos tido nem ao mesmo um flashback até então contando como aconteceu, foi complicado entender a relação de ambos inicialmente. Não sei se foi por falta de química ou se foi apenas mais um casal mal trabalhado na série, mas é fato que esse casal é um pouco “jogado”na história, tanto que só houve uma explicação sobre como eles aconteceram agora, mas ainda sim foi possível entender como a Echo se sentia devido ao talento da atriz que a interpreta.

Se tem alguém que eu tenho sentido pena, são os haters da Echo, pois apesar de a Clarke ser a chave para última guerra, a ex espiã tem sido a verdadeira protagonista dessa temporada. Na temporada passada, houve um flashback contando um pouco da infância da Echo e agora nessa estamos presenciando episódio pós episódio a personagem ganhar mais destaque e estar mais adentro da trama. Se na review passada eu elogiei a postura da Clarke na conversa com a Raven, nessa é necessário evidenciar a da Octávia. A personagem realmente mudou muito enquanto estava no Skyring e agora é uma mulher madura sabendo que na época o que ela achou necessário, na verdade eram atitudes imaturas. A forma como ela lida com a morte do seu irmão evidência diretamente com a forma que ela agiu com a morte do seu amado, algo que foi apontado pela mesma, pode soar estranho para alguns verem a personagem tão “pacífica”, mas após ver as cenas da Diyoza, eu estou feliz de ver a esse outro lado da ex Bloodreina.

Apesar de não estar morta, Diyoza perdeu ao crescimento da sua filha, até então eu não havia parado para pensar sobre a perspectiva dela, mas deve ser muito doido sua filha ter envelhecido quinze anos e para você se passou em torno de um mês. As cenas entre a mãe e filha trouxeram uma mensagem que é justamente o oposto do que a série prega na maioria das vezes. Nós sempre ouvimos da Clarke “Eu fiz o necessário para salvar meus amigos”, ver uma outra personagem que já fez barbaridades afirmando que nada daquilo vale a pena quando perde a si mesmo foi interessante. Diyoza sabe que o que fez foi errado e não quer aquele mesmo destino para sua filha, é interessante ver esse outro tipo de pensamento, pois apesar de amar ver o circo pegar fogo em séries, é bom ver um outro lado dizendo que na verdade não leva a nada.

Se por um lado temos uma história riquíssima e desenvolvimento de personagens, no Santuário a história já passou do ponto. Eu até então vinha defendendo, mas todas cenas nesse episódio não serviram para quase nada, tanto que o personagem de maior destaque foi o Nelson (???????). Já havia sido revelado no episódio passado que as armas haviam sido roubadas, a tensão já estava preparada, mas nesse episódio tivemos mais enrolação e cenas que só serviram para cumprir o tempo de episódio, até mesmo a interação entre o Shaidheda e o Murphy ( os dois melhores personagens que residem no Santuário) não serviu para nada. Só vale destacar o foco na Emori como líder e sabermos que até mesmo antes da Clarke, a Maddie não podia ser uma criança normal, pois seus pais biológicos possuíam o mesmo medo da sua mãe na quinta temporada.

Com a chegada da Clarke e seus amigos em Bardo, a teoria que já era quase certa se confirmou e o pastor que todos servem realmente é o Bill Cadogan, eu falei bastante sobre essa teoria no episódio passado, que você pode conferir aqui, conectando a última temporada ao início da série e automaticamente ao possível spin-off.

Para os que shippam Bellarke, a situação não é nada boa, para quem não sabe, a Lindsey Morgan (Raven) dirigiu o episódio e em uma live no instagram a atriz revelou que sua ideia era que quando a Clarke descobrisse sobre a morte do Bellamy, ela cairia de joelhos de tanto chorar, mas o Jason, criador da série, achou exagerado a reação para um relacionamento entre amigos e mudou a reação para apenas choque e confusão, ou seja, é MUITO provável que Bellarke não seja endgame (Pelo menos é na vida real!) .

O próximo episódio é o que servirá como spin off da série e eu não poderia estar mais animado, espero muito que faça bastante barulho para que seja liberado pela emissora e vocês podem conferir a promo aqui.

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Ives Gonçalves

Um carioca estudante de direito querendo se formar, viciado em x factor´s do mundo e que ama uma praia

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