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The Good Doctor – S04E02 – Frontline, Part 2

Quando acontece com pessoas quem nós conhecemos, o impacto é ainda maior.

No final do episódio passado, que você pode conferir a review aqui, The Good Doctor havia deixado um enorme cllifhanger, já que um dos pacientes não tinha consciência de que possuía COVID e contaminou uma parte do hospital. Confesso que o episódio passado havia sido tão humano e emocionante, que eu esperava o mesmo desse, já que agora alguém de dentro do hospital estaria infectado e infelizmente quem pegou foi a enfermeira Deena, ela não era uma personagem de grande destaque, muito pelo contrário, aparecia em poucos episódios, mas não era um rosto estranho. Todo o caminhar para morte da personagem foi emocionante, vimos a doença tomando aos poucos conta do corpo dela e as consequências que isso trouxe, todas as interações com a personagem foram muito emotivas e apesar dela não ser uma personagem regular, ela era um rosto familiar para o público e muito querida por todo hospital.

Quem teve pouco destaque na premiere, mas nesse teve mesmo não possuindo uma história própria foi a Dra. Lim, por ser uma das que mais tempo trabalhou no hospital, consequentemente tinha mais histórias com a Deena e todas as interações entre as duas foram lindas, principalmente a de como a enfermeira a ajudou no início de sua carreira e também foi através da personagem que tivemos uma sequência de cenas de partir o coração. Perder alguém importante é uma das maiores dores que um ser humano pode sentir, afinal de contas nunca mais iremos ver aquela pessoa, ouvir a risada dela, os conselhos e nem ter mais história a serem vividas juntas, mas com a pandemia a situação ficou ainda pior, pois não tivemos o direito nem de se despedir direito, aqueles que perderam alguém durante esse momento não puderam dar um último abraço, um último beijo e nem ter um funeral, as despedidas tiveram que ocorrer através da tela de um celular. A direção de cena, mais o jogo de luz, junto ao talento da atriz Christina Chang, fizeram uma cena simples passar todo o sentimento que tanto a personagem quanto o público sentia ao ver tantas despedidas, estava claro o quanto ela estava destruída por dentro e sem esperança, assim como tantos de nós estiveram esse ano.

Na review passada eu havia dito que não sabia como me sentia exatamente em relação a Claire ver o Melendez como fantasma, até porque foi algo que só surgiu na última cena e apesar de ter achado um completo fan service e uma medida de contenção dos escritores em relação ao descontentamento do público com a morte do personagem, eu gostei do caminho escolhido. Foi um pouco desinteressante em meio a tantas coisas acontecendo ver a Claire focada em entender a história de um colar, mas deu para entender, ainda mais na última conversa entre dois, foi uma tentativa dela não pensar muito na sua dor, mas como foi pontuado pelo Melendez, ela precisa sentir o luto, pois só assim pode seguir em frente. Eu nunca shippei muito os dois, era algo que preferia mais na amizade, porém amei a fala de ambos, tanto quando a Claire disse “Ele me mudou e isso não irá embora”, quanto a fala do Melendez “Aquela sala está cheia de histórias contadas pela metade, mas você terá uma linda pela frente e eu mal posso esperar para ver”.

Quem desde o episódio passado vinha aos poucos conquistando meu coração era o Dr. Park e nesse episódio a sensação continuou, acho muito lindo a relação dele com o filho dele e gostei do modo de como a série fez para que ele permanecesse no hospital, mas para o personagem cair mais nas graças do público é preciso apresentar sua história, sabemos que ele ama o filho e que trocou de emprego, mas só isso, para realmente se conectar com um personagem é preciso conhecê-lo.

O Shaun tava tão pistola nesse episódio que chegou a ser engraçado, representou muita gente nessa pandemia e gostei de toda a história que ele teve no episódio. Estava tão preocupado com a namorada e puto pela situação que estamos vivendo, igual a todos nós e mais uma vez foi procurar conforto e conselho daquele que ele considera o mais próximo de um pai e o conselho do Aaron foi tão real, chegou um momento em que ficamos enjoados de nós mesmos, ficamos enjoados dos outros, ficamos confusos, com raiva e com medo de que essa situação não acabe ou que mesmo que acabe, nunca mais irá voltar ao normal e deixo aqui a fala final do Dr. Glassman “Seja gentil, seja gentil consigo mesmo, seja gentil com o próximo”.

Mas infelizmente os últimos minutos do episódio me deixaram bastante chateado com o rumo que a série tomou, primeiro pela mudança grotesca de cena, saímos de um momento emocionante com a morte da Deena, para literalmente na cena seguinte ser o hospital batendo palma com a liberação dos pacientes, eu levei um susto, pois estava chorando e do nada várias pessoas celebrando, faltou sutileza. Segundo foi a mensagem subentendida que a série deixou de que o COVID acabou, concordo que a série não deva fazer uma temporada inteira sobre isso, mas agir como se tivesse acabado quando nós ainda estamos passando por isso ficou estranho, os personagens se reencontraram com seus amados e eu só fiquei me perguntando se a cura havia saído no universo da série e já no episódio seguinte eles estarão sem máscaras, ou seja… Completamente sem sentido, poderia muito bem ter continuado usando o protocolo de COVID, mas apresentando outros casos e não tendo foco apenas naquela doença.

O final do episódio me fez ficar com uma sensação amargar e mexer em como me sentia pelo episódio ao todo, mas ainda sim estou animado para o futuro dessa temporada, mas posso esperar que os novos internos apareçam e espero que o Shaun seja o chefe interino deles.

Usem máscara

  • Todas as cenas com Melendez eu conseguia visualizar os roteiristas dizendo “Por favor, não fiquem putos com a gente.”
  • Fiquei muito feliz que o Glassman e a Debbie se acertaram e a confissão do doutor foi mais complexa do que eu esperava, parabéns aos roteiristas.
  • Esperava mais do reencontro entre Shaun e Lea, ele estava tão pistola por não estar perto dela e quando esteve foi só uma cena fofa.

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Autor

Ives

Um carioca estudante de engenharia querendo se formar, viciado em realitys shows ao redor do mundo e que ama uma praia

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