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The Handmaid’s Tale – S01E10 – Night [SEASON FINALE]

“Nunca deveriam ter nos dado uniformes, se não queriam que fossemos um exército”.

É muito louco pensar que o livro o qual original está série foi escrito em 1985, pois completamente todas as suas implicações são extremamente atuais. O que apenas nos mostra o quão pouco avançamos desde então e o quão assustador pode ser o futuro, ou mesmo, o presente.

Não se se podemos realmente chamar tudo que vemos em tela de “distópico”, já que a realidade é bastante similar, apenas em doses menores e melhores “encubadas”. Ora, mulheres são estupradas, pessoas em camadas mais altas da sociedade dispõe de privilégios conquistados por “seus méritos”, atrocidades, preconceitos e ódios são destilados sob o disfarce de “fazemos isso por Deus”, religião e governo são misturados, uma única fé se faz imposta, ou você segue “a minha regra” ou você está em “desgraça”. Tudo isso está no nosso mundo também, se não lutarmos, em pequenas doses nos tornamos “of-alguma coisa”, objetos pertencentes e obedientes à alguém.

E essa é exatamente a luta de June, deixar sua condição de objeto e voltar a ser uma pessoa. E ela não luta sozinha, como podemos ver quando ela abre o pacote que foi buscar e se depara com dezenas de cartas de socorro enviadas por outras Aias, na tentativa de alcançar algum familiar ou qualquer forma de ajuda. Elas falam de seus filhos tirados de seus braços, das atrocidades que são submetidas e de como querem se ver livres daquilo. Estas mulheres todas almejam somente uma coisa: liberdade.

Offred descobre que está grávida, na verdade, tem isto arrancado de si pela Sra. Waterford (que descobriu sobre o envolvimento do Sr. Waterford com Offred), que a agride e a obriga a fazer um teste de gravidez. E toda a crueldade de Serena não acaba tão somente por aí. Sabemos bem que ela sempre foi movida por sua vontade de ser mãe e jamais mediu nenhum esforço para alcançar seu objetivo, e mais que nunca, não confia em Offred. Logo, para garantir que “seu bebê” fique seguro, ela chantageia a nossa protagonista da forma mais cruel possível.

Serena leva June até Hannah, sua filha. Ela desce do carro e deixa June presa dentro dele, assistindo apenas pelo vidro e em completo desespero, a Sra. Waterford falar com sua filha. Ela volta ao carro e diz uma frase que resume bem toda a sua covardia: “se o meu bebê estiver bem, sua filha também estará”. Este foi um momento tão revoltante que eu precisei pausar e respirar, pois foi uma das coisas mais repugnantes que eu já assisti na vida, e olha, nesta própria série já vimos situações de tirar a mais branda das pessoas do sério e brotar lágrimas involuntárias nos olhos!

Serena também confronta seu marido, e em mais uma de suas destilações de veneno ela dá a notícia da gravidez de Offred, fazendo questão de dizer que o bebê não é dele, e mais: dizendo que Deus jamais permitiria que um homenzinho fracote como ele perpetuasse seu sangue. E ela nem está errada mesmo, e a prova disso vem a galope, diga-se de passagem. Warren está sendo julgado por adultério e pecado de luxúria, como sabemos, ele se envolveu “romanticamente” com Janine, o que a levou a um breakdown. E claro que o Sr. Waterford intervém por Warren, afinal, ele se viu ali em julgamento, já que comete o mesmo “crime”.

 

Já Janine… Bem, seu castigo jamais seria tão brando. Acusada de “por a vida de uma criança em risco”, ela é condenada a apedrejamento em praça. Tia Lydia convoca todas as Aias, traz Janine ao centro da roda, e as ordena que joguem suas pedras, afinal “as vezes Deus nos dá desafios, mas precisamos cumpri-los para provar nosso amor”.

Ofglen é a primeira se negar a realizar tal feito, afinal Janine era uma delas. Sem dó ela é agredida e levada pelos guardas. Tia Lydia continua a ordenar que as Aias cumpram com o seu “dever”, porém June se nega, joga a pedra no chão e se desculpa. E isso desencadeia uma reação dominó, uma a uma todas as Aias ali presentes fazem o mesmo e se recusam a assassinar Janine de forma tão brutal.

Ao som de Nina Simone, as Aias seguem em linha para suas residências. Todas conscientes de seus destinos, porém realizadas de terem feito sua voz ouvida, após tanto tempo e sob tantas opressões. Podia não parecer muito, mas para cada uma delas esse foi um pequeno (e talvez o último) suspiro de liberdade e resistência.

Enquanto June espera por sua punição. No outro lado da moeda, Moriah (que conseguiu chegar ao Canadá) respira ares de alívio! Como refugiada no país vizinho, ela se reencontra com Luke, que a pôs em sua lista de alerta como família! É um momento muito tocante, e embora desejemos o mesmo para June, foi muito emocionante assistir alguém se livrando de uma realidade tão brutal e desumana, para finalmente voltar a ser ALGUÉM e não algo.

Sem muitas explicações, Nick apenas diz “vá com eles, confie em mim” para June, antes dos homens de preto entrarem em seu quarto e a levarem para a van preta. Enquanto Serena se desespera sem saber para onde estão levando sua Aia grávida, June segue seu rumo realizada. Seja este seu fim, ou seu recomeço, ela está absolutamente preparada para o futuro, seja ele qual for.

Acho que é seguro dizer que June não morrerá, afinal… A 2ª temporada acaba de estrear! E eu sinceramente estou SEDENTA para dar play logo e ver o que o futuro reserva a nossa protagonista! Vem The Handmaid’s Tale – Season 2! :p

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Luana Medeiros

Sinceramente, não sei mais há quanto tempo estou nesse site? Mas olha, faz um bom tempo! HAHA. Atualmente cuido mais de reviews de realities musicais, mas também faço meus corres nos seriados, porque a vida é isso aí! Tenho 24 anos, sou formada em rádio/tv/internet, e nas horas vagas vocês me encontram por aqui! ;)

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