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The Flash – 7ª Temporada – A pior temporada

The Flash finaliza seu sétimo ano entregando a pior temporada de uma série do Arrowverse, até o momento.

Esse post contém spoilers!!!

A sétima temporada de The Flash já começou com problemas, precisando cuidar das pontas soltas do final do sexto ano da produção, que precisou ser adiado e exibido como o começo da nova temporada devido a pandemia da Covid-19. No começo, vemos o Time Flash finalizando a sua luta contra Eva McCulloch (Efrat Dor), a Monarca dos Espelhos.

Uma das melhores coisas que o Arrowverse trouxe, em seu início, foram os discursos motivacionais muito bem escritos, contudo, como era de se esperar em séries de heróis, eles não funcionaram para sempre. Praticamente todas as séries, especialmente The Flash, passaram a fazer uso desse recurso, o que o deixou saturado.

Barry (Grant Gustin) derrotou praticamente todos os seus vilões na série dessa forma, com os clássicos e irritantes discursos motivacionais, e se esperávamos que com a Monarca dos Espelhos seria diferente, estávamos muito errados. Mais uma vez o Flash, um dos maiores e mais fortes heróis da DC, não consegue vencer seus vilões e precisa apelar para o discurso irritante, que tanto prejudicou a série ao longo dos anos.

Usando seu “papo”, Barry e Iris (Candice Patton), conseguem convencer Eva a desistir de seu plano e finalmente voltar para a sua dimensão espelhada. A partir daí, temos o começo da verdadeira história da sétima temporada, as Forças da Natureza, que possuíam o potencial de trazer The Flash para a grande qualidade que tivemos nas três primeiras temporadas. Contudo, para a surpresa de ninguém, mais uma vez isso foi estragado.

Trama

The Flash

CW/Reprodução

Como sabemos, Barry estava perdendo sua velocidade devido a morte da Força de Aceleração, e era só questão de tempo até ele perder todos os seus poderes. Mas o Time Flash sempre dá um jeito, não é mesmo? Já que não existe a série The Flash sem o Flash, então eles conseguem trazer a Força de Aceleração de volta, depois de muito trabalho e com o sacrifício de Nash Wells (Tom Cavanagh) e a força do amor de Iris e Barry.

Embora tudo tenha aparentemente dado certo, a volta da Força de Aceleração também resultou no surgimento das outras forças, que seriam a Força da Inércia, a Força da Força e a Força da Sabedoria. Mas as Forças estavam em guerra, e cabe a Barry e sua equipe salvá-las, contudo, a trama seguiu um rumo no mínimo irritante, com Barry e Iris tratando todas as forças como seus filhos, já que eles nasceram do amor de ambos para devolver a velocidade de Barry.

O casal acabou se dividindo, Barry e a Força de Aceleração achavam que eles deveriam impedir as outras Forças a qualquer custo, já que vidas estavam em jogo. Já Iris, sentia a conexão entre eles, e queria salvar “seus filhos”, e a primeira parte da temporada foca bastante nas visões diferentes do casal.

Tivemos vários episódios abordando isso, episódios considerados até desnecessários. Mas Iris finalmente consegue convencer Barry, e juntos eles passam a trabalhar para evitar a Força de Aceleração de assassinar seus filhos. Usando o velho discurso motivacional, Barry consegue convencer seus filhos a se juntarem a ele e ficarem em segurança, enquanto ele impede que eles sejam mortos.

A decepção do primeiro arco

A primeira parte da temporada estava se encaminhando para entregar uma batalha épica entre o Flash e a Força de Aceleração, como era esperado. Contudo, Barry mais uma vez derrota seu inimigo conversando, e The Flash continua falhando em entregar os que os fãs gostariam de ver, cenas de batalhas.

É claro que temos cenas onde mostram que lutas não são tudo, que às vezes é preciso ter esperança, acreditar e saber a hora certa de lutar é importante e faz parte de todas histórias de heróis. Contudo, The Flash leva isso para outro nível, um nível forçado e irritante, que colaborou para que a sétima temporada tenha sido a pior de todo Arrowverse.

A segunda parte da temporada

Embora o nível da série na segunda parte tenha melhorado mais em relação à primeira, ainda tivemos diversos problemas. A nova trama foca no Godspeed, um dos maiores vilões do Flash e em sua busca pela maior quantidade possível de velocidade.

Tivemos mais batalhas entre os velocistas e menos discursos motivacionais, além de mais destaques para outros personagens, como Chester P. Runk (Brandon McKnight), Allegra Garcia (Kayla Compton) e Nevasca (Danielle Panabaker). Todos tiveram mais participação na trama principal, e alguns até suas tramas individuais para serem trabalhadas.

Isso inclui Joe (Jesse L. Martin), Cecile (Danielle Nicolet) e a nova personagem Kristen Kramer (Carmen Moore). Nem todas as tramas foram tão promissoras, mas é interessante podermos ver mais dos personagens longe de grandes figuras como Barry e lidando com seus próprios problemas.

A segunda parte focou em uma guerra civil entre diversos clones do Godspeed, um grupo que está atrás do velocista original para evitarem de serem mortos após adquirirem velocidade, já o outro grupo está literalmente reunindo velocidade para seu mestre. Barry como velocista, é um dos alvos, e além disso, ele também precisa proteger Central City.

Os episódios focaram bastante na luta de Barry para isso, já que ele era apenas um contra um exército, e personagens que não são velocistas não poderiam fazer muito a respeito. Contudo, a produção resolveu que sim, humanos e meta-humanos como a Nevasca conseguiriam lutar de igual para igual com clones velocistas de Godspeed. E esse foi mais um erro da série.

Em diversos momentos vemos personagens que se movem na velocidade de som, e até da luz, em lutas corpo a corpo contra a Nevasca e Cisco Ramon (Carlos Valdes), por exemplo. Personagens que seriam derrotados facilmente se os vilões usassem sua super-velocidade.

A reta final

The Flash

CW/Reprodução

Mas parece que o Arrowverse entendeu no final que somente velocistas podem lutar contra velocistas. Assim, Barry aproveitou que seus filhos do futuro estavam no presente e não podiam voltar para o futuro devido ao impedimento de Godspeed, para todos lutarem juntos na guerra.

Aqui vale ressaltar que, apesar dos problemas com os uniformes horríveis, Nora Allen (Jessica Parker Kennedy) e Bart Allen (Jordan Fisher) se mostraram ótimos personagens. Se a antiga Nora era chata, egoísta e irritante, a atual se mostra mais simpática e agradável de se assistir. Já Fisher se mostrou uma excelente escolha para o papel de Bart, conseguindo trazer o jeito impulsivo, elétrico e descontraído que o personagem possui.

Além desses, o time dos heróis ainda contou com o auxílio de Jay Garrick (John Wesley Shipp) que havia recuperado seus poderes. Iris também participou, tendo seus poderes de velocistas restaurados pela Força de Aceleração. Contudo, mesmo essa grande equipe não foi suficiente contra o exército de Godspeed. Para a luta final contra o vilão, Barry precisou recorrer a medidas drásticas. Ele trouxe de volta Eobard Thawne, o Flash Reverso, para lutar ao seu lado.

Mas após derrotarem Godspeed, como um único acerto da produção, Thawne tentou trair o herói. Contudo, logo percebeu que Barry havia ficado ainda mais rápido que ele, e que não teria chances na luta. Assim, o vilão foge e promete voltar ainda mais rápido. Talvez isso seja justamente o que The Flash precise, o retorno do maior vilão da série. Reverso esteve presente nos melhores momentos da trama, e pode trazer a produção de volta ao seu auge.

Efeitos especiais

The Flash

CW/Reprodução

O que mais prejudicou a segunda parte da série foram os efeitos especiais. Eles contribuiram também para diversas vergonhas visuais e para que essa tenha sido a pior temporada de uma série do Arrowverse.

A CW, emissora do Arrowverse, nunca foi tão conhecida por sua grande verba e ótimos efeitos visuais. Contudo, The Flash e outras séries de heróis costumam ter efeitos aceitáveis e até bons. Agora, fomos apresentados a tentáculos falsos de energia lutando contra um monstro ridículo em 3D. Além disso, tivemos espadas de relâmpagos claramente mal feitas tentando imitar Star Wars, velocistas que se movimentam na velocidade humana normal, e muitos outros problemas.

Conclusão

CW

CW/Reprodução

Talvez, se os problemas fossem apenas narrativos e não tão visíveis, The Flash poderia ter entregue uma temporada um pouco abaixo da média. Mas ao invés disso, tivemos um total desastre que fomos apresentados ao longo dos 18 episódios. Em resumo, podemos concluir que a sétima temporada foi um desperdício de potencial. A chance de restaurar a série para seu auge foi jogada no lixo.

As primeiras informações da já renovada oitava temporada mostram um potencial para que a série se recupere. Temos aberturas narrativas para retornos de personagens excelentes no futuro. Mas vale ressaltar que Cisco não estará presente na oitava temporada. Já foi dito que o novo vilão poderá trazer uma pegada mais mística para a série. E aí, quem poderia ser? Será que o Reverso retorna logo agora? Flash ainda pode se recuperar e sair do fundo do poço?

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Viciado em séries e filmes desde sempre. Leitor assíduo e estudante de jornalismo. Um dia vou realizar meu sonho de deixar as séries atualizadas.

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