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The Good Doctor – S04E06 – Lim

Hora da morte

O transtorno do estresse pós-traumático (TEPT) é um distúrbio da ansiedade caracterizado por um conjunto de sinais e sintomas físicos, psíquicos e emocionais em decorrência de o portador ter sido vítima ou testemunha de atos violentos ou de situações traumáticas que, em geral, representaram ameaça à sua vida ou à vida de terceiros. Passar pelo o que passamos durante essa pandemia sem alguma consequência é algo inimaginável, ainda mais para médicos que viram dia após dia todos os seus esforços em vão e tendo que chamar mais do que nunca a frase que todo médico tem mais pavor. Foram mais de 2 milhões de mortes anunciadas por todo o mundo, sonhos que não vão se realizar, famílias perdendo entes queridos e médicos tendo que absorver tudo isso e continuar batendo de frente, ignorando sua própria segurança.

Se acompanharem minhas reviews antigas irão ver o meu descontentamento com a escolha da série de viver em um mundo pós COVID e permaneço na mesma opinião, mas gostei que a série não ignorou completamente a pandemia. Dra. Lim é uma personagem que nunca teve um grande destaque, mas por ser a chefe de um hospital durante a pandemia, ela era a personagem mais correta para representar o quão traumático será o pós desse momento que ainda vivemos. Audrey perdeu uma grande amiga, perdeu diversos pacientes e teve que lidar com toda burocracia, incluindo as escassezes de materiais, era impossível que toda essa pressão não ocasionasse em algo.

Assim que saiu o nome do episódio, já era se esperado que haveria um destaque para a Dra. Lim, mas fiquei receoso que fosse um destaque parecido com o da Kepner na sua última temporada de Grey’s Anatomy, a personagem não teve um destaque de verdade, foi prometido um episódio focado nela e foi na verdade apenas ela atendendo os pacientes do episódio. Mas The Good Doctor foi diferente e explorou o TEPT da Audrey, confesso que não esperava que a personagem sofria disso e nem que era sobre o COVID, quando deu os primeiros indícios, eu achei que ainda seria sobre o Melendez.

Conforme o episódio foi passando, nós fomos vendo uma bomba se formando, era óbvio que uma hora ela ia explodir ou morrer, mas eu gostei que todas as explosões que ela teve nesse episódio foram extremamente corretas. Shaun sempre teve problemas em se conectar com as pessoas, mas ultimamente ele tem sido extremamente anti profissional, chegando até ser o alívio cômico do episódio, mas novamente aponto o fato de os escritores estarem errando a mal com o Shaun, ele está parecendo uma criança e sem contar que ele merecia demissão por justa causa ao levar consolos para sala da sua chefe.

A Jordan teve um destaque um pouco mais sério, qualquer um tem o direito de ter a religião que quiser, mas religião alguma deve sair de dentro do local praticado, se você possui uma religião, ela deve ser mantida para você, sem querer influenciar outras pessoas e por isso me decepcionei tanto com a personagem. A Jordan me lembra muito a Yang de Grey’s Anatomy, talentosa, arrogante e ambiciosa, por isso o meu tamanho estranhamento em ver a personagem deixando sua fé na frente, é um local de trabalho, não se deve haver espaço para isso. Com a revelação no final, ficou ainda mais estranho, houve toda aquela discussão para depois ela só querer por ter feito um aborto antes? Ficou uma sensação estranha.

Os dois pacientes desse episódio foram uma indireta direta a Audrey, um era um veterano de guerra que sofria de TEPT e a outra era uma senhora tão empática que sentia dores de pessoas próximas a ela, ambos serviram como uma espécie de alerta para Dra Lim e mesmo os dois tendo conseguido uma melhora, a mesma não conseguiu e pelo visto veremos mais dessa história nos próximos episódios.

Usem máscaras:

  • Completamente aleatório a história da aposta entre a Morgan e Park, seria algo divertido se fosse em outro episódio, nesse pareceu apenas bobo.
  • Enrique é o novo Park, não aparece na maioria dos episódios e quando aparece é apenas como figurante.
  • Que toque incrível o barulho que a Audrey escuta ser o som da máquina quando o coração para de bater.
  • O final com todos os personagens falando “Hora da morte…” foi triste e arrepiante.

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Autor

Ives

Um carioca estudante de direito querendo se formar, viciado em x factor´s do mundo e que ama uma praia

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