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The Good Doctor – S04E04/05 – Not The Same/ Fault

Introduzindo…

Eu gostaria de pedir desculpas antes de tudo pelo atraso da review, mas eu estava em semana final de provas e também fiquei doente, mas foi até bom pois senti que esses dois episódios se completaram de uma certa forma. Se no terceiro episódio foi nos apresentado os quatro residentes, os dois episódios seguintes serviram para se aprofundar particularmente em dois deles, não sei se esse será um padrão da série e se nos próximos episódios teremos um foco na Jordan e no Enrique, mas eu gostei da ideia de haver um foco maior nos novatos, afinal é necessário conhecermos eles para passar a nos importar.

O quarto episódio dividiu os internos em duas equipes e apesar do maior foco ter sido na Olívia, pudemos perceber características importantes dos outros três e que possivelmente irão definir o seu sucesso ou queda. Apesar de ser minha favorita, a Dr. Jordan tem um sério problema de subordinação e aceitar escolhas alheias, ela já havia mostrado isso logo em sua primeira aparição, mas com esses dois episódios ela teve novamente problemas em respeitar a escolha do paciente ou de seu familiar. O Dr. Asher irei comentar mais a frente e o Dr. Enrique foi o que teve menos destaque até agora, as únicas coisas que sabemos é que ele é bom em ler pessoas e que é uma pessoa não monogâmica.

Como dito anteriormente, a Olivia foi o grande foco do episódio e 90% do porquê o episódio foi chato foi isso, a personagem é de longe a menos interessante, sua característica mais presente foi sua insegurança. A falta de carisma da atriz é outra coisa que atrapalha, fica impossível de se relacionar com a personagem, pois ela não é alguém gostável, acho que seria até mais interessante que o machista tivesse pegado seu lugar, pois teríamos alguém sendo pisado pelas meninas o tempo todo ou possivelmente uma evolução, mas os roteirista fizeram uma escolha e acredito que a grande responsável por ela seja com quem a personagem tem um passado. Juntar dois personagens sem carisma nunca é uma boa ideia, mas estou curioso para ver a reação dos outros residentes ao saber que um deles é sobrinha do chefe.

O quinto episódio teve como foco o Dr, Asher, apesar de também achar o ator sem carisma, a história do personagem segura o interesse, por ter crescido de uma maneira tão diferente e ter aberto mão de tudo afetou como ele é como médico, ele se preocupa de uma maneira exagerada e morre de medo de errar, pois fica bem claro que o seu sucesso é uma afronta direta a sua família. Por isso o destino do seu primeiro paciente foi tão cruel, errar é humano, mas quando um médico erra, pode custar a vida de alguém, foi um erro bobo, mas que teve grandes consequências e que terão um grande impacto no personagem.

A construção da relação entre o médico e o paciente foi bastante interessante, já que a maior conexão entre ambos era a mesma sexualidade e até cheguei a achar que poderiam formar um casal mais a frente. O paciente morreu, mas não antes de haver a cena onde o Asher ora por ele a pedido do mesmo, não sei se concordo muito em você pedir algo que traz tantas lembranças ruins para outro pessoa, mas a cena do Dr. Wolker orando pelo seu paciente foi muito bonita.

Honrando o título de protagonista o Shaun continua tendo bastante destaque, por não saber como se conectar ou entender emoções alheias, era claro que ele veria problema em ser mentor e aqui eu acho que a série tem errado um pouquinho em como o Shaun vem se portando, pois sinto que tem tratado ele como um robô, ele recebe uma ordem e executa exatamente ela sem tirar nem por, como se tivesse sido programado para aquilo. Eu convivo com uma pessoa autista e eu sei que apesar de haver uma grande dificuldade de serem empáticos, não chega a ser dessa maneira, pela primeira vez eles estão errando a mão de como é uma pessoa autista.

Meu casal continua se fortalecendo a cada episódio, acho um pouco cedo para morarem juntos e acredito que será um problema mais a frente, mas por enquanto vou aproveitar tamanha química que o casal transborda e ficar de coração quentinho a cada cena, meu único pedido é que a a Leah tenha uma história própria, é uma personagem incrível, mas tem sua história reduzida apenas a par romântico.

Eu vinha esperando os episódios passarem para poder reclamar com propriedade já que os dois primeiros episódios haviam focado no COVID-19 e o seguinte foi apresentando os personagens novos, mas conforme o tempo vai passando na série só me confirma o quão errado foi a morte do Melendez, não digo nem pelo amor que possuía pelo personagem, mas porque sua morte não teve relevância alguma. Mortes em série sempre movimentam a trama já que um personagem deixa de existir e temos todos os outros tendo que lidar com isso e aqui está o maior problema, tirando a Lim e a Claire, nenhum outro personagem sequer comentou o ocorrido, foi como se o personagem nunca tivesse existido para eles e assim, apesar de curtir os novatos, a história não está tão interessante e apesar de não curtir o casal, Melendez e Claire tendo que lidar com o sentimento que possuíam um pelo outro era uma narrativa bem mais interessante.

Usem máscaras

  • Outra dupla que passou a morar junto foi Park e a Morgan, eu não esperava mesmo a união desses dois, mas tenho curtido, a amizade tem crescido aos poucos e tem sido o alívio cômico da série.
  • Leah ama Rupaul´s Drag Race <3
  • Os casos do quinto episódio foram bem mais interessantes, principalmente a da mulher e seu amante, mas a série precisa trazer casos mais fortes para prender o telespectador enquanto apresenta seus novos personagens ou fazer um grande acidente acontecer.

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Autor

Ives

Um carioca estudante de direito querendo se formar, viciado em x factor´s do mundo e que ama uma praia

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