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The Good Doctor – S04E01 – Frontline, Part 1 (Season Premiere)

The Good Doctor, uma das séries mais importantes atualmente.

O ano de 2020 é até então o ano mais difícil para todos nós, tivemos que mudar nossa rotina, prestar mais atenção onde tocamos, usar máscaras fora de casa, não abraçar ninguém, não rever os amigos, ficamos presos dentro de casa devido a pandemia que atingiu o mundo todo. Todo mundo sabe o quão doloroso foi esse ano, tanto para aqueles que passaram diversas datas comemorativas sem poder ver aqueles que amavam, quanto para aqueles que perderam pessoas para o COVID-19, mas “The Good Doctor” chega para mostrar uma outra realidade, uma realidade que apesar de comentada, não pudemos acompanhar de verdade, a realidade de quem bateu de frente contra esse vírus, arriscando sua própria vida para salvar a de outros.

A série resolveu abordar o coronavírus aos poucos, introduzindo o público (mesmo que de maneira rápida) em como o hospital lidou com o início do vírus, usando cronograma de semanas para vermos como tudo aconteceu e com o passar do episódio fomos vendo as coisas apenas piorando e os médicos tendo que aprender a diagnosticar os sintomas e perceber que não havia um padrão. A série escolheu cada personagem para representar uma realidade diferente, então utilizarei do mesmo artificio.

O Dr. Glassman por ser do grupo de risco teve que ficar, assim como muitos, trabalhando por homeoffice e por ele ser diretor de um hospital, imagino que o estresse do personagem estivesse nas alturas. Apesar de ser interessante a narrativa de alguém da idade dele ter que aprender a trabalhar através da internet, eu achei acertado a série dar mais foco ao relacionamento, já que de todos os personagens, ele foi o único que ficou em quarentena com a pessoa amada. Muitos casais se separaram durante essa quarentena, ter que ficar 24 horas do dia juntos, sem ter uma válvula de escape evidenciou para muitos que talvez aquela pessoa que estava do seu lado não era a certa, mas eu não sei se a série irá por fim a esse casal que já teve tantos problemas e espero que não, é normal haver problemas quando se passa por uma situação igual a essa e ambos os lados possuem suas razões, espero que mais desse plot seja explorada, mas que no final eles consigam achar um meio termo como tantas outros casais conseguiram.

O Park não era nem de longe um dos meus favoritos, inclusive acho que a morte dele seria muito melhor que a do Melendez, mas ele me conquistou de vez nesse episódio. Assim como o Andrew, ele teve que ficar afastado da família, pois além de estar em contato com infectados o tempo todo, ele possui um filho que faz parte do grupo de risco, a ideia de por ele morando com o Shaun foi maravilhosa, pois através da interação dos dois que tivemos momentos mais leves do episódio. Por ser o único pai do elenco, era óbvio que a grávida contaminada seria paciente dele, pois ele realmente sabe o tamanho do amor que ela sente por seu filho e todas as cenas em relação a esse plot serviram para o personagem se tornar ainda mais querido, ele foi muito empático e essa é uma qualidade que refletindo pude perceber que é uma das suas maiores características, já que ele é um dos únicos que entende e tenta ajudar o Shaun.

Eu sempre shippei muito Shaun e Lea e apesar de ter achado muito forçado o modo como eles ficaram juntos no final da temporada passada, fiquei muito feliz com o modo em que o relacionamento se seguiu nesse episódio. Ambos representaram os casais que passaram a quarentena separados e achei fofo todas as cenas entre os dois, o Shaun começou sendo insensível dizendo que sentia falta só do sexo, mas no final assumiu que ele estava com saudades era da namorada, já a Lea tem se mostrado muito compreensiva e lidado de uma maneira excelente com seu namorado, ela perceber que ele sentia dor na orelha e levar o objeto que ajudava a passar a dor foi muito fofo e mostra a evolução da personagem, que saiu daquela menina completamente avoada, para essa mulher madura e para quebrar ainda mais o coração de quem shippa esse casal, os roteiristas botaram a cena da porta que foi tão curta, mas diz muito, eles querem muito estar juntos, mas infelizmente não podem, então deram um jeito.

Apesar do que foi dito mais acima, quando eu penso na palavra empatia, a única pessoa que vem na minha mente é a proprietária da série Dr. Claire Brown! Com o final trágico e sem sentido da temporada passada, eu achei que a Claire talvez entraria em depressão já que a pessoa que a estava ajudando a se recuperar da morte da sua mãe também morreu, mas mais uma vez a personagem se mostrou extremamente forte e apesar de estar de luto, ela está conseguindo seguir em frente de uma maneira saudável. Nesse episódio, ela não teve um paciente em específico, suas interações ficaram em grande parte com a filha de uma paciente e que dor foi cada cena, eu não consigo imaginar a sensação que tantos passaram de ter alguém que você ama morrendo e não poder chegar perto nem nos últimos minutos para não correr risco de infecção. A duas cenas mais fortes do episódio foram com a personagem, apesar de ser muito sutil, aquele avanço que ela dá ao ver a mulher chorando, mas recua se lembrando que não pode chegar perto foi forte, uma cena tão pequena e que pode até passar despercebida, mas que representou a sensação de muitos quando queriam dar um abraço, mas tiveram que recuar. A segunda cena foi a cena mais forte não só do episódio, mas como de toda série, ela chegando no lugar onde fica os pertences dos que já se foram e vendo o tanto de objetos que foram deixados para trás e que não podem nem ser dado para família mostrou para todos o quão sério essa doença é e que não é só uma “gripezinha”, apesar de não saber se o Melendez continuará aparecendo para ela e nem saber se gosto dessa ideia o não, eu curti que a última fala do episódio foi “Vai ficar tudo bem”, pois é isso, uma hora isso vai passar e vamos ficar bem.

 

Usem máscaras!!!!!

  • A sequência inicial da portadora espalhando o vírus ao tossir e o foco da câmera em cada lugar que ela tocava mostrou o quão fácil é a propagação.
  • Não comentei muito sobre o Andrew, pois ele mal apareceu, porém a cena em que ele chega em casa e tem que dormir na garagem para não contaminar a esposa foi de cortar o coração.
  • A cena da moça do elevador com a Dr. Lim representou a ignorância e a falta de empatia que a humanidade possui, a cortada da médica no final foi de lavar a alma.
  • Cenas simples como a do Shaun sentindo incomodo atrás da orelha, mostra o quanto a série de fato se preocupou em mostrar a realidade.
  • Morgan teve pouco destaque e até o fato dela não pode ser mais uma cirurgiã ficou em segundo plano nesse inicio, mas o gancho para próximo episódio ficou por sua conta, já que seu paciente estava infectado sem saber e contaminou a todos que tiveram contato com ele, inclusive o próximo episódio promete ser ainda mais emocionante já que alguém que eles conhecem terá o COVID-19.

 

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Autor

Ives

Um carioca estudante de direito querendo se formar, viciado em x factor´s do mundo e que ama uma praia

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