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The Flash – S05E10 – The Flash & The Furious

Pra quase todos os fins, esse episódio foi meio inútil, um daqueles que parecem não acrescentar nada. Porém, até teve algo que deixou a gente pensativo. Mas a questão é que depois de um crossover tão legal quanto o Elsewords, eu esperava um pouquinho mais desse retorno da série.

O que foi relevante e importante pro desenvolvimento da série como um todo? O começo e o final, que inclusive são com a mesma personagem. Depois de descobrir que a Nora mantém relações, no futuro, com o Eobard Thawne, a gente fica pensando o que levou essa guria a fazer isso. E daí a gente descobre que ele tá servindo mais ou menos como um tutor dela, já que foi ele quem ensinou tudo que fez ela ir pro passado encontrar o pai. Ou seja, pra meio entendedor, meia dívida com um criminoso que matou tua avó basta.

Enquanto isso, é o primeiro dia da Cecile de volta como promotora, e como o Joe ainda tá meio abalado por ter sido ameaçado pelo Cicada – e foi viajar pra dar um tempo pra se recuperar – o resto da equipe vai lá pra dar um apoio pra ela. O Barry vai depor como técnico forense no caso da Bruxa do Tempo, então ele também é bem importante lá. Os poderes de ler mentes da Cecile tão quase acabando, mas ainda assim ela consegue sentir uma espécie de remorso na criminosa, e essa sensação interfere profundamente na capacidade dela de convencer o juri e o juiz de que ela é culpada. Enquanto isso, um carro é roubado e o Barry tem que ir resolver isso, mas tem que ser algo rápido já que ele precisa depor. Não parece nada muito complexo num primeiro momento, além de uma motorista muito talentosa, mas no final das contas, ela tem uma tecnologia meta-humana que impede que o Barry toque no carro e faz com que ele fique no modo phase, sem conseguir ter controle das suas vibrações. E enquanto ele não descobre um jeito de controlar isso, ele vai ter que ficar numa das celas de contenção de poderes. De novo.

Com o Barry impossibilitado, cabe a Nora ir depor no lugar dele, como perita forense que ela acabou de se tornar. Durante o julgamento, ela deixa bem visível qual é a opinião dela sobre o crime e a criminosa, enquanto a própria Cecile não tá com essa postura. Pra Nora, ela é culpada e não tem possibilidade de existir algum remorso ou ausência de culpa. E ela se empolga bastante enquanto fala isso. E acontece que a própria Joss concorda com isso.

O Cisco mudou. Toda a sucessão de traumas que aconteceram na vida recente (e também aqueles não tão recentes) fez com que ele resolvesse dar alguns passos pra trás. O mais recente desses passos foi não ser o Vibro, não oficialmente, já que o Cicada tava atrás dele. Então, estudando os estilhaços da adaga do vilão que ficaram nas mãos dele, ele descobriu que eles removiam a matéria negra, e isso implica que dá pra fazer um soro pra criar uma cura pra quem virou meta-humano. E isso ainda vai dar muito pano pra manga.

Enquanto tudo isso acontece, o Sherloque tá tentando descobrir mais coisas sobre o alfabeto temporal que a Nora usa e ele até tem algumas ideias do que pode tá acontecendo, mas nenhuma certeza. Ele até pergunta pro Barry, já que são os mesmos símbolos que ele desenhou assim que saiu da Força da Aceleração, na temporada passada. Ele até pergunta pro computador da ex sala secreta do Wells/Thawne, mas a própria Nora apagou os dados da memória. Mas ele tá no caminho de descobrir, e usando essa inteligência monumental dele, nem vai demorar tanto.

Voltando na questão da cura que o Cisco tá tentando desenvolver, isso é basicamente aquilo que a gente viu no péssimo X-Men 3: O Confronto Final. Tem gente, que vê sua mutação como uma maldição ou como um grande problema, que tem um grande interesse na existência, e aplicação, de uma cura. Do outro lado, tem todo aquele pessoal que se vê abençoado e quer continuar tendo suas habilidades, ou o diferencial que fazem com que eles sejam mais do que o resto do mundo. E essa dicotomia existe muito entre Cisco e Caitlin. Depois de ser perseguido pelo Cicada e da “morte” do Vibro, ele percebeu que seria legal ter uma vida normal, apenas de cientista. E não dá pra criticar ele por isso, de nenhuma forma. Do outro lado, a Caitlin e a Killer Frost são algo interligado, são um ser só, que reconhece a existência da outra e usa o que há de melhor entre os dois lados, quase como um simbionte que dá certo. Então, quando ela lançou uma rajada de gelo no experimento dele, a gente consegue entender os motivos dela e os motivos dele ter ficado irritado. Não tem alguém mais errado ou mais certo nessa discussão. E quando as coisas parecem complicadas, eles só precisam perceber que ainda são amigos. E é assim que essa confusão toda termina, com amigos se ajudando, independente do resultado, mas tendo a certeza de que a cura pra meta-humanos não vai ser obrigatória a ninguém.

A grande temática do episódio nem é necessariamente a Bruxa do Tempo e a outra vilã. O foco é muito mais na Joss e como ela é levada a fazer coisas que não quer necessariamente, algo que já foi visível desde o julgamento. Mas aí tem o outro lado, a Nora não confiando em nenhum vilão, não acreditando que nenhum deles consegue mudar. Ao longo do episódio, ela vai conversando com pessoas, inclusive com o pai, buscando saber o que fazer em situações assim. Ela até pergunta sobre o Thawne, já que tudo gira ao redor dele nesse primeiro momento. E, depois de derrotar a vilã e fazer a Joss perceber que ela não precisa ser a vilã, a Nora viaja pro futuro pra dizer que perdoou o Eobard e que vai dar outra chance pra ele. Obviamente, isso não vai dar bom, mas vamos esperar pra ver o quão ruim isso vai ser.

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Rafael Augusto

Um hiperativo que não sabe viver sem ler, escrever, ouvir música, ver séries e filmes, geralmente tudo ao mesmo tempo. Fã de ficção científica, suspense, Stephen King e histórias em quadrinhos.

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