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The Boys – Segunda temporada

A qualidade cada vez mais alta!

Depois de uma primeira temporada propositalmente caótica e muito carismática, The boys tinha a dura missão de manter o nível na segunda temporada e fizeram muito mais que isso, eles elevaram as expectativas dos fãs para uma terceira temporada perfeita.

Partindo de um final épico, a segunda temporada veio com a missão de nos mostrar o que a série tinha mais a nos oferecer além da clara crítica ao mundo dos heróis e o banho de sangue que virou a marca registrada da série, e nesse ponto não temos do que reclamar. Se anteriormente não tínhamos entrado de vez nas histórias dos personagens, agora tivemos camadas suficientes para nos apegar e amar todos eles, inclusive os vilões. Por falar em vilão, Homeleander (Anthony Starr) continua sendo o maior destaque da série e faz jus ao seu protagonismo. Depois de matar Stillwell (Elisabeth Shue) e perder não só sua chefe, mas também a mente que funcionava por trás dele, Homeleander agora anda com suas próprias pernas e decide ter mais autonomia dentro da Vougth se firmando como o líder total agora dos sete. Os sete também passou por uma brusca mudança já que com a saída do profundo eles precisavam de um novo integrante e fomos apresentados a Stormfront (Aya Cash) uma personagem que de início tinha um tom de mistério mas que já era visível o tamanho da energia que iria competir com o Homeleander. Com o decorrer da série as camadas da Stormfront vão sendo reveladas e nós vemos que o arco dela é muito mais complexo do que só mais uma vilã dos sete.

Ainda falando sobre os Sete, Starlight (Erin Moriarty) se provou essencial para série e o seu amadurecimento comparado ao da primeira temporada é gritante. Desde a mudança na relação com a sua mãe até a adaptação dela nos Sete, para conseguir derrubar a Vougth. Até na relação dela com o Hughie percebemos uma autonomia maior por parte da loirinha.

Também tivemos mais a conhecer do Deeper, A Trem, porém, QueenMeave dos veteranos foi a que mais se expôs digamos assim, já que todos esses citados estavam buscando sua forma de redenção, porém, por motivações totalmente diferentes. QueenMeave sempre foi a personagem dos Sete que mais me incomodou porque eu sentia como se ela não tivesse sendo explorada de forma correta até eu entender que era necessário ela ter um ar mais abnegado para darmos início a uma nova era no arco da heroína.

Falando em equipe… Os The boys são o ponto alto dessa temporada. Se na primeira temporada nós tínhamos um contato muito superficial com eles, agora nós exploramos a camada de cada um individualmente e podemos entender a necessidade e função de cada um dentro dessa equipe de desajustados. A relação entre Butcher e Hughie teve um espaço muito grande e vemos a construção de uma relação de irmãos entre eles. Butcher passa longe de ser o mais carismático do grupo e eu acho que foi um acerto da série torná-lo mais “humano” acrescentando ao personagem alguns pontos de humanidade para nos fazer sentir a sua dor mais para frente na história. Quem também ganha mais autonomia e um enredo próprio muito bem construído é a Kimiko que parece ter entendido o seu papel e começa a cumpri-lo muito bem mesmo que no início ela desagrade alguns telespectadores pelo seu comportamento.

Num resumo geral, a segunda temporada de the boys foi um grande acerto e não deixou a desejar como um todo. Óbvio que tivemos algumas falhas que causam um leve incômodo em quem está atento ao enredo. Como o fato dos the boys estarem sendo procurados pela justiça e andarem na rua como se nada tivesse acontecendo. Mas como dito antes, nada que diminua a grandeza da série. Para muitos o lançamento semanal dos episódios, foram um grande erro, pois, todos estavam na expectativa para maratonar a série. E hoje eu digo que foi um acerto muito grande eles fracionarem a temporada, pois, em cada episódio tivemos ganchos interessantíssimos para o próximo episódio e a expectativa do final foi algo que dificilmente veremos novamente em outra série de heróis.

 

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Dam Souza

Baiano que tem caruru e vatapá no sangue, aquele que é o canto da cidade e só discute com quem entende de Inês Brasil.

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