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The 100 – S07E08 – Anaconda

O início de tudo.

No primeiro episódio da primeira temporada, foi revelado a existência de sobreviventes na terra, não sabíamos absolutamente nada sobre eles e no decorrer da segunda temporada, com a aparição da comandante Lexa, o universo da série se estendeu e aos poucos fomos tendo pequenas informações sobre a cultura desse povo desconhecido e como eles se dividiam. Por se tratar até então do que era o presente, nunca houve espaço para explicar detalhadamente como a humanidade renasceu das cinzas e essa será a história de The 100: Secund Dawn.

Lá na quarta temporada com a chegada do Primfaya, foram apresentados diversas tribos e eu sempre me perguntei como elas surgiram, pois nunca foi nem sequer mencionado ou lá na terceira temporada quando tivemos um foco maior na linhagem de comandantes, eu queria saber como essa linhagem começou ou como o sangue da noite surgiu. São diversos temas que evidenciam o quão rico o universo de The 100 é e fico muito feliz em saber que possivelmente teremos uma série inteira focada na construção dessa sociedade.

Logo nos primeiros minutos de episódio já nós é apresentado o trio de protagonista desse Spin-off e são eles, August e os irmãos Cardogans, Calliope e Reese. Acompanhando pela premiere, o August foi o de menos destaque e me baseando na sua história apresentada e descrição, ele é o mais desinteressante e lembra bastante o Finn, já os irmãos e a missão de cada um serão inicialmente o foco principal da primeira temporada. Calliope sem dúvidas é uma ótima protagonista e se provou muito fiel aos seus valores e em uma entrevista, o Jason Routherbeg (criador da série) afirmou que apesar de ser tão forte quanto a Clarke, Cal terá pensamentos justamente apostos, suas ações não serão baseadas em defender seus amigos e sim reconstruir a humanidade e salvar a todos.

The 100 sempre teve três protagonistas, Clarke Griffin, Bellamy e Octávia Blake, e parando para analisar agora, ao longo de todas as temporadas, a única relação entre irmãos explorada em The 100 foi a dos Blake e o eterno lema “My sister/ brother, my responsability”, vermos agora dois irmãos representando lados completamente opostos, sendo uma a mocinha e o outro o antagonista, será uma jornada interessante e diferente de acompanhar.

Reese não teve tanto destaque, mas através de algumas cenas, ficou subentendido que o que ele mais quer é se provar digno ao seu pai e por sempre ver sua irmã ser a favorita, mesmo tendo ideias completamente opostas, deixou um certo rancor. O personagem aparenta ser bem construído e eu fico muito feliz que será ele o provável vilão e não seu pai, pois como disse antes, essa trama de irmão vs irmão é muito mais interessante e ele é mil vezes mais interessante que seu pai.

Eu não sei se o Jason já imaginava para que caminho a série seguiria nas temporadas seguintes ou se ele já tinha ideia de que o Bill que foi apresentado lá na quarta temporada seria o vilão da última, mas é necessário dizer o quanto o ator John Pyper-Fergundon não possui carisma algum e até mesmo seu personagem é meio sem sentido. The 100 sempre soube criar bons antagonistas, que mesmo fazendo barbaridades, eles tinham um motivo, mas pelo o que nos foi apresentado, o Bill só faz as maldades por ganância, se tornando se longe, o pior vilão da série.

Se havia alguma dúvida de Becca é a grande rainha dessa série, ela acabou com esse episódio, pois tirando a quinta temporada, essa mulher está envolvida em tudo que aconteceu em The 100. Ela foi a criadora da A.L.I.E, ocasionando o fim do mundo, depois criou a chama dos comandantes ( que nesse episódio descobrirmos se chamar assim por ser uma referência direta a história de Prometeu da mitologia grega ), ela que enviou os Primes para o Santuário e agora descobrimos que foi ela também que abriu o portal para Bardo, sem ela não haveria The 100. Fiquei triste em saber que não teremos mais da personagem no Spin-off como eu esperava, mas vendo a timeline da série, não faria sentido ela permanecer viva, já que havia sido revelado anteriormente que quem a matou foi o Bill.

A morte da personagem serviu também para por a Calliope como verdadeira protagonista, já que por enquanto ela é a única a saber como a chama funciona e por sempre ter sido contra os ideias do seu pai, ela assume o papel de líder da resistência, dando início ao povo que mais tarde ficaria conhecido como grounders. Através da Clarke, descobrimos que ela se tornará uma comandante, mas eu não sei se a nossa protagonista estava realmente falando a verdade ou apenas querendo iludir o pastor.

Algo que pode ter passado batido para alguns, mas é EXTREMAMENTE necessário se falar, é que pela primeira vez na história da CW haverá uma protagonista preta, para quem não sabe, a CW é o canal que transmite The 100 e geralmente seu catálogos de série são mais para um público teen e ter uma série onde bota uma mulher preta como principal e não como a melhor amiga que não tem enredo ou figurante é muito importante, pois representatividade importa, ainda mais em uma personagem tão empoderada quanto a Calliope, tenho certeza que várias meninas poderão finalmente se ver como protagonistas de suas próprias histórias.

Eu espero muito que a CW encomende o prequel, pois história para contar é o que a série mais possui e o Jason já se provou um grande criador, então estou com expectativas altíssimas para The 100: Second Dawn e vocês ? O que acharam do Spin-Off?

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Ives Gonçalves

Um carioca estudante de direito querendo se formar, viciado em x factor´s do mundo e que ama uma praia

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