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The Handmaid’s Tale – S02E05 – Seeds

“I’m gonna get us out of here. I promise you. I promise.”

O episódio levou o nome de “Seeds”, “Sementes” é pensando nisso podemos pensar no filho que June carrega em sua barriga, mas acredito que Semente aqui caiu de uma outra forma. Primeiro preciso falar de Janine, é incrível como Janine tem uma luz consigo e mesmo nos piores momentos ela consegue encontrar um mínimo de alegria. Ver ela olhando para aquela plena flor e realizando um pedido, ou propondo que as prisioneiras realizassem uma pequena cerimônia de casamento com tanta sinceridade e amor envolvido antes de uma morte ocorrer foi uma dos momentos mais singelos e bonitos que essa série já teve.

 

Janine tem essa luz e ela se contrapõe com todo o pesar e escuridão que Emily carrega consigo depois de todas as desgraças que aconteceram a ela, mas na real eu entendo a Janine ter toda essa alegria, mas me conhecendo se eu estivesse naquela situação seria uma pessoa muito mais como Emily, não iria conseguir enxergar algo minimamente positivo em toda aquela merda que está ocorrendo. Um fio de esperança é as sementes de amor que Janine planta por onde passa, ela acredita que Deus tem algo guardado para ela, será uma pequena esperança que algo pode mudar nas colônias e salvar essas mulheres do destino tão cruel que lhes espera? Aliás seria a morte um destino tão cruel comparado com tudo que elas estão sofrendo? Eis uma das questões.

Se Janine tem alguma luz com ela, não podemos dizer o mesmo de Sra. Serena Waterford! Que monstro é essa mulher minha gente? Claramente incomoda com o modo robótico que June entrou após ser devastada no último episódio, ela mostrou as garras pra fora e acabou colocando o nome de Nik na roda para o maridão que ficou incomodado e atentíssimo ao pequeno sinal que ela deu.

Isso acabou nos mostrando mais uma face cruel de Gillead, o casamento entre jovens puras de 15 anos que são adestradas em suas casas para serem boas esposas com homens mais velhos. Sim, os mesmos casamentos que acontecem em países do Oriente Médio e que achamos um absurdo estão presentes em The Handmaid’s. Conhecemos assim a mais nova personagem que pelos poucos momentos que apareceu parece que vai ser uma seguidora fervorosa de tudo que a Gillead prega.

E se até semana passada eu cheguei a considerar parar de ver a série por conta de não ver nenhuma saída e de toda semana me dispor a assistir uma série de atrocidades serem aplicados a essas mulheres, eu desisti quando parei para refletir sobre todos os “Gilleads” que existem em nosso planeta. “Gillead” que impedem mulheres de dirigir, de ter uma profissão, de ter liberdade, de falar muitas vezes, mulheres que são consideradas por diversas sociedades como mais fracas, incapazes e esses últimos que citei ainda são elementos que são presentes tanto no Oriente como no Ocidente.

The Handmaid’s Tale mostra exatamente como uma sociedade como a nossa pode se tornar tudo aquilo de forma silenciosa e de uma forma que não paramos para pensar no que aquela pequeno ato poderia se tornar, algo recente aconteceu no Afeganistão, antes da guerra e da implantação do islã (se quiserem ler um pouco mais podem clicar aqui ), lá mulheres tinham total liberdade, andavam de minissaia, podiam trabalhar e depois de uma “revolução” viram tudo mudar e todos os seus direitos serem tirados, passaram a viver em um silêncio de uma sociedade opressora motivada por uma religião, é qual a diferença disso para The Handmaid’s Tale? Muito pouca não é mesmo, a ficção está ai na vida real.

Mas voltando a saga de June, vimos que ela estava quebrada, June sofreu terror psicológico por todo o ocorrido do último episódio, terror esse que atinge a todas as mulheres que sofrem nesse novo regime, vimos por exemplo que Moira ainda não consegue se ver como uma mulher que merece ter prazer, mesmo estando livre no Canadá ela apenas conseguia se ver como um objeto que deve causar prazer nos outros e se nomeou como Ruby para aquela garota no bar. June sofreu com a ação de Tia Lydia e não consegue sair do choque psicológico que estava vivendo, nem mesmo uma ação drástica como a asquerosa cena do casamento fez com que June voltasse ao normal.

Entretanto a personagem começou a sangrar, um indício de aborto e acredito que naquele momento June pensou que tudo estava perdido inclusive a vida dentro de si, sendo assim acredito que June ao sentar naquela janela e a cena final pela primeira vez pensou em suicídio, porque não foi mostrado como ela chegou ali. (Confesso que não fiquei chocado com aquela cena dela na banheira vermelha).

Se Janine acredita que algo esta reservado para ela, podemos dizer que June viu na força do bebê em sobreviver após todo aquele sangramento como a força que ela precisava para sair daquela realidade que lhe foi imposta, ela não quer mais ficar ali e promete ao bebê que vai sair dali, que vai dar um jeito e que ele não viverá naquela merda. Já estou na torcida minha June!

O episódio em si trouxe alguma dinâmica para narrativa e nós permitiu conhecer ainda mais sobre todo esse nojento sistema que persiste em Gillead inclusive com casamentos envolvendo garotas tão jovens (não seria pedofilia?) com a única intenção de engravidar elas ainda cedo e a triste situação nas colônias, enfim é tanta desgraça que acontece que temos que nos prender no pouco de força que essas mulheres mostram para sair um dia disso!

Um dos pequenos sinais que vejo é que parece muito que Fred e Serena estão sempre sendo observados, hoje vimos que Serena ficou toda balançada quando viu Tia Lydia usando um lápis, claramente lembrando de quando ela mesma podia escrever, mas acho realmente que eles vão por algo a perder em um futuro (que espero que não seja distante) e assim vai começar a redenção de June! Espero que tenha curtido o review, beijos e abraços! Até mais!

 

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Lindomar Albuquerque

Amado por 30 milhões de Brasileiros! Paulista, Canceriano, 25 anos, Químico e atualmente faço Doutorado em Biotecnologia e Polímeros. Me achou nerd neh? Sou mesmo! Amo uma boa banda alternativa/indie, fã número 1 de Imagine Dragons e adoro perder um bom final de semana maratonando séries! P.S. Sou bêbado também gente, me chama para uma cerveja e para falar de série!

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