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The Flash S05E04/05 – News Flash/All Doll’d Up

E quando um meta-humano não é um meta-humano? E nem sempre questões de família são fáceis…

O episódio 4 serviu pra duas coisas: explicar os problemas que a Nora tem com a Iris e pra gente saber um pouco mais da história do Cicada. E, junto com isso, o plot secundário da temporada nos foi apresentado.

O começo do episódio é um flashback que parece não fazer sentido,e inclusive eu só fui entender o que tava rolando quando sentei pra escrever esse texto. Tem uma “repórter” que tá cobrindo a chuva de detritos causada pela queda do satélite do S.T.A.R. Labs, e quando ela tá prestes a ser atingida por um, a recém-aparecida XS salva ela. Toda a cena é gravada pelo celular da Spencer, que cai no chão e quebra. Mas, estranhamente, logo em seguida, ele volta ao normal.

A Iris é uma personagem que tá acumulando todas as tarefas possíveis, e se saindo relativamente bem na maioria delas. Porém, cozinhar não é o forte dela, seja no presente ou no futuro. Ela até tenta fazer um café da manhã pra família, mas as coisas não dão muito certo. Não precisa ser muito genial pra perceber que tem um estranhamento, um distanciamento entre mãe e filha. Não importa o que a Iris faça, sempre parece existir um oceano de distância entre as duas.

Pra um velocista, o Barry é incrivelmente desastrado quando se trata de praticar esportes. Tá rolando uma partida de softball e a missão dele é muito simples: pegar a bola. E ele falha nisso, em todas as tentativas. É uma daquelas cenas que ativa o sensor de vergonha alheia que tem dentro de cada um de nós. Boa parte do Team Flash tá lá vendo o jogo: Cecille, Caitlin, Iris e Nora, além da Jenna, filha da Cecille e do Joe, e quando tá todo mundo muito distraído vendo os fracassos do Barry, a Nora recebe uma notificação de um aplicativo chamado Spin Zone, que notifica tudo que acontece na cidade. Aí rola uma alfinetada entre filha e mãe e a Nora se afasta, pra, em seguida, ela olhar o telefone e ficar com os olhos roxos. Tudo acontece bem rápido: o policial que tava atrasado, o Jonesy, aparece e entra no campo de jogo, carregando uma mochila, e percebem que algo tá errado quase tarde demais, não fosse a XS surgir do nada e jogar a mochila, que era uma bomba, pra cima, longe de todo mundo. Os olhos do policial também tavam roxos.

Não demorou nem um minuto e já tinha um post sobre a façanha da XS no aplicativo. E quem não pode ficar sabendo disso é o Cicada, que tá nessa busca por meta-humanos.

Falando no Cicada, o Ralph e o Sherloque tão indo buscar novas informações sobre o vilão. O primeiro lugar que eles vão é onde aconteceu a primeira aparição do cara, nas docas. Tem uma briga de egos entre os dois, porque né, vai tentar dizer pro homem branco que ele tá errado. Nesse primeiro momento, quem vence a “disputa” é o Ralph.

Tentando estancar o problema antes que ele vire realmente um problema, a Iris vai falar com a Spencer, tentando dizer que falar sobre meta-humanos pode acabar tornando eles alvos, mas não dá em nada, já que a repórter entende isso como um ataque, como uma forma da Iris recuperar as visualizações e alcance que o Spyn Zone tem agora.

Tanto o Jonesy quanto a Nora não lembram de nada, mas ele é culpado pelo crime como se fosse. Mais tarde, tá rolando um incêndio no jornal, e o Flash e a XS são os únicos que podem resolver isso naquele momento. Quando eles chegam lá, a Spencer já tá lá, esperando alguma coisa interessante acontecer. Mas nada acontece, já que o Barry ainda tá dando dicas do que a filha deve fazer dentro de um incêndio. Só que a Spencer se irrita e resolve criar uma matéria: Flash foi visto em Las Vegas. É possível ver que o lance dela só funciona quando o envolvido olha pra notícia. E lá vai o Barry pra Las Vegas, deixando a Nora pra lidar com aquele incêndio. Como o Barry não teve tempo, quem guia a Nora ao que deve fazer é a Iris, mostrando como ela tá indo bem nesse papel de liderança. É estranho, mas eu tô gostando da senhora West-Allen nessa temporada.

Eventualmente, surge uma conexão entre a presença da Spencer e os acontecimentos que ela posta, já que nota-se que muitas das notícias acontecem antes dos próprios fatos acontecerem. Naturalmente, imagina-se que ela é responsável por isso, então montam um plano pra derrotar ela, sabendo que ninguém pode olhar pra uma tela. O plano é derrotar ela no estádio da cidade, torcendo pra que ela não fira ninguém. O Barry e a Nora vão lá e, obviamente, as coisas começam a dar errado. Qual a notícia do momento? XS mata o Flash.

A perseguição começa e o Flash fica todo o tempo fugindo da filha, sabendo que ela não tem nenhum controle das suas ações. E a Nora chega bem perto de matar o pai, inclusive vibrando a mão e colocando ela dentro do corpo dele. A Iris teve que ir lá pra resolver todo o problema, usando uma arma tranquilizante pra impedir a filha de fazer merda. Finalmente a Spencer é capturada e o problema parece ser resolvido.

Mas aí o Sherloque, com auxílio da Caitlin e do Ralph, chega a conclusões sobre a origem e identidade do Cicada. O soco em dupla no satélite, na noite da Iluminação, alterou a trajetória que os destroços sempre tiveram e isso alterou também quem era o Cicada. Aí, conclui-se que, levando em conta a matéria negra presente no objeto, tanto o Cicada quanto a adaga que ele usa foram criados juntos – por isso que ele tem controle sobre ela.

E é aí que a gente descobre que não era a Spencer que tem poderes, mas sim o telefone que tava com fragmento do satélite. Não basta ter que lidar com meta-humanos, agora a questão é lidar com meta-tecnologia. É um bom plot, na real, dando uma vida pra uma temporada que parecia que ia girar ao redor do Cicada.

Só que o episódio não termina aí. No futuro, a Iris colocou um inibidor de poderes na filha, impedindo que ela fosse a pessoa/heroína que poderia ser. E isso é basicamente o motivo pelo qual a Nora não consegue confiar na mãe, por ver no passado a pessoa que fez essa merda imensa com ela no futuro. Entretanto, não obstante, porém, a Iris pede desculpas mas diz que acha que fez a coisa certa, que devia ter tido um motivo pra isso. E, obviamente, deu merda. Dá pensar que tem várias questões de controle e de segurança, mas até saber o real motivo, não dá pra pender pra nenhum dos dois lados. Mas aí surge o Barry e, surpreendendo apenas uma pessoa, a própria Nora, fica do lado da Iris. Não se vendo como parte daquela família no momento, a guria vai pra casa dos avós, procurando um teto.

Já no episódio 5, vemos o resultado das ações futuras e apoios presentes. Por não acreditar na reação do pai e estar braba com a mãe, a Nora não atende as ligações de ninguém e nem aparece pros treinos no Speed Lab. E quando o Barry sai pra atender um chamado sobre um ladrão em uma motocicleta, a XS aparece e faz merda, quase matando um idoso no processo. Não fosse a presença do Flash lá, coisas piores poderiam ter acontecido.

Obviamente, a Iris começa a reclamar da filha, já que ela tava com os comunicadores desligados. O clima já tava ruim, então isso não ajuda em muita coisa. E quando o Barry diz que a Nora precisa tentar tratar a mãe do presente bem, porque as ações do futuro ainda não aconteceram, ele não tá ajudando muito, apesar da boa intenção.

Irritada, a Nora volta pra casa dos avós e decide reclamar do que tá rolando pra Cecile, que não gosta nada da postura da neta. Mas percebendo que o caminho pra resolver a situação não era esse, a vovó resolve dar algumas tarefas pra neta e, a cada uma que ela fizer, ela vai contar uma história sobre o Barry que não tá no Museu do Flash. A primeira missão é montar uma mesa, que a Nora tenta fazer na velocidade máxima, mas parece que, se tu não usa os pregos e parafusos, fica bem difícil.

Mas o vilão da semana, no fim das contas, não acrescenta muita coisa a história. Ele foi atingido por um dos pedaços grandes do satélite e isso fez com que ele pudesse ser bastante… dobrável, quase como os poderes do Ralph. Ele tem um ar todo creepy feat. filme de terror, mas a grande verdade é que ele tá lá como uma muleta, pra permitir que a série fale da relação dele com a mãe, de forma que isso seja uma comparação com a relação Iris-Nora.

Em outras histórias, tá cada vez mais complicado pro Cisco ser o Vibro, por causa dos ferimentos nas mãos dele. Mas mesmo assim ele consegue descobrir informações sobre o passado do pai da Caitlin, que tá desaparecido e pedindo ajuda por mensagens dentro de mensagens. No fim das contas, ele sabe dos poderes da filha desde cedo, o que só aumenta a sensação de dúvida sobre ele e tudo que cerca essa família.

Mas a real é que a grande pessoa desse episódio é a Cecile. Quando a Nora termina de montar direitinho o móvel, ela conta a história de como o Barry foi super legal com um colega de escola que tinha perdido os pais e tava se sentindo muito sozinho no mundo. A Nora adora a história, mas a gente sabe que essa história não é do Barry, mas sim da Iris. E que a Nora tá tratando a mãe do presente como se fosse a do futuro, o que não é justo pra nenhuma delas na verdade.

Porém, o tal Rag Doll é um vilão muito chato, em relação a sua total irrelevância. Ele consegue sequestrar o Barry, utilizando as algemas contra metas pra impedir que ele se solte, não sabendo dos reais poderes dela. Ele quer que todo mundo sofra, já que ele sofreu (eu adoro as motivações dos vilões) e vai matar o Barry, jogando ele de cima de um prédio. Com a Killer Frost e o Vibro fora da jogada, resta ao Homem-Elástico salvar o dia. Porém, quem salva o Barry, numa das cenas de auto-sacrifício mais fofinhas da série, a Iris pula do prédio atrás do Barry pra soltar as algemas. Quem vê isso tudo e acha incrivelmente fofo e corajoso? Nora.

No final do episódio, elas começam a conversar e a tentar estabelecer uma nova comunicação, que talvez nunca tenha existido antes. A torcida é pra que tudo role do melhor jeito possível.

Mas o Cisco, lembra dele, tá se sentindo inútil. Os poderes do Vibro são muito úteis e a inteligência dele, que fez a gente gostar dele antes, tava meio de lado. E num desses lampejos dos quais a gente tava morrendo de saudade, ele consegue hackear os satélites que o DeVoe ia usar pra promover a Iluminação e, finalmente, o Star Labs volta a ter olhos no céu.

Ah, as evidências apontam que o pai da Caitlin tá preso em alguma base secreta super secreta muito secreta, o que indica que ele provavelmente tá vivo. E o pessoal tem que ir lá buscar ele de alguma forma.

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Rafael Augusto

Um hiperativo que não sabe viver sem ler, escrever, ouvir música, ver séries e filmes, geralmente tudo ao mesmo tempo. Fã de ficção científica, suspense, Stephen King e histórias em quadrinhos.

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